quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Exodus: americanos se apresentaram no Circo Voador no RJ

 
Nesse verão estranho, a Lapa teve uma temperatura amena e algumas pancadas de chuva.  Mas nada que tivesse impedido o rolo compressor do thrash metal californiano, Exodus, de tomar de assalto a cidade na atual tour de promoção do CD Blood In Blood Out. E nisso, tiveram como abertura o dueto paulista Test.

Pouco após às 20:00, o Test subiu ao palco.

Polêmicas à parte (me refiro ao hábito da banda de se apresentar em frente a shows grandes, e outras bem conhecidas dos que acompanham as noticias do cenário nacional), a dupla João Kombi (vocais, guitarras) e Barata (bateria) destilaram um noise/grindcore bem experimental (só o fato de não ter um baixista, mesmo usando a guitarra com uma afinação bem baixa). Óbvio que as reações foram diferentes por parte do público que já estava presente na casa, mas o saldo foi positivo.

Apesar da qualidade de som estar um pouco abafada, a banda fez um set de aproximadamente 30 minutos, com algumas pessoas aplaudindo. Óbvio que conquistaram alguns fãs.

Então, os fãs que estavam fora da casa começaram a entrar, enquanto o palco era preparado para a banda principal da noite. E óbvio que certa apreensão (bem pouca, na verdade) estava no ar, devido aos problemas do show não ocorrido em Fortaleza, e mesmo alguns protestos na internet dias antes sobre a ausência do guitarrista Gary Holt na formação.

Mas pontualmente às 21:15, a preocupação se foi, e eis que eles entraram no palco, detonando Black 13 e Blood In Blood Out.

Sim, uma vez mais, o Exodus estava pisando no palco do Circo Voador.

Apesar de alguns problemas de som (durante o show inteiro, em muitos momentos, o som oscilou de volume), Jack Gibson teve que trocar de baixo ainda na primeira música, assim como Kragen Lum teve que trocar de guitarra (do Heathen, que substitui Gary quando este está indisponível), o quinteto estava com sede de fazer um grande show. E fizeram.

Steve "Zetro" Souza é carismático, se movimenta bem e tem um pique de garoto. Lee Altrus (guitarra) é extremamente animado, se mexendo e agitando o tempo todo, assim como Kragen. Jack se mantém mais parado e concentrado, embora muitas vezes também entre no clima e agite. E o velho Tom Hunting na bateria continua o mesmo monstro de sempre, chegando a subir na bateria no início do show. Ou seja, a banda estava em ótima forma. E para aqueles que não conhecem, o Exodus é aquela banda que consegue fundir a agressividade do Slayer com a técnica do Metallica, ou seja, técnica e brutalidade unidos.

Descontraídos e à vontade, o quinteto tocou várias músicas de Blood In Blood Out, disco que se encontram promovendo, como Salt the Wound e Body Harvest, que muitos urravam junto com a banda. Mas eram óbvios os pedidos insistentes por mais clássicos.

E eles vieram, já que o grupo tocou And Then There Were None, as caóticas Metal Command e Piranha, a azeda e violenta War Is My Shepherd e a clássica A Lesson in Violence. Mas quando a banda tocou The Toxic Waltz quase que o Circo Voador veio abaixo. E encerraram com a clássica Strike of the Beast.

Um ótimo evento, sem sombra de dúvidas, e que eles voltem sempre.

Setlist:

1. Black 13
2. Blood In, Blood Out
3. And Then There Were None
4. Children of a Worthless God
5. Deranged
6. Salt the Wound
7. Body Harvest
8. Metal Command
9. Piranha
10. War Is My Shepherd
11. A Lesson in Violence
12. Blacklist
13. Impaler
14. Bonded by Blood
15. The Toxic Waltz
16. Strike of the Beast
Curta um pouco!

Informações da Revista Rock Brigade

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Arquivo do blog