quarta-feira, 30 de março de 2016

Deftones divulga a faixa ‘Doomed User’, também presente no novo disco previsto para abril

O Deftones divulgou recentemente aos fãs via YouTube a faixa “Doomed User”. É mais uma música que estará presente no novo disco da banda norte-americana que será lançado no mês de abril.Deftones - Foto: Divulgação


“Gore” é o nome do álbum, cuja data exata para chegar aos fãs é o dia 8 de abril. Substituirá o disco “Koi No Yokan”, de 2012.

Antes da faixa “Doomed User”, o público já havia conhecido a música “Prayers/Triangles”, quando foram divulgados os detalhes do disco novo.

“Gore” está em período de pré-venda em sites específicos, como os da Amazon e o iTunes. Além da versão simples em CD, o disco também está sendo disponibilizado, por exemplo, numa versão limitada de vinil duplo.

Ouça abaixo a faixa “Doomed User”:



Fonte: Rock Reverso

Lobão: pedindo humilde perdão de Gil, Caetano e Chico Buarque

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Saiu no Estadão. Lobão pede "humildemente o perdão" de Caetano, Gilberto Gil e Chico Buarque através do Facebook.

Apesar de críticas durante anos, Lobão chamou o trio para uma conversa como: “pessoas crescidas que estão nessa luta por um Brasil mais justo”.

"Carta Aberta para Caetano, Gil e Chico

Caros amigos,

Decidi escrever uma carta aberta a vocês por inúmeros motivos, mas confesso que dentre todos esses tais motivos que me moveram, estava lá, para minha surpresa, no fundo do meu peito a me gritar, o maior e mais importante deles todos: O meu amor por vocês.

Não poderia haver momento mais emblemático, um domingo de Páscoa, me permitir (não sem alguma resistência) ser flagrado em minhas próprias contradições.

Pois bem: na madrugada de hoje, tomei fôlego e sintonizei o programa do Serginho Groissmann no intuito(um tanto beligerante) de verificar as declarações do Caetano que vazaram na imprensa sobre as passeatas, a situação política etc e tal, imaginando colher não somente o que foi dito, mas como foi dito, gesticulado e contextualizado.

Até então, o clima era de afiar unhas e dentes.

Contudo, algo muito possante tomou conta de mim, uma força estranha foi me conduzindo para áreas da minha memória afetiva e quando dei por mim, estava lá eu olhando para a TV inundado de carinho e amor, com um enorme sentimento de parentesco por aquelas duas figuras (Caetano e Gil) que há tantos anos venho me digladiando e divergindo.

Essa tal força estranha também dragou uma outra figura, na tela ausente, para a ribalta do meu coração, o Chico .

E a partir daquele instante me vi numa tremenda sinuca de bico:

Se estou eu, lutando pela verdade dos fatos, por alguma razoabilidade nos gestos, por justiça, honestidade intelectual, tolerância e entendimento, cabe a mim adotar esse rigor, antes de mais nada, a mim mesmo e por isso mesmo venho a público pedir minhas desculpas por ter sido durante todos esses anos, desonesto a diminuir o talento de vocês três por pura birra, competição, autoafirmação ou até, vá lá, uma discordância genuína quanto a princípios ideológicos, políticos e metodológicos.

Vocês três fazem parte, queira eu ou não, do meu DNA artístico e afetivo, do meu imaginário poético e são sim, artistas muito fora da curva, tanto na excelência das canções com na criatividade, na beleza e na inspiração de seus versos. Portanto, peço humildemente o perdão de vocês, Caetano, Gil e Chico.
Sendo assim, desde então, livre para vos amar, admirar e respeitar, voltemos à vaca fria, a esse momento grave de colapso de governo, de ódio generalizado entre os brasileiros.

Caetano, me corrija se eu estiver errado, mas ao observar seu posicionamento sobre as passeatas e os movimentos sociais notei na sua mímica (mais até no que você dizia)uma angústia cravada de dúvidas em relação a essa torrente de acontecimentos insólitos, surpreendentes a nos deixar atônitos e desnorteados. E havemos de acrescer de mais angústia ainda ao contabilizá-la, uma vez que o programa já havia sido gravado duas semanas antes! Ou seja, há priscas eras, quando nossas preocupações ainda eram criancinhas de pré primário diante das atuais!

E a grande preocupação atual é o fato de todos nós sermos forçados a concordar sem a menor sombra de dúvida que esse governo já não vigora mais como tal, que ele mesmo se deliquesceu no esplendor duvidoso de sua ruína moral, arrastado para a seara da pura e simples criminalidade e que será necessário de agora em diante muita serenidade, sabedoria e união de todos nós para recomeçar tudo de novo.

A minha proposta é simples e singela: nos concedermos a oportunidade de revermos nossos pontos de vista, nossas metas, de conversarmos como pessoas crescidas que estão nessa luta por um Brasil mais justo, cada um a sua maneira, com toda disposição de melhorar as condições do país em todos os sentidos.

Começaríamos, como não poderia deixar de ser, pela nossa classe que tanto precisa ser reavaliada, repensada e reorganizada não somente entre as nossas relações pessoais enquanto colegas mas como também nas políticas culturais. (ou não)

Quem sabe, nesse momento sombrio esteja, justamente a nossa brecha cósmica de mudanças de paradigmas nefastos tão profundamente enraizados em nossas almas, em nosso imaginário e principalmente, em nossa forma de agir.

E que ironia do destino, numa data tão emblemática como esses idos de março, num fechamento de ciclo iniciado em 64 que se prenuncia ameaçador latejando em nossos corações como uma tempestade a nos colher de hora marcada, seja agora o instante de rechaçarmos de vez essa tenebrosa repetição de padrão que nos condenaria para todo o sempre a criaturas imunes aos efeitos da tentativa e erro.

Está em nossas mãos, enquanto artistas sempre com forte penetração no coração da alma brasileira, não permitir que sejamos reféns de nossa inépcia, de nossas paixões, dos nossos cacoetes e de nossa vaidade.

