terça-feira, 30 de junho de 2015

Roger Waters sugere que Caetano está sendo ingênuo e implora para que ele não toque em Israel

Galeria – Clássicos de Roger Waters - Capa

Apesar de apelos do ex-baixista do Pink Floyd, Caetano Veloso e Gilberto Gil não abrem mão de se apresentar em Tel Aviv 
 
O debate público com Caetano Veloso e Gilberto Gil sobre a apresentação deles em Tel Aviv, Israel, no próximo 28 de julho, não para. Nesta terça-feira, 30, Roger Waters divulgou a tréplica da resposta escrita há uma semana, por Caetano, a respeito do apelo para que a dupla brasileira não faça show em solo israelense devido aos abusos impostos ao povo palestino na região.


Diante dos argumentos de Waters, do arcebispo da Igreja Anglicana sul-africana e Prêmio Nobel da Paz em 1984 Desmond Tutu, do grupo não-violento BDS (sigla para boicote, desinvestimento e sanções) e de milhares de pessoas pela internet, Caetano afirmou que a situação no Oriente Médio “não é tão preto no branco” e que pretende ir a Israel para ver o que de fato está acontecendo por lá.


Waters agradeceu a atenção, mas sugeriu que o brasileiro pode estar sendo ingênuo e implorou para que ele mude de ideia. “O fato é que por muitas décadas, desde a Nakba (catástrofe, expropriação do povo palestino) em 1948, as políticas coloniais e racistas de Israel têm devastado a vida de milhões de palestinos”, afirma o músico inglês. “O atual regime de extrema direita de [Benjamin] Netanyahu [primeiro-ministro de Israel]é apenas o último governo perpetrando atos cruéis de injustiça e colonização. Mas isso não é um problema apenas da direita”.


“Sua carta sugere que você acredita que seu futuro show em Tel Aviv pode ajudar a mudar a política israelense. Eu sugeriria que essa é uma posição ingênua. Infelizmente, não é apenas o governo israelense que precisa de uma mudança de mentalidade. Pesquisas indicam que impressionantes 95% do público judeu israelense apoiou os bombardeios a Gaza em 2014 (561 crianças mortas), 75% não apoiam um Estado palestino baseado nas longamente negociadas fronteiras de 1967, e 47% acreditam que os cidadãos palestinos de Israel devem ser destituídos de sua cidadania”.


“Não, Caetano, tocar em Tel Aviv não vai mover o governo israelense ou a maioria dos israelenses nem um centímetro, mas vai ser visto como a sua aprovação tácita ao status quo. Sua presença lá será usada como propaganda pela direita e proverá cobertura e apoio moral às políticas ultrajantemente racistas e ilegais do governo israelense. Eu imploro a você para não proceder com sua participação em Tel Aviv, em vez disso, tome a oportunidade de visitar Gaza e a Cisjordânia”.

Quando Caetano e Gil anunciaram em 26 de maio a realização de espetáculo da turnê Dois Amigos, Um Século de Música em Israel, se desencadeou uma série de protestos nas redes sociais. No Facebook, a página “Tropicália Não Combina com Apartheid” já reuniu mais de 12 mil assinaturas contra a performance dos músicos em Tel Aviv.

Anteriormente, Gil disse que não era necessário escrever uma carta a Waters e respondeu que os argumentos dele eram “fortes, e verdadeiros até certo ponto. Não a ponto de que devemos considerar Israel uma sociedade de apartheid. É um regime democrático. Tenho empatia pelo povo, já estive lá tantas vezes. E nas duas últimas vezes em que fui tocar lá também enfrentei objeções, com o mesmo tipo de movimentação internacional para me dissuadir de ir. Mas nós vamos".

Leia na íntegra a resposta de Waters:

Querido Caetano,

Obrigado por tomar seu tempo para responder minha carta. Diálogo é realmente importante. Eu vou responder aos pontos que você levantou. Temo que você possa estar vendo a política israelense com lentes cor-de-rosa. O fato é que por muitas décadas, desde a Nakba (catástrofe, expropriação do povo palestino) em 1948, as políticas coloniais e racistas de Israel têm devastado a vida de milhões de palestinos.

O movimento BDS, ao qual estou pedindo que se junte, é um movimento global que demanda liberdade, justiça e igualdade para os palestinos. Está aumentando rapidamente por causa da crescente consciência internacional sobre a opressão que os palestinos têm suportado nesses últimos 67 anos. O atual regime de extrema direita de Netanyahu é apenas o último governo perpetrando atos cruéis de injustiça e colonização. Mas isso não é um problema apenas da direita. Foi, na verdade, o partido de esquerda Trabalhista que fundou o programa de assentamentos ilegais e que também falhou em acabar com a ocupação das terras palestinas e fazer a paz.

Em sua carta, você diz que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir acreditavam em Israel antes de morrer. Até pode ser, mas isso foi naquele tempo, talvez à época eles não soubessem, ou não compreendessem, a brutalidade da ocupação das terras palestinas e a subjugação de seu povo. No entanto, eu sei o seguinte, os assoalhos respingados de vinho e café do Café Flores e do Les Deux Magots hoje reverberariam com o som de Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir revirando-se em seus túmulos ao ouvirem seus nomes usados em vão e pregados ao mastro da ocupação e opressão do povo palestino.

