quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Monsters Tour: Ozzy, Judas Priest e Motörhead em Porto Alegre

 
Na quinta-feira, 30 de abril, aconteceu em Porto Alegre o maior festival de rock do sul do Brasil: o Monsters of Rock Tour, que contou com três grandes ícones do metal – Ozzy Osbourne, Judas Priest e Motörhead. Por ser véspera do feriado do Dia do Trabalhador, o trânsito estava um pouco conturbado o que acabou atrasando a chegada de alguns fãs ao Estádio do Zequinha, que se depararam com uma longa fila e pequenas entradas para as pistas normal e premium, o que fez com que perdessem parte das primeiras atrações.

Abrir um festival desses não é para qualquer um, mas isso não intimidou a banda escolhida: a Zerodoze subiu ao palco pouco antes das 18:30 com a energia lá em cima, cheios de atitude e vontade de tocar alguns de seus riffs. O clássico power trio, formado por Cristiano Wortmann (vocal/guitarra), Andre Lacet (baixo) e Jean Montelli (bateria) trouxe um set que mesclou faixas autorais de seus últimos trabalhos, como Essa Mulher, Black and Grey e Ninguém, e alguns covers (Megadeth e Iron Maiden). O show animou a galera que estava ansiosa pela noite que viria pela frente, apesar do frio o público não se acanhou e curtiu o som da Zerodoze até o fim. Além desse megaevento, a banda já tem em seu currículo um show de abertura para o Slash, em 2012.

O Motörhead começou seu show pontualmente às 19:30, o que fez o público respirar aliviado, pois apesar da confirmação do show em Porto Alegre, não tínhamos esquecido do cancelamento do show em São Paulo, onde Lemmy sentiu-se mal e não teve condições de seguir com a apresentação. Em um show de aproximadamente uma hora, Lemmy (baixo/vocal), Phill Campbell (guitarra) e Mikkey Dee (bateria) superaram as expectativas de velhos e novos fãs, que tiveram a chance de ver de perto uma lenda do rock. Apesar da idade e da aparente debilidade física, Lemmy segue sendo um dos maiores frontman da história, e confirma isso quando diz ao público, estimado em 16 mil pessoas: "We are Motörhead and we play rock and roll" (Nós somos o Motorhead e nós tocamos rock and roll").

O set contou com Shoot You in the Back, Doctor Rock e Going to Brazil, além de outras pedradas que só o Motörhead tem. Mikkey Dee e Phill executaram seus solos perfeitamente, dando um tempinho para Lemmy renovar as energias. Os integrantes chamavam a galera a todo momento, pedindo mais empolgação, mas não tiveram sucesso. Realmente o público estava mais quieto do que o esperado para um show de heavy metal, não sei se por conta do frio (que era bem intenso) ou por conta de o festival ter passado por outras capitais. A clássica Ace of Spades encaminha o show para o fim, e apesar do pedido pelo bis não vir como esperado, isso não impediu que os três voltassem ao palco, para encerrar a apresentação com Overkill.

Seguindo o cronograma e a pontualidade, o Judas Priest entrou com tudo e com toda a energia que o público estava precisando. Formado por Rob Halford ( vocais), Gleen Tipton ( guitarra), Ian Hill (baixo), Scott Travis ( Bateria) e Ricchie Faulkner ( Guitarra), a banda apresentou um set list que continham algumas faixas de seu novo trabalho Redeemer of Souls, mas não deixou de lado os clássicos que todos estavam esperando, como Victim of Changes, Breaking the Law e Painkiller. É inegável a potência vocal de Halford, seu entrosamento com o público e com a banda garantiram uma apresentação memorável, destaque aqui para Hell Bent For Leather (com a clássica entrada de Rob pilotando uma motocicleta). Sem muitas delongas, o Priest encerrou sua apresentação sem bis, mas agradeceram ao público de forma calorosa.

Antes das 23:00, a lenda Ozzy Osbourne no auge de seus 67 anos, entra correndo pelo palco levando o público ao êxtase, Bark at the Moon finalmente faz a galera se manifestar em alto e bom som, como deve ser num festival de heavy metal. Como já era esperado, Ozzy ainda na primeira música pega uma mangueira e lança espuma no público e nos fotógrafos, que correm para tentar se esconder e salvar suas câmeras fotográficas. Fica claro então, por quem o público esperou a noite toda, pois a transformação da energia foi gritante quando Gus G. (guitarra) tocou os riffs clássicos da carreira solo de Ozzy (Mr. Crowley, I Don’t Know) e músicas imortais do Sabbath, como War Pigs e Iron Man. Já é a terceira vez que Ozzy vem à Porto Alegre (quando iriamos imaginar isso?!), mas esta última com certeza foi sua melhor apresentação, se fora dos palcos ele parece fraco e com dificuldades de falar, tudo isso some ao ver o Madman enlouquecido e enlouquecendo os fãs. O próprio Ozzy disse em um documentário sobre sua vida (God Bless Ozzy Osbourne), que ele á apaixonado pelo que faz e que quando não faz um bom show fica extremamente chateado e irritado, acredito que seja por isso que ele sempre me surpreende um pouco mais a cada novo show, sua energia e animação são de dar inveja.

Destaque mais que merecido para a excelente banda que vem acompanhando Ozzy nessa tour: Gus G., Blasko (baixo), Adam Wakeman (teclado e guitarra base) e Tommy Clufetos (bateria, também se apresentando com o Black Sabbath atualmente). O set escolhido para a noite foi sem surpresas, lembrando bastante o de suas últimas apresentações, deixando de fora o último single Scream. O bis veio com Paranoid, muitos esperavam Mama I’m Coming Home que esteve no set em outras capitais, mas por motivos desconhecidos ela foi cortada dessa apresentação.

SETLISTS:

MOTÖRHEAD
Shoot You in the Back
Damage Case
Stay Clean
Metropolis
Over the Top
The Chase Is Better Than the Catch
Rock It
Do You Believe
Lost Woman Blues
Doctor Rock
Just ‘Cos You Got the Power
Going to Brazil
Ace of Spades

Encore:
Overkill

JUDAS PRIEST
Battle Cry
Dragonaut
Metal Gods
Devil’s Child
Victim of Changes
Halls of Valhalla
Turbo Lover
Redeemer of Souls
Jawbreaker
Breaking the Law
Hell Bent for Leather
The Hellion/Electric Eye
Painkiller
Living After Midnight

OZZY OSBOURNE
Bark at the Moon
Mr. Crowley
I Don’t Know
Fairies Wear Boots
Suicide Solution
Road to Nowhere
War Pigs
Shot in the Dark
Rat Salad
(Black Sabbath song) (Guitar and Drum solos)
Iron Man
I Don’t Want to Change the World
Crazy Train

Encore:
Paranoid

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Fonte: Rock Brigade

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