Quem sabe, nessa hora das mais escuras, seja esse o momento de erradicarmos para sempre aquelas vicissitudes mesquinhas do que (não) entendemos por esquerda e direita, sobre o que é desigualdade e quais suas causas em suas mazelas reais? Quem sabe, tenha chegado o esperado momento em que finalmente deixemos de ser essa província de terrores brandos e esmaecidos por nossa fantasia delirante de teimar ser um povo macunaimicamente escolhido nos condenando ao parasitismo, ao clientelismo, ao coronelato e a ideólogos cretinos a nos conduzir por toda eternidade?

Quem sabe seja nessa hora amarga de desmoronamentos de sonhos e anseios, o terreno mais fértil para nos ouvirmos e nos desfrutarmos com mais proveito, com mais sabor e daí surgir um oceano de novas revelações?

Portanto, meus caros amigos, clamo a vocês, de todo o coração, para que conversemos, discutamos, discordemos que seja, mas encaremos essa crise com determinação e confiança em cada um de nós, para que possamos descortinar novos horizontes com a real possibilidade da elaboração de novas formas de pensar e agir para fazer valer a pena tantas décadas de erros infantis, sempre com a certeza de sermos homens de boa vontade, que sob os mais variados vieses de pensamento, queremos mais justiça, mais fartura, mais amor, progresso a paz nessa terra tão devastada por paixões e cacoetes infrutíferos .

A hora é essa, meus caros amigos, recebam pois o meu amor, meu carinho e respeito convictos de que haverá em mim uma criatura plena de vontade de cooperar com humildade e dedicação por um Brasil melhor e que não há razão nem espaço para conflitos, convulsões sociais nem revoluções .Nossa transformação será através do crédito moral, do afeto e dessa nova aliança que, tenho fé, permeará esse novo e maravilhoso Brasil que se vislumbra. Topam?
Um beijo pra vocês três. Love, Love, Love !

Lobão(Sp.27 de março de 2016)"



A carta aberta está disponível na íntegra no link abaixo:
https://www.facebook.com/Lobaooficial/posts/992295540853782... 



Fonte: Whiplash.net


segunda-feira, 28 de março de 2016

Primal Fear: novo álbum de estúdio “Rulebreaker” lançado no Brasil




Os alemães do Primal Fear lançaram neste ano seu novo álbum de estúdio, intitulado Rulebreaker, via Frontiers Music SRL. No Brasil, o CD foi lançado via Valhall Music, e já está disponível para compra em nossa NetStore (aqui).

Além deste, diversos outros lançamentos estão disponíveis na RB NetStore, como os novos álbuns de estúdio do Anthrax e Avantasia além de relançamentos do The Mist e Casa das Máquinas.

Rulebreaker foi gravado no Hansen Studio na Dinamarca com o produtor (e baixista da banda) Mat Sinner e o engenheiro Jacob Hansen.

O grupo recentemente anunciou Francesco Jovino (U.D.O.) como seu novo baterista. Além disso, o guitarrista fundador Tom Naumann, que estava em turnê com a banda nos últimos anos, é novamente membro oficial do Primal Fear.

Confira abaixo a capa e o track listing de Rulebreaker:


01. Angels Of Mercy
02. The End Is Near
03. Bullets & Tears
04. Rulebreaker
05. In Metal We Trust
06. We Walk Without Fear
07. At War With The World
08. The Devil In Me
09. Constant Heart
10. The Sky Is Burning
11. Raving Mad



Fonte: ROCK BRIGADE

sábado, 26 de março de 2016

Show do Rolling Stones em Havana tem “não vai ter golpe”

Entre mais de meio milhão de pessoas que foram ao histórico show da banda de rock em Cuba, uma faixa de “Não vai ter golpe” em referência à tentativa de derrubar a presidenta Dilma Rousseff no Brasil

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O show histórico dos Rolling Stones em Havana, realizado na noite desta sexta-feira (25), foi marcado também por manifestações de apoio a presidenta Dilma Rousseff e contra a tentativa de golpe à democracia no Brasil.

Entre a plateia composta por mais de 450 mil pessoas, um grupo de brasileiros empunhou uma faixa de “Não vai ter golpe” e começou gritar as palavras de ordem. De acordo com os brasileiros, que enviaram as imagens à Fórum, a adesão do público cubano à causa foi “fantástica”.

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A apresentação dos Rolling Stones marcou o início de uma nova fase da ilha socialista, até então prejudicada pelo bloqueio econômico internacional.

“Sabemos que há alguns anos era difícil ouvir a nossa música em Cuba, mas aqui estamos nós”, afirmou, em espanhol, o vocalista Mick Jagger.



Fonte: Portal Forum

sexta-feira, 25 de março de 2016

'Scream for me, Fortaleza': show de Iron Maiden atrai 25 mil 'metaleiros'

Ao som de 'olê, olê, Maiden, Maiden', Iron Maiden canta a gerações no CE. 'Headbangers' do Ceará receberam seu primeiro show da banda britânica.


Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, em show em Fortaleza (Foto: Arte Produções/Divulgação)
Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, em show em Fortaleza (Foto: Arte Produções/Divulgação)

A Arena Castelão foi invadida pelo preto característico dos fãs de heavy metal no show do Iron Maiden na noite desta quinta-feira (24), no penúltimo show da turnê The Book of Souls no Brasil.

Uma das maiores bandas do gênero presenteou o público cearense com clássicos como "Fear of the dark", "The trooper", "Powerslave", "Iron maiden" e "The number of the beast" e também apresentou as músicas do mais recente álbum "Speed of light" e "The book of souls".

Com público estimado pela organização em 25 mil pessoas na Arena Castelão, o penúltimo show do Iron Maiden em solo brasileiro uniu gerações de fãs com o único propósito de não perder a chance de ver o grupo que iniciou seu sucesso nos anos 1970.

Foi essa motivação que fez o analista de segurança da informação, Hermes Oliveira, ir com o irmão Éder para o show. "Curtimos metal desde a adolescência. Eu comecei a ouvir nos anos 1980 e ele (o irmão) nos 1990. Já fomos para um show em Curitiba, mas assistir em solo cearense é simplesmente um sonho realizado", disse Hermes.