Você menciona o Arcebispo Emérito Desmond Tutu, ele está entre os que abraçam o BDS, já que ele observou as ações de Israel e tem profunda empatia com o povo palestino. Há, como ele apontou a você, um apartheid nos territórios ocupados que é tão definitivo e desumanizante como o que havia na África do Sul do apartheid, quando leis de passagem infames e racistas estavam em prática. Assim como na África do Sul, palestinos e seus direitos legais são definidos por sua origem racial ou religiosa. Você consegue imaginar uma coisa dessas no Brasil ou na Inglaterra ou nos EUA ou Holanda ou Chile, ou? Não. Por que não?

Porque é inaceitável, é por isso que não.

Caetano, se posso fazer uma pergunta, por que você não rejeitaria a cumplicidade com tamanha injustiça agora, assim como você certamente teria rejeitado o racismo branco contra a população negra da África do Sul nos anos 80?

Sua carta sugere que você acredita que seu futuro show em Tel Aviv pode ajudar a mudar a política israelense. Eu sugeriria que essa é uma posição ingênua. Infelizmente, não é apenas o governo israelense que precisa de uma mudança de mentalidade. Pesquisas indicam que impressionantes 95% do público judeu israelense apoiou os bombardeios a Gaza em 2014 (561 crianças mortas), 75% não apoiam um Estado palestino baseado nas longamente negociadas fronteiras de 1967, e 47% acreditam que os cidadãos palestinos de Israel devem ser destituídos de sua cidadania.

Não, Caetano, tocar em Tel Aviv não vai mover o governo israelense ou a maioria dos israelenses nem um centímetro, mas vai ser visto como a sua aprovação tácita ao status quo. Sua presença lá será usada como propaganda pela direita e proverá cobertura e apoio moral às políticas ultrajantemente racistas e ilegais do governo israelense.

É um dilema, eu sei, mas se você quer realmente influenciar o governo israelense, você se unirá a nós na linha de piquete do BDS. Nós estamos tendo um efeito poderoso, como você pode ver pela reação deles, os agressores vindo com toda a força para tentar esmagar nossas vozes de dissenso e nos silenciar.

Nós não seremos silenciados, somos fortes, e juntos nós podemos ajudar a libertar não só o povo palestino do jugo da opressão israelense, mas também o povo israelense da opressão de seu próprio excepcionalismo e dogma, que é fatal a ambos os povos.

Eu imploro a você para não proceder com sua participação em Tel Aviv, em vez disso, tome a oportunidade de visitar Gaza e a Cisjordânia e ver por você mesmo o que Sartre e de Beauvoir nunca viveram para ver. Eu acredito que sua resolução de tocar em Tel Aviv se dissolverá em um mar de lágrimas e arrependimento.

Caetano, eu não conheço você, nunca nos encontramos pessoalmente, mas eu acredito que você tem boas intenções e não carrego nenhum ressentimento. Se você for a Tel Aviv apesar de nossos apelos sinceros, e se você visitar Gaza ou os territórios ocupados, você pode muito bem ter uma epifania. Se você o fizer, por favor nos procure, a todos nós, não só nas comunidades palestinas e judaicas, mas todos nós em solidariedade no Brasil e em outros lugares, todos nós no BDS por todo o mundo trabalhando por justiça e direitos iguais na Terra Santa. Nós iremos abraçá-lo.

Eu lhe agradeço de novo por se juntar a essa conversa. Por favor, vá e veja as coisas por si próprio, mas sem se apresentar lá, sem cruzar a linha de piquete do boicote palestino. Talvez a UNWRA possa ajudar, eles certamente me ajudaram quando eu estava procurando a realidade. Vá e veja por você mesmo, você não terá que usar sua imaginação. A realidade é devastadora para além de qualquer coisa que você possa imaginar.

Obrigado,
Seu colega,
Roger Waters
  


Fonte: Rolling Stone Brasil

Confira novo vídeo do British Lion, projeto paralelo de Steve Harris

 
 A banda British Lion, projeto paralelo do baixista Steve Harris, do Iron Maiden, lançou na manhã desta segunda-feira, 29, um novo videoclipe do álbum de estreia. O vídeo, ao vivo, é para a faixa chamada “Eyes of the Young”.

O disco “British Lion” foi lançado em 2012 e chamou a atenção por ser o primeiro álbum de Steve Harris lançado sem a bandeira do Iron Maiden. Além de Harris o grupo é formado por Richard Taylor (voz), Graham Leslie e David Hawkins (guitarras) e Simon Dawson (bateria).
Assista ao vídeo:

Fonte: Território da Musica

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Ex-Legião, Dado faz ‘exorcismo’, deixa o cigarro e chega aos 50 anos

Músico publicou livro de memórias e recria selo em formato digital. Ele diz que nova idade é divisor de águas e que quer ‘viver pedalando’.

Dado Villa-Lobos (Foto: Divulgação) 
O músico Dado Villa-Lobos, que completa 50 anos nesta segunda-feira (Foto: Divulgação)

Um dos mais novos da turma que colocou Brasília no mapa do rock nacional, nos anos 1980, Dado Villa-Lobos chega aos 50 anos nesta segunda-feira (29) colocando em prática uma série de projetos que vão além de sua vida na Legião Urbana. Um dos trabalhos é um livro de memórias feito como “quase um exorcismo” e lançado em maio, mês em que o músico parou de fumar.

