sexta-feira, 16 de junho de 2017

Sepultura Endurance celebra 30 anos de resiliência

O documentário é uma celebração da trajetória do Sepultura, que vai da luta para mostrar seu som ao mundo, passando pelas contradições internas, o sucesso e a reconstrução.

 


O Sepultura surgiu na década de 80, em Minas Gerais, e ganhou o mundo, tornando-se uma das mais expressivas bandas de Metal do planeta. Mas, para ocupar esse patamar, foram muitos anos de luta. Em um primeiro momento, para alcançar o sucesso, e, posteriormente, para não deixar com que o grupo fosse enterrado em seu próprio nome.

Contrariando todos os prognósticos, do desafio de fazer Metal no Brasil, o Sepultura foi ganhando espaço com um som visceral, criativo e inovador para o estilo, fundindo elementos e sonoridades brasileiras com os riffs de trash metal. Essa fusão fez do Sepultura uma banda com um som original.

Partiram do álbum Morbid Visions, bastante influenciado por Slayer; passaram por Chaos A.D., onde surgem os primeiros traços de brasilidade; até a consolidação final, em Roots, quando amalgamaram sonoridades de candomblé (muito bem colocados por Carlinhos Brown), cânticos indígenas, atabaques em meio a guitarras em tom mais baixo e uma bateria visceral de Igor.

Com isso, romperam dois paradigmas: um de que as bandas de metal brasileiras poderiam ser muito mais que cópias perfeitas das internacionais e, outro, inexplicável, conseguiu popularizar o gênero entre a juventude dos mais diversos estilos, a ponto de Renato Russo, da Legião Urbana, elogiar os headbangers.

Como bandas não são diferentes de histórias de família, no auge, em 1996, com Roots estourado mundo, eis que os integrantes se desentendem devido à relação de Max Cavalera com a então produtora, e atual esposa, que rompeu os laços entre os integrantes, para proporcionar maior destaque ao vocalista.

O efeito foi devastador: Max abandonou o grupo. Andreas, Igor e Paulo ficaram imersos em um grande vácuo. Sem gravadora, sem o vocalista, sem direção.

Esse é o ponto nevrálgico da história do Sepultura, que poderia ter sido enterrado em si mesmo. Eis o motivo do nome Endurance (resiliência, em tradução ampla), pois era preciso superar a separação e erguer-se da terra arrasada.

Andreas, Igor e Paulo conseguiram criar no vácuo. Selecionaram Derrick para ocupar os vocais, passaram a produzir, compor e a lutar contra a sina de muitas bandas que se esfacelaram por brigas internas. E eles conseguiram.

O documentário não conta com as participações de Max e Igor, não por restrição dos atuais integrantes, mas por negativa dos próprios Cavalera. Mesmo com as baixas, já são 33 anos nos caminhos do mundo, mas o diretor Otavio Juliano, depois de acompanhar a banda por sete anos e pesquisar materiais, fez um recorte dos 30 anos do Sepultura, da origem aos dias atuais.

O documentário é uma celebração da trajetória do Sepultura, que vai da luta para mostrar seu som ao mundo, passando pelas contradições internas, o sucesso e a reconstrução. Conta com depoimentos de Corey Taylor (Slipknot), David Ellefson (Megadeth), João Gordo, Phil Anselmo (Pantera), entre outras lendas do Metal.

Ponto para o diretor Otavio Juliano que não deixou o documentário descambar para o sensacionalismo, explorando as brigas entre os integrantes. Abordou a separação como parte da história, não transformando o documentário em uma oportunidade de lavagem de roupa suja.

Durante a coletiva de imprensa, Andreas Kisser, atual líder e mentor intelectual do Sepultura, deixou bem claro que sempre defendeu que os Cavalera participassem do documentário, no entanto, respeita a posição contrária.

Sepultura Endurance, que está em cartaz nos cinemas nacionais, muito além dos registros históricos, rompe alguns dilemas dos documentários, uma vez que as músicas são como fios condutores, sendo roteiro, transformando o doc em show.

Ótima oportunidade para quem ainda não conhece o vigoroso e criativo som do Sepultura.