Banda britânica fez show por quase duas horas na capital cearense (Foto: Arte Produções/Divulgação) 
Banda britânica fez show por quase duas horas na capital cearense (Foto: Arte Produções/Divulgação)


Repertório sincrético
 
Em Fortaleza, a banda repetiu o setlist do Rio de Janeiro e de Brasília, misturando clássicos, como "Tears of the Clown" e "Fear of the Dark" com novos sucessos, como a faixa-título do mais novo álbum, "The Book of Souls". No palco, a performance relembrou o início da carreira e contou com efeitos especiais de alto nível e solos de guitarra que não deixavam os fãs sequer beber água para suportar os gritos durante o show.
Dickinson trocou cinco vezes de roupa ao longo da apresentação e teve seu auge no momento em que arrancou o coração de "Eddie", o personagem mítico que resume o espírito e a identidade "demoníaca" da banda. No final, o bis foi pouco para o entusiasmo do público, que poderia ter passado cinco cantando e pulando sobre o gramado da Arena Castelão.

Iron Maiden se apresenta pela primeira vez no Ceará, em show na Arena Castelão (Foto: Arte Produções/Divulgação) 
Iron Maiden se apresenta pela primeira vez no Ceará, em show na Arena Castelão (Foto: Arte Produções/Divulgação)

O show se estendeu por 1h50, com o público sempre respondendo ao "scream for me, Fortaleza" de Bruce Dicksinson e batendo cabeça, mesmo nas músicas do álbum mais novo, ainda pouco conhecidas de parte dos presentes.

Para os fãs mais apaixonados, aqueles que sabem todas as letras de cor, a apresentação poderia ser bem mais longas com clássicos de grandes álbuns da banda. "Seventh son of a seventh son", de 1987, e "Killers", de 1981, não tiveram nenhuma canção executada durante o show.

De Fortaleza, a banda parte para São Paulo, onde realiza o último show no Brasil no sábado (26), na Arena Palmeiras. De lá, o grupo parte para Nova Iorque, onde inicia turnê em solo americano. O avião do Iron Maiden parte na tarde desta sexta-feira, dias antes do show, sem horário divulgado oficialmente pela assessoria.

Show de uma das maiores bandas de heavy metal do mundo reuniu cerca de 35 mil pessoas em Fortaleza (Foto: Arte Produções/Divulgação) 
Show de uma das maiores bandas de heavy metal do mundo reuniu cerca de 35 mil pessoas em Fortaleza (Foto: Arte Produções/Divulgação)



A apresentação foi agendada antes para o Centro de Formação Olímpica, em frente ao estádio. No entanto, como as obras do local atrasaram, foi transferida para a praça esportiva. Na adaptação, a carga de ingressos não foi aumentada. Por isso, setores abertos ao público no Castelão apresentavam vazios. Mesmo assim, a organização informou que o público presente era o esperado desde o anúncio da vinda da banda.

Na turnê, a banda, sua equipe, toda a produção de palco utilizam mais de 12 toneladas de equipamentos por 88.500 quilometros ao redor do mundo, visitando 35 países em seis continentes.

O headbanger cearense, pouco acostumado a receber grandes bandas do gênero, já tem anotado na agenda outro grande evento: em 13 de agosto é a vez do grupo norte-americano Megadeath se apresentar no Siará Hall. Os ingressos já estão à venda.

Set list:
Introdução
Doctor, doctor
If Eternity Should Fail
Speed of Light
Children of the Damned
Tears of a Clown
The Red and the Black
The Trooper
Powerslave
Death or Glory
The Book of Souls
Hallowed Be Thy Name
Fear of the Dark
Iron Maiden
Bis
The Number of the Beast
Blood Brothers
Wasted Years

 



Fonte: G1

Disco que marcou início de 2ª era de sucesso para o Van Halen, ‘5150’ faz 30 anos e continua vigoroso

"5150" - Reprodução da capa do disco 

Lançando pela gravadora Warner Bros. Records em 1986, o disco “5150”, do Van Halen, completa 30 anos de seu lançamento nesta quinta-feira, dia 24 de março de 2016. Sétimo álbum de estúdio do grupo, ele marcou o início de uma segunda era gloriosa e de muito sucesso para a banda, considerada uma das melhores do cenário do rock em todos os tempos.

Foi o primeiro disco lançado pelo grupo após a primeira saída de David Lee Roth, lendário vocalista que acabou deixando a banda por causa de atritos com Eddie Van Halen, guitarrista já consagrado, que, ao lado do irmão e baterista Alex, batizou com o seu sobrenome o quarteto que então também contava com Michael Anthony (baixista).

A saída de Lee Roth ocorreu depois da turnê de promoção do icônico disco “1984”, também um grande sucesso do Van Halen, cujo principal hit, “Jump”, foi o único single da banda a alcançar o topo das paradas da Billboard. Mas, apesar da saída do astro, o Van Halen voltou em grande forma em 1986 com a introdução de Sammy Hagar como vocalista.

Dono também de uma voz poderosa, embora sem a mesma técnica vocal de seu antecessor, Hagar já era um artista solo de sucesso depois de ter feito parte da banda Montrose. E ele acabou encaixando perfeitamente no grupo para um disco que se tornaria o primeiro do Van Halen a encabeçar o top 200 da Billboard.

O sucesso meteórico com Hagar não era para menos, pois, de uma vez só, o Van Halen produziu, em um mesmo álbum com seu novo frontmen, hits como “Why Can’t This Be Love”, “Dreams”, “Best of Both Worlds” e “Love Walks In”, que parecem ter nascido para servir como trilhas sonoras de comercial ou filmes, assim como as ótimas “Good Enough”, “Summer Nights” e “5150”, esta a faixa-título que é a designação para um código médico que aponta “desordem mental com perigo para quem está por perto”.
Em meio ao peso de quase todas as faixas, “Love Walks In” se destaca com uma balada romântica que traz um incrível solo produzido por Eddie, outro diferencial deste álbum cheio de vigor.