O próprio Dado diz considerar a nova idade um “divisor de águas”. O meio século de vida chega no momento em que ele direciona a carreira para o lançamento de dois álbuns, um deles com a banda Panamericana, outro com a harpista Cristina Braga. O guitarrista também relança o selo Rock It, agora adaptado para o formato digital.

“Os 50 anos chegaram. É uma questão que tenho de lidar, que era tão distante, tão longe. E eu chego com a cabeça na adolescência, por essa coisa do livro, das lembranças, do sonho adolescente de ter uma banda. E hoje eu tenho um filho de 27 anos”, afirma o guitarrista.

O livro é “Dado Villa-Lobos – Memórias de um legionário”, que conta um pouco da trajetória do músico, principalmente nos tempos da Legião Urbana, mas que traz informações desde o nascimento em Bruxelas, na Bélgica, em 1965, passando por todos os lugares onde viveu, pelas amizades que construiu, pelo encontro com a mulher, Fernanda  Villa-Lobos, nos primeiros momentos de banda, e pela relação com Renato Russo.

“Faço terapia há dez anos. Foi muito bom juntar os cacos, o que fomos, o que fizemos, onde chegamos. Foi difícil juntar os cacos todos, mas [o livro] ficou de acordo, fez um bem. Foi quase um exorcismo, mas mostra uma história muito humana, da coisa que toma conta do país com a música, uma coisa extremamente popular, que veio do sonho adolescente e de repente acaba com uma tragédia, o que aconteceu com o Renato”, declara Dado.
 
“Uma amiga falou, em uma exposição em São Paulo: ‘você virou um arquivo’. É simplesmente impossível desvincular a minha história com a história da banda.”, afirmou o músico, que é sobrinho-neto do compositor Heitor Villa-Lobos.
 
 O músico Dado Villa-Lobos canta durante lançamento do livro "Memórias de um legionário" em Brasília (Foto: André Zímmerer/Divulgação) 
“Memórias de um legionário” chega ao mercado pouco depois de a Justiça do Rio de Janeiro conceder a ele e ao baterista Marcelo Bonfá o direito de usar o nome Legião Urbana em suas atividades profissionais. “Isso [ação na Justiça], que acontece com qualquer artista do universo popular, era uma coisa que estava incomodando muito. Eu queria esquecer essa história.”

A “crise do meio século” é vista por ele como uma novidade. “Nos 40 eu não tive nada. Agora, nos 50, eu já começo a pensar.” Diabético, ele afirma que sempre manteve uma vida regrada. Hoje, se diz apaixonado por bicicleta e não quer fazer planos. “Quero viver pedalando.”
 
Mais do que o mesmo

O legionário Dado Villa-Lobos já está fora da banda que o projetou para o grande público há 19 anos. Antes mesmo da morte de Renato Russo, e do consequente fim do grupo, o guitarrista já se aventurava por outros caminhos.

Em quase duas décadas o músico já trabalhou com artistas como Fausto Fawcett, Paralamas do Sucesso e Plebe Rude, retomou a banda com o Reino Animal (que havia se apresentado apenas uma vez, junto com a Plebe Rude e o Aborto Elétrico, na UnB, em 1982), criou uma loja de discos, um selo independente e passou a receber músicos em seu estúdio para uma série em um canal de TV paga.

“No começo da década de 1990, quando eu criei a loja e o selo, já estava meio que ‘a Legião já tinha virado instituição’, tinha vida própria. Eu era parte daquilo, mas sabia que sobreviveria por conta própria. A gente pensava mais em preservar as nossas relações. Ali eu comecei a fazer minhas coisas, trabalhei com o Fausto Fawcett, no ‘Santa Clara Poltergeist’”, diz Dado.

O artista sempre esteve na ativa desde então, mesmo quando o grande público não teve conhecimento. E a ideia dele é usar a marca “Rock It” para continuar a produzir música. “Tenho um estúdio que tem vários instrumentos e amplificadores, e que precisam ser usados. Eu tenho crença na música. Agora mesmo estou com meus professores de ioga, com sete músicos, que estão gravando para uma peça [de teatro].” Outros músicos devem utilizar o estúdio para gravar e lançar trabalhos no mercado, segundo Dado.
 
O álbum com a banda Panamericana, formada também por Dé Palmeira (ex-baixista do Barão Vermelho), Charles Gavin (ex-baterista dos Titãs) e Toni Platão (ex-vocalista do Hojerizah), deve chegar ao mercado entre setembro e outubro, segundo o guitarrista. O trabalho com Cristina Braga será lançado pela Biscoito Fino.

Em casa
 
Dado nasceu na Bélgica, mora há 30 anos no Rio de Janeiro, mas tem seu nome ligado a Brasília. Foi na capital que o guitarrista viveu o “momento-chave” que definiu o que faria da vida, de acordo com ele mesmo. “Foi um período importante, na época de adolescente. Eu vivi momentos indescritíveis na minha formação, em relação à música, ao teatro. Teve toda a convivência. E Brasília é uma cidade sui generis.”