SEPULTURA ENDURANCE
Título: Sepultura Endurance (Original)
Ano produção: 2017
Dirigido por: Otavio Juliano
Duração: 100 minutos
Gênero: Documentário
Países de Origem: Brasil
                                                Assista o trailer:



Por: Ricardo Flaitt é jornalista

sábado, 10 de junho de 2017

Roger Waters: “Não se ganha nada construindo muros. Só os idiotas fazem isso”



Guerras pavorosas. Guerras que expulsam pessoas de suas terras, que matam, que destroem famílias. Não é de se estranhar que as guerras continuem tão presentes nas músicas do britânico Roger Waters. Seu pai morreu na Segunda Guerra Mundial. Seu avô, na Primeira.
Aquele garoto que cresceu sem um pai continua muito vivo dentro desse homem de 73 anos.
 
O gênio criativo do Pink Floyd, o homem sofredor que se esgoela levado por suas obsessões, o esquerdista crítico com a ordem estabelecida, o de letras pungentes, está de volta. E se passaram 25 anos. Sim, é verdade, há 12, em 2005, escreveu uma ópera, Ça Ira, uma raridade em sua longa trajetória. Mas desde 1992, data de seu último disco de rock solo, não trazia uma nova coleção de músicas.
 
Voltas e voltas, round and round. A vida dá voltas, já escrevia em ‘Us and Them’, pérola do mítico álbum The Dark Side of the Moon (1972), que catapultou os Floyd à fama, ao reconhecimento mundial. Isso de dar voltas, no seu caso, se confirma. Quando na segunda metade dos anos oitenta, após deixar o grupo, Waters brigava com seus colegas para que não pudessem usar o nome Pink Floyd sem que ele estivesse no projeto, David Gilmour e Nick Mason pareciam os donos do legado da banda: eram eles que andavam por todas as partes cantando Money. Mas o tempo o devolveu a Waters.
 
Após percorrer o mundo com a turnê mais bem-sucedida da história de um artista solo – 220 apresentações entre 2010 e 2013, mais de 458 milhões de dólares (1,5 bilhão de reais) arrecadados –, a que realizou retomando The Wall, obra do Pink Floyd fundamentalmente composta por ele, retorna agora com Is This the Life We Really Want?, editado pela Columbia (Sony Music), um disco de aroma maduro, lembrando bastante os do Pink Floyd dos setenta, desses que transmitem a sensação de que o apocalipse espreita, mas que ainda existe um raio de luz que passa por uma fresta da persiana. Um disco que viaja do ruído da sociedade da informação, desse barulho em vivemos instalados, à intimidade oferecida por um momento de paz embalado pelo som cálido de um violão. Que fala da guerra, dos refugiados, de uma sociedade guiada pelo medo, do silêncio e da indiferença de tantos diante do que está acontecendo.
 
Em uma manhã ensolarada e limpa em Nova York, Waters entra com passadas firmes em uma sala de estúdios de gravação próximos ao parque Madison Square Garden e se acomoda em uma poltrona diante da mesa de mixagem. Às vezes, os anos favorecem as pessoas. Aquele garoto feioso das capas dos anos setenta é hoje um homem atraente que quase lembra, guardadas as devidas proporções, Richard Gere. Camiseta negra, calça jeans azul justa, botas negras, olhar azul, George Roger Waters (Great Bookham, Surrey, Reino Unido, 6 de setembro de 1943), o Lennon do Pink Floyd, dispara com língua afiada quando fala de política e menciona sem reservas sua dura infância quando fala de si mesmo. Conversa pausadamente, pronunciando todas e cada uma das sílabas com um inglês muito british que não foi contaminado com o sotaque americano, mesmo morando já há vários anos na cidade dos arranha-céus.
 
El Pais - O senhor escreve sobre a guerra desde 1968. Em seu novo disco, fala de pessoas que morrem em guerras distantes. Isso se deve ao fato de o seu pai ter morrido na Segunda Guerra Mundial?
Roger Waters -  A guerra está presente porque está sempre aí. Mas, sim, pode ser que isso ocorra pelo fato de eu ter uma empatia especial com as vítimas. E isso talvez tenha a ver com o fato de que mataram meu avô e meu pai nas duas guerras mundiais. Meu avô morreu em 24 de setembro de 1916 e seu filho, em 18 de fevereiro de 1944. Por isso, talvez tenha a ver com essa agonia gerada pela perda e que milhões de pessoas estão sofrendo com isso no mundo todo.
 