A brincadeira com o nome escolhido para o disco se estende ao seu encarte, no qual a banda posa para uma foto usando camisas de força e com Hagar sentado em uma cadeira de rodas, como se fosse o “novo louco” a formar o quarteto.

Já a capa do disco deixa claro que o grupo faz referência ao som pesado exibido no álbum. Um halterofilista é retratado como se estivesse carregando uma bola de aço enorme, que traz o símbolo da banda (o VH clássico entrelaçado por três faixas horizontais). Depois, na contracapa do encarte do disco, uma foto mostra o mesmo homem musculoso da capa caído no chão e a bola de aço rachada com os quatro integrantes do grupo saindo de dentro dela.

As outras duas faixas deste álbum, “Get Up” e “Inside”, embora bem menos melodiosas do que as outras, trazem a inquestionável qualidade musical e instrumental da banda, liderada por Eddie, reconhecidamente um dos maiores guitarristas de todos os tempos. Com riffs e solos antológicos, ele mais uma vez “carrega nas costas” a levada das músicas do álbum, como já havia acontecido nos seis discos de estúdio anteriores: “Van Halen” (1978), “Van Halen II” (1979), “Women and Children First” (1980), “Fair Warning” (1981), “Diver Down” (1982) e “1984”, este último que faz referência ao ano de seu próprio lançamento.

Ao produzir essa obra-prima do rock já em seu primeiro disco com o recém-contratado vocalista, o Van Halen viu o “5150” se tornar o seu primeiro álbum a chegar ao topo do ranking de vendas, tendo comercializado pelo menos 6 milhões de cópias apenas nos Estados Unidos.

Assim, o ótimo disco também acabou servindo para acalmar fãs da banda, antes resignados com a saída de Lee Roth, e que depois veriam a banda lançar mais três ótimos álbuns de estúdio: “OU 812” (1988), “For Unlawful Carnal Knowledge” (1991) e “Balance” (1995), este o último com Hagar, que, em 1996, acabaria deixando a banda por desentendimentos com o grupo.

Produzido por Mick Jones, Donn Landee, Eddie e Alex Van Halen, o álbum “5150” se tornou uma referência do hard rock e completa 30 anos com o vigor de quem parece não ter envelhecido, tendo em vista o alto astral de quase todas as suas faixas, a potência sonora de Hagar e a qualidade musical em todos os instrumentos. Um trintão em grande forma, que sempre será lembrado – e ouvido – com grande carinho pelos fãs da banda.

Para comemorar os 30 anos deste grande álbum, descolamos uns vídeos no YouTube. Fique, entre filmagens ao vivo e clipes oficiais, com os de “Why Can’t This Be Love”, “Dreams”, “Love Walks In”, “5150” e “Summer Nights”.





Fonte: Rock Reverso

quinta-feira, 24 de março de 2016

Slayer conta em vídeo de "You Against You" o que aconteceu antes da rebelião na prisão

 
O Slayer lançou "Repentless" no segundo semestre do ano passado e o disco continua rendendo. Sim, pois a faixa "You Against You" acaba de ganhar um videoclipe superproduzido e extremamente violento.

"You Against You", o vídeo, é uma prequência (se passa antes) do vídeo feito para "Repentless", que apresentava uma rebelião dentro de um presídio.

O novo vídeo traz o mesmo personagem, vivido pelo ator inglês Tony Gardner, protagonizando cenas de ação com criminosos mascarados, porrada, tiroteio, facadas e muito sangue.

O videoclipe foi dirigido por BJ McDonnell, responsável pelo filme "Terror no Pântano 3" e cujo currículo como câmera inclui o filme "Vingadores: Era de Ultron".

Vale lembrar que "Repentless" é o primeiro disco do Slayer sem o guitarrista Jeff Hanneman, falecido em maio de 2013.


 Fonte: Território da Musica

quarta-feira, 23 de março de 2016

“Novo disco do Radiohead é uma obra de arte,” afirma Stanley Donwood

 
Stanley Donwood, colaborador do Radiohead de longas datas, contou alguns detalhes sobre o novo álbum da banda e afirmou que o disco é “uma obra de arte”.

Após anunciar uma grande turnê mundial na última semana, com paradas em grandes festivais da europa, é possível que o grupo inglês lance seu novo trabalho antes da chegada do verão no hemisfério norte.

radiohead

Assim como fizeram antes do lançamento de “The King Of Limbs” e “In Rainbows”, o Radiohead formou sua própria empresa, Dawn Chorus LLP, no início desse ano – sugerindo que o lançamento poderá acontecer a qualquer momento.

Agora, Stanley Donwood – responsável por todas as capas da banda desde “The Bends” (1995) – deixou escapar que o álbum ainda não está 100% pronto:

“Eu já escutei o disco. Se está pronto? Ainda não… Mas é uma obra de arte,” contou.

Pressionado sobre a data de lançamento do sucessor de “The King Of Limbs”, ele apenas riu.

Quando questionado sobre sua colaboração favorita ao lado do Radiohead, Donwood respondeu: “Acabei de pensar sobre isso e acho que é a que ninguém ouviu ainda. Foi feita pelos ventos quentes e fortes do sul da França.”

Além dos festivais europeus confirmados (Lollapalooza Berlim, Primavera Sound, Secret Solstice, entre outros), o Radiohead também confirmou datas no Japão, Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Holanda e México entre maio e outubro de 2016.
 
 
 
 
Fonte: Rock Line

terça-feira, 22 de março de 2016

Iron Maiden e Anthrax no Rio: festança metal abre turnê no País



 
Poucas coisas são melhores que um bom show para dar aquela animada na semana e nos ânimos, e nisso o público carioca não pode reclamar, pois, na noite do ultimo, 17, foi agraciado com não só um, mas três shows, que deram aquela injeção de adrenalina e disposição.