O músico chegou pela primeira vez ao Distrito Federal em 1971, onde viveu inicialmente até 1975. Depois disso, retornou à capital em 1979. Foi a partir de então que ele começou a criar a figura que se tornaria guitarrista de uma das mais populares bandas de rock do país.

“Amo Brasília. Ser criado em Brasília foi ótimo. Foi aí que tudo floresceu e se estabeleceu. De 1979 a 1985 é o período mais importante para mim. E tem todo o pacote. Era minha adolescência, o Brasil passava por um momento de transformação sociopolítico-econômica”, afirma.

“Eu me lembro do que foi para mim o dia em que fui ao Food’s (lanchonete que funcionava na 111 Sul, em frente ao Eixão, em Brasília, no início dos anos 1980), com uns 15, 16 anos, com o Dinho (vocalista do Capital Inicial), com o Aborto [Elétrico] tocando. Aquilo petrificou de um jeito, marcou, transformou de uma forma irreversível. Depois, vi outras bandas, o Gutje (baterista que tocou com a Plebe Rude), tropa de choque na rua. Aquilo foi muito impactante, naquela idade, naquele momento.”

Para o músico, mais do que colocar o Distrito Federal no cenário roqueiro no início dos anos 1980, a geração que deu ao mundo nomes como Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude ajudou a dar “uma cara” a Brasília. “A gente cresceu em uma cidade em busca de sua identidade. Certamente, claro, que a gente contribuiu para essa identidade.”


Dado Villa-Lobos (Foto: Divulgação)


Apesar da identificação com a capital, o guitarrista se diz feliz em completar 50 anos no Rio de Janeiro, onde pode acompanhar de perto o Fluminense, time do coração, jogar a pelada de terça-feira, fazer música, desenvolver trabalhos com a mulher, que é designer gráfico, gravar e receber artistas em seu estúdio e fazer passeios de bicicleta contemplando a natureza da Cidade Maravilhosa. “Hoje sou um cara mais terreno. Estou aqui, eu piso [neste chão]. Para falar a verdade, o que eu quero para o futuro é pedalar. Quero viver pedalando.”



Fonte: G1

sábado, 27 de junho de 2015

APROVEITE O SÁBADO E CONFIRA O TEM DE NOVO NA ANTRO

Entre novidades, queimas e promoções o que não falta na ANTRO é alguma coisa nova pra você!
 












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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Tony Belloto fala sobre atual fase dos Titãs, rock pesado e política



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 ”Enquanto houver sol, enquanto houver sol…”

Branco Mello (voz e baixo), Paulo Miklos (voz e guitarra), Sérgio Britto (voz, teclado e baixo) e Tony Bellotto (guitarra), eles estão de volta com o som explosivo e rockeiro. A banda Titãs, faz um balanço dos seus 32 anos de carreira, trazendo um som mais pesado em seu mais recente álbum “Nheengatu”.

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A banda voltou a apostar em letras ideológicas e que retratam a realidade do país, mostrando que o cenário do rock nacional continua ativo.

E os caras só tem que comemorar. Além de receberem grandes elogios pelo novo trabalho, lançado ano passado, “Nheengatu” recebeu o Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), de melhor show do ano de 2014.
Recentemente eles gravaram um novo DVD, em São Paulo. (agenda cheia) E entre uma pausa e outra dos shows, o ATLPOP conversou com o guitarrista Tony Bellotto, que contou detalhes sobre o atual trabalho.

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ATLPOP:  Com mais de 30 anos de estrada, o que a turnê “Nheengatu” traz de diferente para o público?
TONY: A novidade de “Nheengatu” são as músicas novas, que trazem um novo ar para os Titãs e para o rock brasileiro em geral.
ATLPOP: No final de abril vocês gravaram o novo DVD, em São Paulo, como foi?
TONY:  Estávamos ansiosos e muito animados com a gravação do DVD de Nheengatu ao vivo. O disco já havia nos trazido gratas surpresas, como o sucesso de crítica e público, e esta gravação do show só veio coroar essa boa fase que vivemos.
“…para mim, a inspiração é mais importante que a influência.”
ATLPOP: O novo álbum da banda, traz faixas para refletir sobre a atual situação política do país. Vocês acreditam que a música pode influenciar as pessoas? 
TONY: Não sei se a música pode influenciar as pessoas, mas com certeza pode inspirá-las, e para mim, a inspiração é mais importante que a influência.

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ATLPOP: O que significa “Nheengatu” e porque essa inspiração indígena?
TONY:Nheengatu” é uma palavra indígena, que significa “Língua mãe”. Foi o nome dado à língua compilada pelos jesuítas no século XVII, unindo vários dialetos indígenas, para que índios e portugueses pudessem se entender na nação que se iniciava.
“O Brasil está carente de coisas mais importantes, como educação, saúde etc…”
ATLPOP: Com este novo trabalho, vocês voltaram com o rock pauleira das antigas. Com tantas transformações musicais, você acredita que o Brasil esteja carente deste tipo de rock, hoje em dia?
TONY: O Brasil está carente de coisas mais importantes, como educação, saúde etc. E só o rock tem a capacidade, em momentos assim, de botar o dedo na ferida.
ATLPOP: Quais músicas não podem faltar no show da banda?
TONY:  Muitas. Polícia, Sonífera Ilha e Bichos Escrotos são algumas delas.

