sábado, 22 de agosto de 2015

Emicida: Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa...

 
Com disco plural e contundente, Emicida continua o mesmo.

Leandro Roque de Oliveira, mais conhecido por muitos como Emicida, lançou nesta primeira semana de agosto seu tão aguardado segundo álbum de estúdio, intitulado “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa...”, com 14 faixas inéditas.

Seu último disco de estúdio, a obra “O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui”, já havia ganhado notoriedade e trazia uma série de elementos linguísticos além de uma mescla musical digna de menção como te contamos aqui.

Pois bem, quem esperava ver algo da mesma qualidade do primeiro disco do cantor, fique tranquilo porque Emicida continua o mesmo nesta obra que se inicia com “Mãe”, uma composição que envolve além de um instrumental bem produzido, um discurso eloquente e poético de Dona Jacira que é mãe do rapper e estava presente também na música “Crisântemo”, lançada ano passado.

“Mãe” também possui a participação e acompanhamento de Anna Trea que vocaliza de forma muito bem vinda a música, fazendo desta um dos destaques do disco ao lado de “Passarinhos”, que conta com Vanessa da Mata para suavizar o Reggae com Pop. “Baiana” tem presença de Caetano Veloso e mostra um ritmo de MPB mesclado com Rap e Pop, finalizando com uma batucada.

Em “8” a sonorização de natureza, imposta logo nos primeiros trinta segundos da canção, dá uma ambientação e uma suavidade que colidem diretamente com o Rap agressivo que vem em seguida, causando uma sensação de alerta e captando a atenção direta do público.

O ponto alto do álbum de Emicida em questões técnicas, vale pela ambientação e a linguagem utilizada nas canções, como em “Casa”, com os batuques e o acompanhamento das crianças que deixam a música com uma classificação quase folclórica. “Amoras” traz ao fundo o doce som de um metalofone, fazendo do acompanhamento quase uma brincadeira, que se encaixa perfeitamente com o poema feito por Emicida.

O discurso do rapper permanece o mesmo, contundente e direto ao trazer a atenção e o olhar às pessoas que são retratadas em suas canções - que continuam contendo erros de nossa língua falada. O disco é excelente em questões de diversidade e instrumentação, bom para os que querem alternar entre composições duras e suaves. 
 
  
MUSICAS:
01. Mãe
02. 8
03. Casa
04. Amoras
05. Mufete
06. Baiana
07. Passarinhos
08. Sodade
09. Chapa
10. Boa Esperança
11. Trabalhadores do Brasil
12. Mandume
13. Madagascar
14. Salve Black - Estilo Livre 


Fonte: Território da Musica
 

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