Tal tarefa foi efetuada com êxito porque, afinal, no palco estava um dos maiores expoentes do heavy metal mundial, o Iron Maiden, e como não bastasse estava em companhia de um dos pilares do thrash metal, o Anthrax, e um representante da nova safra da música pesada, o The Raven Age.

O primeiro ato da noite começou com os acordes da banda The Raven Age, que mesmo dispondo de pouco tempo de estrada tem se revelado uma grata surpresa por onde tem passado. Os britânicos conseguiram cativar o respeito do público carioca arrancando aplausos e aprovação a sua música.

Anthrax

Com rápida mudança de palco, o segundo ato logo, logo, ecoou pela arena HSBC, já com capacidade caminhando para sua lotação máxima, quando o expoente do thrash, Anthrax, trouxe o peso e a velocidade dos hits “Caught in a Mosh” e “Got the Time”, ostentando o porquê de ser um dos baluartes dentro de seu gênero musical.

Os americanos estão na divulgação do novo álbum, o interessante “For All Kings”, que foi muito bem representado pelas canções “Evil Twin” e “Breathing Lightning”. Mesmo com tempo reduzido de apresentação, a banda conseguiu compor um repertório vibrante, equilibrando o jogo com material novo e clássicos de sua carreira.



Iron Maiden

Dispondo de uma produção de palco belíssima com conceito e grafismos remetendo à cultura maia, troca de 'backdrop' a cada canção, participação do mascote Eddie e do próprio capiroto e labaredas de fogo que o ato final, ou se preferir o 'grand finale', estava ambientado para celebrar uma noite que ficará na memória dos cariocas.

Foi com a novíssima, “If Eternity Should Fail”, que a instituição Iron Maiden deu o pontapé para divulgação e celebração, em solo brasileiro, do novo disco, o ótimo “The Book of Souls”. “Speed of Light”, o primeiro single do novo álbum, foi um convite, aceito diga-se, ao público, que já lotava a arena, a cantar cada verso e refrão da canção.

Com o carisma e nobreza que lhe é peculiar, o vocalista Bruce Dickinson - completam a banda Steve Harris (baixo), Dave Murray (guitarra), Adrian Smith (guitarra), Janick Gers (guitarra) e Nicko McBrain (bateria) - deu as boas-vindas aos fãs e não perdeu a oportunidade, ao pegar a bandeira brasileira, jogada por um fã, de dizer que tem visto muito a bandeira do país nos noticiários e que espera que os caras maus se fodam, sejam eles quem forem. Dado recado, o show voltou ao que realmente interessava a todos, a celebração da mais cultuada banda de heavy metal.

As quatro décadas de carreira gabaritam o grupo a produzir um espetáculo que zela pelo bom gosto na composição do repertório, o que foi fácil, fácil, comprovado com a combinação das irrepreensíveis “Children of the Damned”, “Powerslave”, “The Number of the Beast”, “Hallowed Be Thy Name”, “The Trooper”, “Fear of the Dark”, “Iron Maiden” e “Wasted Years” em perfeita sinergia com as canções do teor de “Tears of Clown”, “The Book of Souls”, “Blood Brothers”, “Death or Glory” e “The Red and the Black”.

Falar da proficiência da Donzela de Ferro, bem como habilidade individual dos músicos, é uma tarefa fora de questão, visto que o grupo está na posição de vanguarda não à toa, mas por impor e imprimir, em cada passo de sua carreira, uma qualidade rara, o que foi, mais uma vez, comprovado em noite de festa e diversão para banda e público, que mostrou que sabe festejar, e muito, e que uma festança durante semana cai como uma luva.





Fonte: Território da Musica

VEJA TAMBÉM:

SEMANA DA PÁSCOA NA ANTRO



Destruction: nova faixa “Second To None” disponível para audição




segunda-feira, 21 de março de 2016

SEMANA DA PÁSCOA NA ANTRO

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Destruction: nova faixa “Second To None” disponível para audição

 

Os alemães do Destruction lançarão seu novo álbum, Under Attack, no dia 13 de maio via Nuclear Blast Records. A arte da capa foi criada pelo aclamado artista Gyula da Hungria, que trabalhou com bandas como Annihilator, Grave Digger, Stratovarius e Tankard, entre outros.

Under Attack é o sucessor de Spiritual Genocide, que foi lançado em 2012. Confira abaixo a capa e o track listing do trabalho, além do lyric video de Second To None:

Veja capa abaixo:
  

01. Under Attack
02. Generation Nevermore
03. Dethroned
04. Getting Used To The Evil
05. Pathogenic
06. Elegant Pigs
07. Second To None
08. Stand Up For What You Deliver
09. Conductor Of The Void
10. Stigmatized
11. Black Metal (feat. Alex Camargo - Krisiun) *
12. Thrash Attack *

* = faixas bônus

 

Fonte: Nuclear Blast Records
 

quinta-feira, 17 de março de 2016

Slayer divulga clipe da música ‘You Against You’

 Slayer - Foto: Divulgação

O Slayer divulgou nesta quarta-feira, 16 de março, o clipe da música “You Against You”. É mais um vídeo do disco “Repentless”, que foi lançado em setembro de 2015.

Tal qual o clipe anterior, da faixa-título, o Slayer apostou numa história bastante violenta para o vídeo, daquelas que costumam chocar a sociedade e que o grupo adora.

Novamente, o clipe da banda contou com a direção de BJ McDonnell. A produção é de Felissa Rose.
O clipe de “You Against You” foi gravado no deserto de Mojave, na Califórnia, no início deste ano em um cemitério de jatos, aviões e helicópteros.

Traz o ator Jason Trost no papel de um presidiário com apenas um olho que se rebela contra as circunstâncias que o levaram a ser preso injustamente.

O álbum “Repentless”, cuja capa foi criada pelo brasileiro Marcelo Vasco, é o 11° de inéditas do Slayer e o primeiro da banda desde a morte do guitarrista Jeff Hanneman.

É também o primeiro disco com guitarrista Gary Holt definitivamente como titular e o primeiro disco desde a saída conturbada do grande baterista Dave Lombardo, que foi substituído pelo competente Paul Bostaph.