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Com informações do  Atl.Clicrbs.Com

Phil Anselmo, ex-vocalista do Pantera, fala sobre reabilitação e planos com o Superjoint

Phil Anselmo

Artista voltou ao palcos após um hiato de 11 anos se recuperando, segundo ele, física e mentalmente 
 
Para o ex-vocalista do Pantera Phil Anselmo, gravar e sair em turnê no início dos anos 2000 com o projeto de hardcore metal Superjoint Ritual não eram nem prazeroso, nem iluminador, nem politicamente prudente. Ele lutava contra uma terrível lesão nas costas causada por anos pulando de palcos, sofrendo com a dor, tomado pelo vício em heroína e fechando as portas para os companheiros de Pantera, que achavam que ele deveria estar mais focado na banda que o fez famoso.

“Eu sempre tive ideias diferentes sobre música e sobre como se expressar em diferentes gêneros”, Anselmo diz quatro dias antes do Superjoint (a banda largou o “Ritual” do nome por problemas legais) apresentar-se pela primeira vez em um show na Europa, em território francês.


“Se eu tivesse que me concentrar só no Pantera, teria me sentido podado porque eu amo tantos tipos de música. Já que eu vou ser considerado um músico, tem muita coisa para descobrir e investigar. Eu nunca iria me prender a uma banda apenas”.


Logo depois que o Pantera entrou em um hiato indefinido em 2001, o cantor se uniu ao Superjoint Ritual. O grupo lançou dois álbuns, Use Once and Destroy, de 2002, e A Lethal Dose of American Hatred, de 2003, ambos misturas de hardcore com elementos de thrash e black metal.

Em 2005, Anselmo rompeu de forma abrupta. “Eu realmente precisava de um descanso. Era hora de passar pela cirurgia nas cosas e de dar um salto na minha vida. Eu precisava passar não só por reabilitação física, mas também mental. Então, eu desliguei tudo por um período e a banda morreu”.

O Superjoint permaneceu dormente por 11 anos até outubro de 2014, quando eles se reuniram para tocar na segunda edição do festival Housecore Horror, organizado pelo próprio Anselmo. O show foi tão bom que o vocalista rompeu a promessa de nunca mais sair em turnê com o grupo. Em julho deste ano, eles irão fazer 12 apresentações pelos Estados Unidos

“Tudo está cem vezes melhor nesses dias em relação a como minha mente e minha saúde estavam”, ele conta. “Estava em um espaço terrível, terrível. Um espaço muito fraco e isso refletiu nos shows. Eu me arrependo muito daquilo. O público também. Mas, ahhhh, isso foi há muito tempo atrás, cara. E eu não me fixo nisso porque eu não sou, de longe, o primeiro a pular desse trem e provavelmente não vou ser o último. Estou seguindo adiante”.

“A partir de agora teremos cada vez menos eu falando merda no microfone e muito mais de música, música, música, música, música, música, música! ‘Muito obrigado! Boa noite!”, ele brinca, admitindo a possibilidade de o Superjoint gravar um terceiro disco em breve.
 
“Nós temos mais ou menos quatro ou cinco músicas com as quais estamos trabalhando. Elas têm potencial. Não posso dizer que vamos fazer um álbum já, mas existe uma bela chance de algo novo aparecer de um jeito ou de outro, em um disco de sete polegadas ou um EP de dez polegadas, talvez. É bem possível, mas não posso afirmar quando”.  
 VAMOS RELEMBRAR UM SOM DO PANTERA:
 
 
Fonte: Rolling Stone Brasil 

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Ouça a nova música do Slayer, faixa-título do próximo álbum


“Repentless” será lançado no dia 11 de setembro

slayerrepentless 
A nova música do Slayer, “Repentless”, está com a audição disponível no final. Trata-se da faixa que dá título ao próximo disco do grupo, cujo lançamento está marcado para o dia 11 de setembro. Conforme noticiado antes, a produção ficou por conta de Terry Date (Soundgarden, Pantera, Sepultura) e o lançamento acontece pelo selo do próprio Slayer, depois de 28 aos de parceria com American Recordings, do afamado produtor Rick Rubin. A capa, essa aí ao lado, é assinada pelo artista brasileiro Marcelo Vasco.
“Repentless” é o primeiro disco do Slayer desde a morte do guitarrista Jeff Hanneman, em maio de 2013. A atual formação conta com Tom Araya (vocal e baixo), Kerry King e Gary Holt (também Exodus, guitarras) e Paul Bostaph (bateria). O álbum mais recente da banda é “World Painted Blood”, que saiu em 2009. Veja baixo a lista das músicas que estão no CD:

1- Delusions Of Saviour
2- Repentless
3- Take Control
4- Vices
5- Cast The First Stone
6- When The Stillness Comes
7- Chasing Death
8- Implode
9- Piano Wire
10- Atrocity Vendor
11- You Against You
12- Pride In Prejudice


SLAYER - Repentless (OFFICIAL VISUALIZER VIDEO)

 


Fonte: Rock em Geral

James Taylor lidera parada americana pela primeira vez em 50 anos

Cantor James Taylor se apresenta durante homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001 (Foto: Brian Snyder/Reuters)

'Before this world', lançado em 15 de junho, vendeu 98 mil cópias. 11 de seus álbuns estiveram entre os 10 melhores, mas nunca em 1º lugar.