Em 17 de fevereiro de 2014, você visitou o local onde o pai morreu, a 30 quilômetros de Roma, conduzido por um veterano de guerra, Henry Schindler. O que descobriu nessa viagem?
Toda a viagem, a visita ao jardim do memorial, ver o nome de meu pai inscrito na pedra, tudo isso me fez entender a dimensão da necessidade de eu conquistar a aprovação dessa pessoa que mal conheci, pois eu era muito pequeno quando ele morreu. Mas eu o admirava e o respeitava por causa das histórias e lendas que minha mãe contava sobre ele. Comprovei como ele era e é importante para mim. Certa vez, depois de um show, um veterano se aproximou de mim, olhou-me bem nos olhos, pegou minha mão e disse: “Seu pai estaria orgulhoso de você”. Fiquei sem palavras. Emocionou-me muito ouvir aquele homem dizer aquilo.
 
Quem ele era?
Era um veterano do Vietnã. Costumo convidá-los para os shows. Fiz isso na turnê de The Wall. Convido-os e fico com eles no intervalo do concerto para cumprimentá-los. Aparecem ali homens feridos, homens com queimaduras.
 
O que representou para o senhor crescer sem um pai?
Você passa toda a vida fazendo trejeitos toda vez que está com outro homem, tenta impressioná-lo. Fiz isso desde que era pequeno, faço desde então.
 
Essa ausência influiu no fato de se tornar músico, na necessidade de escrever canções?
Provavelmente. A verdade é que não sei de onde vem a escrita, é algo completamente misterioso. Mas a necessidade infinita do tapinha no ombro, a busca de um pai “bem certo” tem sido uma constante na minha vida.
 
As canções o ajudaram a se impor às guerras interiores, às suas batalhas consigo mesmo?
Sim, estou certo de que é assim. Às vezes, explico as coisas a mim mesmo e para os outros por meio da música ou da poesia...
 
Ou seja, escrever canções alivia...
Sim, escrever alivia, é gratificante. Compartilhar um sentimento ou mostrar-se diante dos demais pode ser catártico. Você se expõe à aprovação, ao ridículo. E com muita frequência as pessoas respondem com amor, empatizam se você expressa um sentimento que reconhecem. Nunca contei isto a ninguém, mas muitas vezes na minha vida disse a mim mesmo: “por que não lhe falei?” É frequente a gente falar com alguém e guardar algo porque está preocupado com qual será a resposta. Minha experiência é que não compartilhar, tentar ocultar aspectos negativos sobre si, não se arriscar a contar, não admitir algo que você fez porque acha que te retirarão o amor é quase sempre uma má decisão.
 
O senhor foi contestador desde muito pequeno. De onde procede essa veia contra a autoridade?
Vivi um incidente na creche quando tinha dois ou três anos. Havia um brinquedo, um caminhão vermelho doado pelos americanos, um triciclo. Um dia me sentei em cima e minhas calças rasgaram. Uma moça que trabalhava na creche decidiu que tinha de costurá-las, assim, tirou-as de mim à força. Eu me senti como se estivessem me violando. Resisti e briguei com ela com toda a força que tinha meu pequeno corpo, mas ela era forte demais para mim.
 
Você tinha dois ou três anos e se lembra do incidente?
Perfeitamente, é uma lembrança muito forte. Eu me senti vítima dessa bovina errante que não entendia meus sentimentos, os de uma criança. Vivenciei vergonha, humilhação. Posso ter uma ideia do que deve ser alguém estuprar a gente, de tão intenso que foi. Eu gritava como um possesso. Tinha enorme sensação de desamparo.
 
E essa sensação de desamparo o acompanhou na escola?
Basta que te aconteça uma vez para que você se preocupe com que volte a suceder. E assim foi, já adolescente, durante um fim de semana com a Cadet Force, uma espécie de versão júnior do Exército, ou da Marinha. Estávamos em um barco, em uma estação naval no norte da Inglaterra. Uma noite me ocorreu algo similar. Um grupo de rapazes me atacou. É algo que costumavam fazer. Te assaltavam no meio da noite, baixavam as suas calças e colocavam betume nas bolas. A há há.
 