A produção do álbum “Repentless” é de Greg Fidelman e de Terry Date. O disco também traz o Slayer estreando na gravadora Nuclear Blast, já que a banda decidiu deixar, em 2014, a American Recordings após 28 anos.

Veja abaixo o novo clipe do grupo:



Fonte: Rock Reverso

terça-feira, 15 de março de 2016

Amorphis volta ao Brasil para duas apresentações em 2016



O Amorphis volta ao Brasil para duas apresentações no próximo mês de maio. A primeira acontece no dia 27, na capital paulista, e a segunda, em Varginha/MG, quando a banda se apresenta no festival Roça n' Roll.

Formada em 1990, na Finlândia, a banda traz ao País a turnê que divulga "Under the Red Cloud", décimo segundo disco na carreira, lançado no ano passado.

Confira abaixo mais detalhes sobre os shows do Amorphis no Brasil. Os ingressos para ambas as apresentações já estão à venda.

27/05/2016 - São Paulo/SP
Hangar 110 - Rua Rodolfo Miranda, 110
Horário: 21h00
Ingressos: R$ 120,00 (pista promocional e antecipada, 1º lote) e R$ 170,00 (camarote promocional e antecipado)
Vendas online: www.clubedoingresso.com
Ponto de venda sem taxa de conveniência: Paranoid (Galeria do Rock)
Censura: 14 anos

28/05/2016 - Varginha/MG
No festival Roça n' Roll
Fazenda Estrela - Rodovia Varginha-Monsenhor Paulo, KM 6
Horário: 13h00 (início do festival)
Informações: www.rocainroll.com




Fonte: Território da Musica

Lollapalooza 2016: Florence canta com os fãs e Alabama Shakes retorna com show irrepreensível

Florence + the Machine no Lollapalooza 2016

Segundo dia do festival ainda teve apresentações de Noel Gallagher's High Flying Birds, Emicida, Twenty One Pilots e Planet Hemp, entre outros 
 
O segundo dia do Lollapalooza 2016 contrastou no clima – o sol forte foi substituído pela garoa –, mas manteve alguns dos problemas – como o vazamento de som do palco Perry no palco Skol – e das virtudes do primeiro: shows de atrações diversificadas, plateias participativas e um encerramento grandioso. Florence + the Machine foi a atração principal, com a dura nostalgia de Noel Gallagher, a alma do Alabama Shakes e o discurso afiado de Planet Hemp e Emicida também ganhando destaque.

Ao contrário da atração de horário e palco equivalentes do dia anterior, Eminem, Florence + the Machine não carrega um repertório tomado por hits radiofônicos (são apenas dois de grandes dimensões). A banda de Florence Welch, contudo, vive um momento muito mais favorável na carreira, sendo que o último disco (How Big How Blue How Beautiful, de 2015) teve quatro indicações ao Grammy e uma ao Mercury Prize – tradicional prêmio de melhor álbum britânico do ano –, além de estar presente com destaque em boa parte dos maiores festivais do mundo.

Apesar de consideravelmente cheio, o palco Skol do Autódromo de Interlagos teve menos público que o Eminem, que se apresentou nele no sábado, 12. Em parte porque o trabalho da cantora não tem o apelo universal do setlist do rapper, e ela direciona o show para os fãs e admiradores (que não são poucos e nem menos aficionados, o que se comprova pelo fato de que muitos deles ficaram acampados para vê-la desde o dia anterior).

A relação próxima de Florence com seu público deu o tom de duas das situações mais marcantes da apresentação. Na primeira, durante a performance de “Rabbit Heart”, a cantora desceu ao meio da plateia e passou a cantar praticamente colada no público. O telão exibiu Florence empurrando e ignorando um segurança que queria impedi-la de se aproximar das pessoas, o que gerou aplausos e gritos entusiasmados por todos os lados. Depois, já na penúltima faixa do setlist, “What Kind of Man” ela voltou ao correr no meio dos espectadores, sendo fortemente agarrada por alguns fãs.

Além da garoa – discreta, mas que perdurou até o fim da apresentação –, o vazamento de som do palco eletrônico foi um problema. Durante todos os shows no palco Skol, as batidas do palco Perry ressoavam ao fundo, principalmente no intervalo entre as canções. Com Florence, o vazamento foi ainda mais grave, aparentemente devido à sonoridade menos intensa da apresentação dela, afetando praticamente todo o lado direito da plateia. Em algumas faixas, o problema gerou singelos momentos em que o público cantando rivalizou em volume com o som vindo do palco.

“A próxima música estava ficando pronta da última vez que estive no Brasil”, disse a cantora, falando de quando compôs “How Big How Blue How Beautiful”, mesma época da apresentação dela no Rock in Rio 2013, no Rio de Janeiro. “Agora eu quero ser um grande céu azul para vocês”. Florence não deixou passar batida a admiração dela pelo país, tendo segurando uma bandeirabrasileira por diversas vezes e apresentado uma música a pedido dos fãs, “No Light, No Light”.

O repertório foi de “What The Water Gave Me” a “Drumming Song”, passando por “Ship to Wreck”, o sucesso “Shake it Out”, “Delilah”, “Sweet Nothing”, “Queen of Peace”, “Spectrum” e “You’ve Got the Love” (cover de Candi Staton, lançada originalmente nos anos 1980). Em “Dog Days Are Over”, ela disse: “Se abracem, digam que se amam, peguem qualquer coisa e balancem como se fosse uma bandeira, pulem o mais alto que puderem!”. O hit, apesar de batido, provou mais uma vez ser uma canção que parece ter sido feita para festivais e sua performance foi previsivelmente uma das mais bonitas de todo o evento.