Pela primeira vez em quase cinquenta anos de carreira, um álbum do músico de folk rock James Taylor alcançou o primeiro lugar no ranking americano dos melhores discos.


O novo álbum do cantor de 67 anos, "Before this world", lançado em 15 de junho, lidera a parada de sucessos da revista Billboard, com 98 mil unidades vendidas (incluindo downloads e streaming), de acordo com o instituto Nielsen Music.


O primeiro álbum de Taylor foi lançado em 1968, e 11 de seus álbuns estiveram entre os 10 melhores, mas nenhum tinha alcançado o primeiro lugar.


"Before this world", o primeiro álbum inteiramente novo de Taylor desde 2002, marca o retorno ao um folk-rock nostálgico.


O cantor britânico Sting e o violoncelista sino-americano Yo-Yo Ma participaram do álbum. 



Fonte: G1

 

Rock in Rio 2015: Baby do Brasil e Pepeu Gomes se apresentarão juntos novamente após 27 anos

Baby do Brasil, Pedro Baby e Pepeu Gomes

Anúncio da performance foi feito nesta terça-feira, 23, no Rio de Janeiro, com a presença do filho do casal, Pedro Baby 

Uma entrevista coletiva familiar realizada nesta terça-feira, 27, no Rio de Janeiro, anunciou que Baby do Brasil e Pepeu Gomes voltarão a se apresentar juntos. A performance, que acontecerá 27 anos desde a última vez que eles subiram juntos ao palco, fará parte do Rock in Rio, no dia 20 de setembro.


"O último show deles juntos aconteceu em 1988, eu tinha 10 anos de idade", lembrou Pedro Baby, um dos seis filhos dos artistas e produtor do espetáculo, presente no comunicado.

Baby e Pepeu, ex-companheiros no grupo Novos Baianos e casados por 18 anos, estiveram presentes na primeira edição do Rock in Rio, em 1985, quando a cantora se apresentou grávida de oito meses, com a protuberante barriga de fora. O filho Pedro não confirmou qual será o repertório do show de 2015, no Palco Sunset, mas garantiu que clássicos daquela época, como "Sem Pecado e Sem Juízo" e "A Menina Dança", estarão no setlist.


Pedro, aliás, também é o produtor de Baby Sucessos – A Menina Ainda Dança, DVD gravado em janeiro de 2014, no Rio, e que desde abril está nas lojas traçando a linha cronológica da carreira da artista.

Rock in Rio

Os ingressos para o Rock in Rio 2015 estão esgotados. As vendas começaram em 9 de abril e a procura para algumas das atrações foi bastante grande: os bilhetes para 26 de setembro, quando se apresentam Rihanna e Sam Smith, acabaram em menos de 1h.

No total, serão sete datas de espetáculos, nos dias 18, 19, 20, 24, 25, 26 e 27 de setembro, na Cidade do Rock, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, com 85 mil presentes em cada noite.


O Rock in Rio comemora 30 anos de existência em 2015. Esta será a sexta edição do festival no Brasil - que já se espalhou por Espanha, Estados Unidos e Portugal - e outras duas estão programadas para 2017 e 2019.

Abaixo, veja o line-up completo do evento:

18 de setembro (sexta-feira)
Palco Mundo
Queen com Adam Lambert
OneRepublic
The Script
Especial 30 anos (Dinho Outro Preto, Paralamas do Sucesso, Erasmo Carlos, Frejat, Jota Quest, Andreas Kisser, Ney Matogrosso, Titãs, Blitz, entre outros)
Palco Sunset
Lenine com Nação Zumbi e Martin Fondse
Ira! com Tony Tornado e Rappin Hood
Dônica com Arthur Verocai
Homenagem a Cássia Éller

19 de setembro (sábado)
Palco Mundo
Metallica
Mötley Crüe
Royal Blood
Gojira
Palco Sunset
Korn
Ministry com Burton C. Bell (Fear Factory)
Angra com Dee Snider (Twisted Sister) e Doro Pesch
Noturnall com Michael Kiske

20 de setembro (domingo)
Palco Mundo
Rod Stewart
Elton John
Seal
Paralamas do Sucesso
Palco Sunset
John Legend
Magic!
Baby do Brasil e convidados
Alice Caymmi com Eumir Deodato

24 de setembro (quinta-feira)
Palco Mundo
System of a Down
Queens of the Stone Age
Hollywood Vampires
CPM 22
Palco Sunset
Deftones
Lamb of God
Halestorm com convidado
Project 46 com John Wayne

25 de setembro (sexta-feira)
Palco Mundo
Slipknot
Faith no More
Mastodon
De La Tierra
Palco Sunset
Steve Vai com Camerata Florianópolis
Nightwish com Jukka Nevalainen
Moonspell com Derrick Green (Sepultura) The Heavy Metal All Star (André Moraes, André Abujamra, Constantine Maroulis)

26 de setembro (sábado)
Palco Mundo
Rihanna
Sam Smith
Sheppard
Lulu Santos
Palco Sunset
Sérgio Mendes com Carlinhos Brown
Angelique Kidjo com convidado
Erasmo Carlos com Ultraje a Rigor
Brothers of Brazil com convidado

27 de setembro (domingo)
Palco Mundo
Katy Perry
A-Ha
Robyn
Cidade Negra
Palco Sunset
Al Jarreau com convidado
Aurea com Boss AC
Suricato com Raul Midon



Fonte: Rolling Stone Brasil
 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

FESTA JUNINA NA ANTRO É QUEIMA DE PREÇOS

Durante as festas juninas a Antro do Rock aproveita o seu estoque e junto com novidades promove o maior queima de preços do ano!
 