Daí o “We don’t need no education” [não necessitamos de educação’, verso da arquifamosa ­Another Brick in the Wall, de Pink Floyd]…
Alguém me mostrou um desenho que fiz, que agora está na exposição do Pink Floyd do Victoria and Albert Museum, de Londres, onde aparece um professor apontando um menino pequeno e lhe dizendo: “Você é patético. Nunca chegará a ser nada”.
 
Sério?
Assim nos tratavam na escola. Lembro-me de pessoas que supostamente era professores que escreviam na lousa: “Isto é lixo”. Atacavam ad hominem as crianças, eram uns sacanas. Não todos, havia gente muito decente, mas alguns eram uns porcos.
 
Ou seja, você não passou muito bem nos anos da escola...
Oh, não, odiei cada minuto do colégio.
 
Depois estudou arquitetura. Em que momento decidiu que queria ser músico?
Quando tinha 14 ou 15 anos. Parecia a única possibilidade de ganhar dinheiro ou de conseguir dormir com alguém [risos].
 
Era tão difícil assim naqueles tempos?
Sim. A outra opção era ganhar nas apostas esportivas. Lembro-me que eu trabalhava como arquiteto em 1967, mas logo nos tornamos músicos profissionais e tive de deixar o estúdio em que trabalhava. Durante anos vivemos com nada, quase não ganhávamos dinheiro. Pouco a pouco fomos tendo mais sucesso, fazendo shows por todo o país, aprendemos a fazer discos. E finalmente conseguimos fazer um que era realmente bom, The Dark Side of the Moon, que foi um grande êxito. O resto é história.
 
O que representou para você, no auge do Pink Floyd, a saída de Syd Barrett [o primeiro líder da banda, vítima do consumo de LSD] do grupo?
Foi muito sofrido. Eu o conhecia desde pequeno. Ficou louco. De repente, a pessoa que era meu amigo, um garoto encantador e com muito talento, parecia um zumbi... A banda tinha tido sucesso graças a ele, compunha todas as canções. Foi devastador. E também muito desgastante. Quando você se apoia em alguém que é seu amigo e ele de repente desaparece, fica a sensação de que isso pode ser o final de tudo. Foi muito dolorido e estranho, mas conseguimos superar. E representou uma grande mudança. Todos nós nos vimos obrigados a compor. Eu já tinha escrito um par de canções quando ele ainda estava na banda, por isso já estava claro que tinha algumas ideias para expressar. Quando ele se foi tive de ser quem passou a criar tudo.
 
O que aprendeu de sua fase no Pink Floyd e, em particular, daqueles anos em que se separaram, em meados dos anos oitenta?
Não acho que tenha aprendido muito nesses anos [ri]. A gente aprende com os erros que comete com as mulheres. Muito. Ou pelo menos eu aprendi. Muito.
 
Sério?
Sim. Cometi erros muuuuito graves. Mas no final você aprende a ser mais honesto consigo mesmo. Como dizíamos antes, o pior é esconder. E o amor é transcendental. Se você se entrega, vão te ferir, mas também você crescerá e experimentará alegria. Se você não se abre ao amor, você murcha e morre. Também aprendi que não devemos estar abertos só ao amor carnal, a estar com uma mulher para o sexo ou para formar uma família. Você tem que ser capaz de estar com as pessoas que precisam de você, com outros seres humanos. Assim, quando alguém se apresenta às portas da sua fronteira, cheio de pó, porque teve de viver onde lhe coube viver, você tem que lhe dar abrigo. Marine Le Pen, o maldito Nigel Farage e Donald Maldito Trump se enganam. Temos que acolher os refugiados, compreender as sociedades de onde vêm, suas convicções religiosas; temos que abrir espaço em nosso coração para os outros. Nada se ganha construindo muros, apontando para os outros e dizendo: “Nós somos os bons e esses são os maus”. Isso só fazem os idiotas. E fazem isso diariamente, a todo o momento, inventam histórias para apoiar sua visão, nisso consiste a propaganda. Isso é o que têm em comum com Joseph Goebbels. Ele se deu conta de que isso funcionava, e funciona, infelizmente. Por isso é preciso resistir.
 