Florence + the Machine no Lollapalooza 2016

Som da alma
O Alabama Shakes havia tocado no Lollapalooza Brasil em 2013, quando divulgava o disco de estreia, Boys & Girls (2012). Este ano, a banda de Brittany Howard retornou com maior destaque no line--up, depois de lançar o aclamado álbum Sound & Color. O crescimento do grupo foi sentido em cima do palco Onix, onde eles se apresentaram este domingo, 13, na tarde ventilada e de garoa no Autódromo de
Interlagos, para uma plateia com praticamente todos os espaços ocupados.
É desonesto comparar a reação do público do Alabama Shakes com shows como o do Twenty One Pilots ou de Florence + The Machine, uma vez que as performances do grupo do Alabama tendem à imersão e contemplação, enquanto os outros evocam as danças, coros e aplausos das pessoas. Ainda assim, a plateia do Alabama Shakes esteve à altura da poderosa voz de Brittany Howard: pouco dispersa, concentrada e – mesmo a despeito das faixas mais contidas – participava.

Aparentando timidez e com poucas palavras, Brittany viveu uma tarde de estrela, por vezes largando a guitarra para cantar mais próxima aos fãs. Ela foi aclamada após cada um dos impressionantes desempenhos vocais. Em certa altura – depois de ter executado “Future People”, “Dunes”, “Rise to the Sun”, “Hang Loose” e “Shoegaze” –, ela disse: “Gosto tanto do Brasil que não consigo expressar. Então vou tocar essa música”. Em seguida, ela deu início, com apenas voz e guitarra, a “Miss You”, em um dos momentos mais emocionantes do dia.

Depois de “Be Mine” e “The Greatest”, o hit do primeiro álbum “Hold On” – que andou de fora dos setlists da banda – ganhou uma versão inspirada, abrindo caminho para o encerramento do show, com “You Ain’t Alone”, “Over My Head”, “Don’t Wanna Fight” (de performance quase épica, sendo a mais ovacionada pelo público) e “Gimme All Your Love”. Sem músicas dançantes, refrães ultra populares ou artifícios de palco, o Alabama Shakes levou o som da alma ao Lollapalooza Brasil 2016. E a recepção foi tão triunfante quanto a execução.
Alabama Shakes no Lollapalooza 2016

Dura nostalgia
Os fãs do Oasis certamente ficaram desolados quando Noel Gallagher anunciou que tocaria uma canção dedicada a eles e tascou “You Know We Can’t Go Back”. Apesar de ser um rock vigoroso e excitante do mais recente álbum do inglês (e seus High Flying Birds), o título da faixa diz tudo o que quem deseja ver os irmãos Gallagher reunidos novamente não quer ouvir: “Você sabe que não podemos voltar”. Que assim seja. Desde que o torcedor do Manchester City não deixe de relembrar clássicos e raridades de sua ex-banda em seus shows.

Foi o que ocorreu no Palco Skol nesta última noite de Lollapalooza 2016. Noel priorizou o material de seus dois discos pós-Oasis, mas recuperou cinco temas do grupo mais exitoso do britpop. Logo após “You Know We Can’t Go Back”, já puxou (ao violão!) “Champagne Supernova”, uma das três baladas do Oasis executadas na apresentação. As outras foram “Wonderwall”, em versão com ligeiras modificações na métrica, e “Don’t Look Back In Anger”, que encerrou a apresentação cinco minutos antes do previsto.

Aqueles que tratam Oasis como religião – e o autódromo tinha vários desses fiéis, a se considerar o número de rapazes com camisetas azuis do Manchester City – vibraram especialmente com “Listen Up”, lado B do single de “Cigarettes & Alcohol”, e “Digsy’s Dinner”, faixa curtinha do disco de estreia da banda. Essa última Noel dedicou a Florence Welch, que assumiria o palco na sequência. Mas, antes de passar o bastão, o cantor fez um comentário mais adequado à sua personalidade: “Fiquem agora com a Florence. Eu vou ver o Jungle, eles são ótimos”, em referência ao grupo que se apresentaria no Palco Axe minutos depois.
Noel Gallagher's High Flying Birds no Lollapalooza 2016

Críticas e homenagens
O show do Planet Hemp, que junto ao de Florence + the Machine ajudou a encerrar o Lollapalooza 2016, foi bastante marcado por críticas políticas, referências aos protestos que tomaram o país neste domingo, 13, e uma homenagem a Chico Science, uma das mentes por trás do manguebeat e integrante do Nação Zumbi que faria 50 anos na data, caso estivesse vivo.

Ocupando uma posição de bastante destaque no line-up, depois de assumir a vaga deixada por Snoop Dogg, que cancelou a performance no festival, o Planet, que voltou a se reunir e tem planos de gravar um disco, aproveitou o holofote e o fato de estar ao vivo na TV para defender algumas causas e, claro, fazer várias referências à maconha (incluindo as execuções de "Mary Jane", "Mantenha o Respeito" e "Queimando Tudo").

"Que dia é esse? Esquerda ou direita, quem vai roubar mais? Quem vai enganar?", provocou Marcelo D2 antes de iniciar "Futuro do País", cuja performance contou com a projeção da imagem de diversos políticos. O mesmo aconteceu em "A Culpa É de Quem?" e o discurso foi engrossando a cada interferência. A noite ainda teve homenagem a mais um aniversariante, João Gordo, que esteve no palco para cantar "Crise Geral" com o Planet.

Pop explosivo
O vocalista do duo pop Twenty One Pilots, Tyler Joseph, foi parar no topo do palco Skol durante show neste domingo, 13. Não foi nenhum efeito pirotécnico, mas sim uma amostra da animação do grupo, cujo líder escalou as grades sem nenhuma proteção e cantou – exibindo uma bandeira do Brasil – do topo do Lollapalooza para uma plateia agitada, que demonstrou simpatia instantânea pela dupla.

Entre as batidas já famosas de músicas como “Heavydirtysoul”, “Stressed Out”, “Lane Boy”, “Ride” e “Car Radio”, o Twenty One Pilots mostrou muita animação e pouco som. Isso porque apesar da qualidade técnica dos músicos, muito da sonoridade vinda do palco era gerada por reprodutores mecânicos. Apenas a bateria de Josh Dun foi sempre orgânica, enquanto Joseph revezava entre teclado, ukulele e baixo.