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terça-feira, 23 de junho de 2015

Divulgados data e título de novo single do Iron Maiden

 

De acordo com a matéria da Blabbermouth desta terça-feira (23) o Iron Maiden anunciou a data de estreia do single “Speed of Light”, parte do novo trabalho de estúdio da banda.

Esta é a segunda faixa de “The Book Of Souls”, novo álbum duplo da banda e estará disponível oficialmente na íntegra a partir do dia 14 de agosto.

A canção foi composta por Adrian Smith e Bruce Dickinson e a primeira sem a participação do baixista Steve Harris na composição desde o “Powerslave” de 1984.

The Book Of Souls será o décimo sexto álbum de estúdio do Iron Maiden, sucedendo o grande “The Final Frontier” de 2010 e será lançado oficialmente no dia 04 de setembro.




 Fonte: Rádio Rock

segunda-feira, 22 de junho de 2015

“Kurt Cobain: Montage Of Heck” estreia hoje nos cinemas brasileiros

 

“Montage Of Heck”, documentário autorizado pela família de Kurt Cobain, será exibido a partir desta quinta-feira (18) até o dia 23 de junho na rede Cinemark nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Curitiba.

Brett Morgen, diretor do documentário “Montage Of Heck”, explicou a ausência de Dave Grohl do filme e justificou que a filmagem com ele foi feita “tarde demais para ser incluída” no longa.

Usando sua conta pessoal no Twitter, Morgen contou que o vocalista do Foo Fighters – e ex-baterista do Nirvana – só esteve disponível para entrevista três semanas após o prazo de finalização do documentário.

“Procuramos Dave sobre essa entrevista em abril de 2014. Dave aceitou e gravou a entrevista, porém três semanas após eu ter finalizado o filme. Ele foi ótimo, mas infelizmente era tarde demais para ser incluído.”

Brett Morgen também revelou que Don Cobain só aceitou fazer a entrevista após conversar com a neta, Frances Bean Cobain. Essa foi a primeira vez que o pai de Kurt Cobain concordou em aparecer em frente as câmeras.

“Kurt Cobain: Montage of Heck” seria exibido em maio mas agora é pra valer. Confira o trailer abaixo:



Com informações do Rock Line

Assista o vídeo novo de Johnny Marr antes do show de amanhã

Johnny Marr é uma das atrações da décima nona edição do Cultura Inglesa Festival, e fará um show gratuito amanhã (21) no Memorial da América Latina, em São Paulo.

O evento também contará com a cantora Gaby Amarantos prestando um tributo às divas britânicas, os irlandeses do The Strypes, a banda dos funcionários da Cultura Inglesa e Blue Drowse, grupo composto por alunos da escola. Os ingressos devem ser retirados com antecedência e você pode conferir nesse link onde pegar o seu - o público geral tem direito a um ingresso por CPF. Também é possível fazer reserva online, pagando a taxa de conveniência de R$ 5,00 cobrada pela LivePass. A programação de domingo é a seguinte:

14h00 Staff Only
15h00 Blue Drowse
16h00 The Strypes
17h20 Gaby Amarantos (tributo a divas britânicas)
19h00 Johnny Marr

E você pode começar a se preparar para o show do ex-Smiths com o videoclipe que ele acaba de lançar, para a faixa “Candidate”. Parte de seu segundo álbum solo “Playland”, a música será lançada como single de 7” no fim do mês. O vídeo, dirigido por Subset e filmado por Bem Thornley, mostra Marr e sua banda no estúdio. O guitarrista declarou o seguinte sobre a canção, inspirada em um passeio pelo Times Square, em Nova York:

“Essa música é sobre muitas das grandes mulheres - das quais tem havido muitas, desde que eu era um menino em diante - que deixaram uma marca em mim”.


21/06/2015 - São Paulo/SP
Memorial da América Latina - Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 - Barra Funda
Horário: 12h00 (Abertura dos portões)
Classificação etária: livre (menor de 14 anos só acompanhado do responsável)
Ingressos: gratuitos
Venda Online: www.livepass.com.br  


Fonte: Território da Musica

domingo, 21 de junho de 2015

“Tive postura masculinizada para não ser confundida com um bibelô”, diz Pitty sobre começo da carreira

Única mulher em escalação de festival, cantora diz que machismo no rock é derivado da sociedade: “O nicho é só um reflexo” 

 João Rock 2015 - Pitty 
Não é preciso muito esforço para perceber a renovação pela qual Pitty passou nos últimos anos da carreira. Figura errante e radicalizada quando surgiu no universo da música, no começo dos anos 2000, a cantora hoje se mostra muito mais confiante, tanto dentro quanto fora do palco. Prova disso são os shows da atual turnê dela, do disco Setevidas, da qual fez parte a apresentação no festival João Rock, de Ribeirão Preto, que aconteceu no último sábado, 13 –


No backstage do festival, ela concedeu uma entrevista coletiva e comentou, entre outras coisas, o fato de ser a única mulher escalada para subir a um dos (dois) palcos do evento. “O rock é um reflexo da nossa sociedade”, disse. “Existem setores extremamente patriarcais, e o rock é um deles. É difícil. No início, eu fazia de tudo para não ser vista como ‘a garotinha’.”