Assista "The Last Refugee" do novo álbum 'Is This The Life We Really Want' , de Roger Waters



Fonte: El País

terça-feira, 6 de junho de 2017

Drogas não contribuíram para morte de Chris Cornell, diz relatório de autópsia

Soundgarden

“Baseado nas circunstâncias e no que foi encontrado na autópsia, a causa da morte foi suicídio”, afirmou o médico legista 
 
O Wayne County Medical Examiner, no estado norte-americano do Michigan, divulgou os resultados finais da autópsia e do exame toxicológico relacionados à morte de Chris Cornell na última sexta, 2, confirmando a causa como suicídio e que “as drogas não contribuíram para a causa da morte.”

“É minha opinião que a morte tenha sido causada por enforcamento”, escreveu Theodore Brown, médico legista do Condado de Wayne, no documento obtido pela Rolling Stone EUA. “Baseado nas circunstâncias acerca da morte e do que foi encontrado na autópsia, a causa da morte foi suicídio.”

O medico legista então reiterou as circunstâncias da morte de Cornell que foram registradas no relatório policial, lembrando que Cornell foi “encontrado parcialmente suspenso por uma faixa de fazer exercícios no quarto dele do hotel”. As feridas “foram todas coerentes com enforcamento.”

Além disso, sete tipos diferentes de drogas foram encontradas no relatório pós-morte de Cornell, incluindo uma dose significativa do remédio para ansiedade Ativan. Entretanto, na opinião do médico legista, “estas drogas não contribuíram para a causa da morte.”

As drogas encontradas no sistema de Cornell foram “butalbital, lorazepam, pseudoefedrina e suas norpseudoefedrina metabólicas, cafeína e naloxona”. A cafeína veio do compromido de No-Doz que o cantor ingeriu antes da morte, enquanto a pseudoefedrina veio de um descongestionante.

Outra droga prescrita incluiu o sedativo Butalbital, o opiáceo Naxolona e quatro doses de Lorazepam, presentes no Ativan.

A família de Cornell anteriormente culpou o os raros efeitos colaterais do Ativan – que inclui pensamentos suicidas – por provocar a morte do cantor. Contudo, o médico legista notou que, ainda que o nível de 200 ng/mL de Ativan no sangue de Cornell seja maior do que a dosagem média, de 30-50 ng/mL, era ainda menor do que os 300 ng/mL, nível de pessoas cujas mortes são relacionadas à droga.

Após a divulgação da autópsia e do relatório toxicológico, a viúva de Cornell, Vicky, enviou um comunicado à Rolling Stone.

“Muitos de nós que conheceram bem o Chris percebemos que ele não estava sendo ele mesmo nas últimas horas e que algo estava ausente. Nós aprendemos com o relatório que diversas substâncias foram encontradas no sistema dele. Depois de muitos anos de sobriedade, este momento de julgamento terrível parece ter completamente prejudicando o estado de espírito dele”, escreveu ela.

“Algo claramente deu terrivelmente errado e minhas crianças e eu estamos despedaçados e estamos devastados que este momento nunca vai voltar. Nós apreciamos muito o amor que temos recebido durante este período extremamente difícil e estamos dedicados a ajudar outras pessoas a prever este tipo de tragédia.”


 Temple Of The Dog - Hunger Strike



Informações: Rolling Stone Brasil

 A LOJA DO ROCK DE TERESINA!

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Foo Fighters lança 'Run', música que ganhou clipe dirigido por Dave Grohl


Banda divulgou novo trabalho nas redes sociais e aproveitou para anunciar as datas da nova turnê mundial

Dave Grohl
  Dave Grohl

"Surpresa!”. Foi assim que a banda Foo Fighters anunciou o lançamento de mais uma faixa do grupo na manhã da quinta-feira (01). A música ainda ganhou um clipe dirigido por Dave Grohl, vocalista do grupo.

 
No vídeo, tanto Dave quantos os outros integrantes da banda usam maquiagens de caracterização e aparecem como idosos, mas sem deixar o rock'n'roll de lado.


O espaço do clipe no Youtube também foi usado para divulgar as datas da nova turnê internacional do grupo, a partir do dia 16 de junho. A estreia acontece em Reykjavík, na islandia. O Brasil ainda não aparece na lista de apresentações, que tem agenda aberta até 18 de novembro.




Fonte: G1 

 A LOJA DO ROCK DE TERESINA

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