Além das performances seguras, a apresentação contou com um salto mortal de Dun – de cima do teclado para o chão –, uma performance em uma segunda bateria – posicionada bem em frente à plateia –, trocas de roupa, muitos pulos, corridas, gritos, máscaras e óculos coloridos e até um microfone pendurado de ponta cabeça. No fim, a considerável multidão reunida parecia conhecer razoavelmente as canções da dupla, que agradou muito mais aos olhos (pela festa e firulas) do que aos ouvidos (pelo som).

Twenty One Pilots no Lollapalooza 2016

Discurso afiado
O rapper paulistano Emicida priorizou a fatia mais contestadora do repertório dele durante o show que fez no palco Perry, na noite do segundo dia de Lollapalooza Brasil 2016. Ele entrou em cena com um pente preso nos cabelos enrolados – um símbolo da militância negra – e bradou logo de cara: “A favela chegou nessa porra!”. Uma das atrações nacionais em horário mais privilegiado, ele tocou simultaneamente ao Jungle – banda à qual Noel Gallagher, minutos antes, havia dito que gostaria de assistir – e reuniu mais gente que os britânicos.

O palco escuro e ameaçador ajudou o rapper a dar o recado, mas não tanto quanto a participação de MC Guimê. Ele apareceu desde a primeira canção, “Cabelo Arrepiado”, e ficou com Emicida em mais duas performances: “Gueto” – que ganhou inserção do “Rap da Felicidade” – e “País do Futebol”. O início foi um prenúncio da postura de Emicida no Lollapalooza: direto, duro e com a pretensão de ser uma das vozes das ruas no megafestival.

A performance de “Boa Esperança” ganhou introdução com um diálogo entre os personagens de Lázaro Ramos e Wagner Moura durante uma cena do filme Ó Paí, Ó. Emicida dedicou “Baiana” (parceria dele com Caetano Veloso) à população nordestina – “que construiu essa metrópole, [São Paulo]” – e resgatou algumas faixas antigas do repertório, como “Rinha (Já Ouviu Falar)?” e “Triunfo” (esta lançada em 2008). O rapper não deixou de lado o repertório base, que conta com “Hoje Cedo”, “Mufete”, “Zica, Vai Lá”, “Nóiz” e “Levanta e Anda”, entre outras.
Emicida no Lollapalooza 2016
 
 
 
 
Fonte: Rolling Stone Brasil

segunda-feira, 14 de março de 2016

Iron Maiden: Ed Force One sofre acidente em aeroporto no Chile

O famoso avião do Iron Maiden, Ed Force One, colidiu com um caminhão de reboque enquanto taxeava no aeroporto de Santiago do Chile. Embora tenha danificado boa parte do avião e ferido 2 operadores do reboque, ninguém da equipe do Maiden sofreu algum ferimento.

A lendária banda inglesa que se apresenta no Brasil a partir da semana que vem, emitiu o pronunciamento que segue abaixo.

“O Ed Force One foi severamente danificado no solo, no aeroporto Comodoro Arturo Merino Benitez (Santiago, Chile).

Os shows na Argentina, hoje e na terça-feira, devem acontecer normalmente, como planejado.

O Ed Force One estava nesta manhã atrelado a um caminhão de reboque para ser levado para reabastecimento antes de voar pelos Andes, para Cordoba, para o próximo show.

Ao mover, o pino de direção, que é uma parte do mecanismo que conecta o caminhão de reboque ao avião, parece ter caído. Ao fazer a volta, o avião não tinha direção e colidiu severamente com o reboque, danificando seriamente o trem de pouso, dois dos motores do avião e ferindo dois operadores do reboque, ambos tendo sido levados ao hospital.

Nós esperamos, é claro, que eles tenham uma recuperação total e rápida, e iremos observar de perto seu progresso. Os engenheiros aéreos estão no local avaliando os estragos, mas seu relatório inicial é que os motores sofreram um grande dano e irão requerir um longo período de manutenção e possivelmente será necessários substituir ambos (os motores).

Estamos no momento tomando todas as providências para chegar ao local do show amanhã, em Cordoba, com a banda, equipe e todo o equipamento intactos. Felizmente, as 20 toneladas de equipamentos não haviam sido carregadas para o Ed Force One no momento do incidente. Embora isto seja trágico para nosso belo avião, nós não acreditamos que este incidente cause alguma alteração em nossos shows agendados, incluindo os dois próximos shows, em Cordoba e em Buenos Aires. E esperamos encontrar um novo Ed Force One para continuar nossa aventura com vocês em um futuro próximo. Manteremos todos informados conforme formos tendo mais informações, então continue checando este site para informações oficiais.

Para terminar esta declaração tão longa, nossa visita ao Chile foi um sucesso enorme, com 58.000 fãs vindo ao show, brilhantes como sempre, no Stadium Nacional, na noite passada. Amamos vocês.”

Devido ao incidente com o avião, a banda inglesa teve que improvisar e seguir viagem por terra para não perder os shows agendados para Córdoba e Buenos Aires na Argentina.

O lendário empresário da banda, Rod Smallwood emitiu um comunicado oficial que diz o seguinte:

“Estamos felizes em poder contar aos nossos fãs em Córdoba que a nossa Killer Krew conseguiu arranjar a logística para que todos nós estejamos com o nosso show completo presente aí para vocês amanhã.

Não queremos nenhuma interrupção na nossa tour e estamos esperando o novo 747 Ed Force One enquanto o anterior está sendo consertado. Até lá, podem acreditar em mim, nós chegaremos até vocês de um jeito ou de outro, aonde quer que vocês estejam.

Nós também estamos muito felizes em poder anunciar que os 2 funcionários do aeroporto do Chile que se feriram no incidente se recuperarão 100%. Desejamos tudo de bom para eles e suas famílias.

Up the Irons! Nos vemos em breve. E obrigado Chile, que show e que recepção incrível!!

- Rod”

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Fonte: Wikimetal | Iron Maiden


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