Ela seguiu lembrando-se do começo da carreira. “Eu tinha uma postura muito mais masculinizada e radical para que eu não fosse confundida com um bibelô – que é como as mulheres geralmente são tratadas – objetificadas. Eu não queria ser objetificada no palco. Queria que me levassem a sério. Queria que prestassem atenção na minha música, e não na minha aparência. Minha estratégia foi essa.”


“Acho que muitas mulheres adotam esse tipo de estratégia em vários setores”, continuou. “Não deveria ser assim. Nós deveríamos poder ser o que somos. Poder usar o que quisermos. Maquiar-nos ou não. Usar short ou não. E, independente disso, ter respeito pelo nosso trabalho.”

Como forma de conclusão, Pitty virou-se à repórter e disse: “Então, se você me pergunta: ‘Por que isso [ser a única mulher em um festival das dimensões do João Rock] acontece no rock?’, eu pergunto de volta: ‘Por que isso acontece na nossa sociedade?’. Acho que é mais amplo. O nicho é só um reflexo’.”

Pitty também falou sobre a necessidade de renovação da música pop brasileira: “Gosto muito de procurar bandas novas, porque acho importante que a coisa se renove. Senão fica só isso. Fico muito feliz de ter muitos anos de carreira – e quero ter muito mais, pra lá de Mick Jagger! Mas acho muito importante que pintem bandas novas.”


“Não acho legal que fique só as bandas da minha geração ou da geração do Capital”, continuou, falando do grupo de Dinho Ouro Preto, que se apresentava simultaneamente à entrevista no palco principal do João Rock 2015. “O bagulho tem que girar, se não é perigoso, sabe?”

A baiana afirmou estar “sempre pesquisando” bandas novas, e citou o duo sergipano The Baggios (conheça-os melhor aqui). “Procuro saber o que a molecada está fazendo para dialogar com isso. Penso que é a forma de se manter contemporâneo também – percebendo o que está acontecendo.”



Sobre a relação com o público e as composições mais recentes, ela ainda disse: “Os fãs estão se adaptando. A arte que se adapta à demanda não é arte, é publicidade. É outra coisa. Não faço um produto para atender a uma demanda. Faço uma coisa e, se as pessoas se identificam com isso, ótimo, sabe? Se você fizer o contrário, corre o risco de virar simplesmente um produto vazio.”

Show no João Rock 2015

Única mulher no festival, Pitty usou o fato de ser minoria ao seu favor: abraçou a feminilidade e a transformou em confiança e expressão. Acompanhada por uma banda pulsante – e que não faz questão de pegar leve –, ela passeou pelos hits radiofônicos antigos e dividiu as angústias das letras com milhares dos presentes que cantaram junto.


Pitty mostrou que a renovação pela qual passou com Setevidas (2014) só pode ter lhe feito bem. E só com a autoridade que adquiriu, a baiana teve coragem de puxar faixas novas – e ainda pouco conhecidas – como “Um Leão”, de um anti-refrão grave, mostrando que tão importante quanto entreter é ser entretida pela própria arte.


De “Teto de Vidro” a “Na Sua Estante”, passando por “Máscara” e “Me Adora”, foram abundantes as faixas cantadas em uníssono pelo público. Mas o momento de maior vibração pop foi “Equalize”, cujo instrumental em volume mais baixo destacou a voz da plateia, acompanhando a cantora a plenos pulmões.
  

Fonte: Rolling Stone Brasil

Dia do Skate terá programação esportiva e cultural em Teresina



O Dia Internacional do Skate será comemorado neste domingo (21) em Teresina (PI) com o evento Go Skateboarding Day, que começará às 16h na praça Ocílio Lago, já conhecida como Praça dos Skatistas, no bairro Jóquei, zona Leste. 

Além das manobras radicais, uma programação paralela do projeto Garagem Cultural, da Secretaria Municipal da Juventude de Teresina, terá atividades de música e arte para os participantes. 

O evento será realizado pela Associação Teresinense de Skate e Associação de Skate Piripiriense.  


Fonte: Cidade Verde

quinta-feira, 18 de junho de 2015

QUEIMA DE PREÇOS NA ANTRO

APROVEITE AS FESTAS JUNINAS E APAREÇA NA ANTRO QUE O QUE NÃO FALTA SÃO PRODUTOS EM QUEIMA! SÓ NÃO COMPRA QUEM NÃO QUISER, POIS OS PREÇOS ESTÃO MELHORES QUE COMIDAS TÍPICAS DE FESTAS JUNINAS!
CONFIRA ALGUMA DICAS:



















 ANTRO DO ROCK
RUA BARROSO 505 - C/N
FONE (86) 3222 8073
TERESINA - PIAUÍ

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