segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Banda Maverick 75 comemora 10 anos e grava 1º CD no Rio de Janeiro



Formada por seis dos melhores músicos do Piauí, a banda Maverick 75 é sem dúvida uma das maiores representantes do Rock and Roll do Estado. Com influências jazzistas e também do blues a banda expõe um trabalho puramente artístico e preocupado em envolver o público de fato com o estilo. Formado há 10 anos o Maverick 75 embarcou em uma experiência inovadora que deve render frutos para este ano.

Com Matheus Emérito na voz, Rafael Freitas e Márcio Bigly nas guitarras, André Rodrigues na bateria, Alexandre Jr. no baixo e Edilson Sousa nos teclados e piano, o grupo que é todo piauiense, promove um contato do público com referências de peso como Eric Clapton, Rolling Stones, Bob Dylan, George Harrison, Jack White, Stevie Ray Vaughan, John Coltrane, Herbie Hancock, Black Keys, Led Zepellin, listadas pela própria banda.


Inspirados nos Rolling Stones em “Exile On Main St.”, gravado no porão de uma casa ao Sul da França na década de 70, a banda decidiu mergulhar em um “retiro musical” na serra fluminense onde produziu o que será seu primeiro disco, comemorando os 10 anos de carreira. O estúdio escolhido pela banda, Toca do Bandido, foi o mesmo onde já estiveram grandes nomes da música brasileira como O Rappa, Maria Rita, Skank, Gilberto Gil e Raimundos. A gravação durou sete dias de imersão musical e resultará em breve no disco que ainda não tem nome definido, mas que vai poder ser ouvido nas rádios após o Carnaval.
Em uma conversa com o Playlist, Rafael Freitas, guitarrista da banda, contou detalhes da produção, falou sobre a história da banda e antecipou. Confira o nosso bate-papo:

Há quanto tempo existe o Maverick e como chegaram a essa formação??
O grupo Maverick 75 existe desde 2004, há 10 anos. A ideia nossa, sempre foi de ter mais contato com a musica, explorá-la. Quando alguns amigos estavam na universidade surgiu esse contato, meio que para diversão, e ainda hoje é bastante divertido, diga-se de passagem. Consequentemente, os amigos começaram a apoiar, incentivar e surgiu o movimento da banda de rock Maverick 75. Os anos foram passando, alguns integrantes foram nos deixando, as vezes por compromissos extras, outras por motivos pessoais. Hoje o grupo tem a sua melhor formação, madura e jovem, com influências de grandes músicos locais como o Márcio, guitarrista, o Juninho Baixo e nosso querido Edilson nas teclas, ao mesmo tempo com a essência da formação inicial.

 
Que trabalhos a banda já tem lançados?
Este é o nosso primeiro álbum, um presente de 10 anos de estrada para nosso público e para a gente também. Estamos muito felizes com esse trabalho.

Lançamos nosso single “You'll Never Steal My Mind" em 2012, que estará nesse disco. O single foi tocado em programas de rádio de bandas independentes como o Geração Mundo Livre, da Mundo Livre FM de Curitiba, Paraná.

  

Porque o nome Maverick 75?
Maverick é uma releitura dos anos 70, uma fase de culto total a música. Onde os discos eram comprados e consumidos, os shows eram verdadeiros festivais. Uma reconexão com o melhor momento da música no planeta. E esse som que fazemos é influencia dos "Seventies”, Jazz, Blues, Rock em todas as dimensões, nosso disco tem country e até funk americano. É um passeio pelos anos 70.

A banda esteve no Rio de Janeiro onde gravou seu primeiro CD durante uma verdadeira experiência musical. Como foi tudo isso?
Passamos para outro nível. Foi Incrível. Foram 7 dias intensos de muita música, quase sem dormir, e realmente muito excitantes. Gravamos onde grandes nomes brasileiros gravaram, como O Rappa, Maria Rita, Skank, Gilberto Gil e Raimundos.

Lá é uma casa de serra com toda a estrutura para hospedagem,  e o estúdio em anexo. 
Gravamos lá pois nossa intenção era fazer um retiro musical. Influenciados pela excelente ideia de Keith Richards em gravar no porão de uma casa no sul da França em 71 com os Rolling Stones, essa união de todos no mesmo local e tempo resulta em uma energia cósmica. O “Exile on Main St.”, certamente é um dos maiores álbuns de rock do mundo. Por isso replicamos a ideia!!! 

Estão envolvidos na gravação a banda completa, seis integrantes e toda equipe do Toca do Bandido no RJ. Produtor Felipe Rodarte, engenheiro de Som, Sérgio Santos, assistente Léo Ribeiro e nosso mixer, que vai mixar o disco.  Além dos amigos Kasbafy e Mike Soares que foram conosco e deram a maior força!! 

Vamos lançar 300 copias em Vinil. Vamos rodar Cds e soltar no iTunes para downloads. 
 

Em Teresina como você avalia o mercado musical em geral? E para o estilo da sua banda?
Infelizmente a música, não só no Piauí mas no mundo está em decadência. Hoje o formato das mídias e a tecnologia permite você consumir muito rapidamente todo tipo de som, sem você ter noção da qualidade, da mensagem ou até, por mais superficial que seja , das timbragens. Isso acarreta um declínio dos grandes artistas. O Piauí tem muitas pérolas, mas infelizmente não são valorizadas, não possuem palcos e vivem de contatos, nostálgicos, apenas do passado.

Não Gostamos da falta de palcos, de estrutura para os trabalhos serem demonstrados. Em grandes praças no mundo, você percebe artistas locais muito valorizados, tocando em teatros, praças, ou até palcos produzidos para eventos locais. Aqui não existe inciativa. Apenas eventos em que as pessoas vão para diversão, mas nunca para apreciação. Nós temos grandes nomes na musica Piauiense. 

Adoramos nosso amigo piano jazz player Luizao Paiva; André de Sousa e Mojo Band; Teófilo grande artista, gostamos muito de ver todo o sucesso do Validuaté, muito queridos pelo público e organizados, criativos; a molecada nova; nosso amigo Danilo Rudah , enfim, o Piauí é riquíssimo, apenas precisa ser mais valorizado. 

Quanto ao Rock Piauiense, estamos muito felizes com a galera mais nova que está vindo, bandas boas, a Vitrola Vinil, a Tribuna de Rua, molecada tocando muito, precisamos cada vez mais unir essas forças, e fazer acontecer nosso movimento, que só trás coisas boas para o Estado. 
 

Como é o processo criativo de vocês?
Nós realmente fizemos o single em uma farra, em uma madrugada, mas o disco foi bem mais complexo, as vezes o Rafael fazia um riff, mandava pro Matheus via email. Esse devolvia 1 mês depois. Posteriormente íamos para o estúdio e a banda trabalhava. Outra vez o Márcio vinha com um som feito nos anos 90, trabalhávamos, mudava alguma coisa, enfim... era peça por peça. Três anos de trabalho intenso mas muito gratificante. O disco está lindo!!!  
Temos imagens captadas ao vivo, sem muita edição. mas com equipamentos de primeira e claro com a profissional Talyta Magno da B&T Audiovisual que é fera. 

Que tipo de apresentações preferem. Bares? Festivais? Festas particulares? 
Festivais são mais indicados para o nosso som, mas já fizemos vários tipos de shows, e adoramos todos é pura diversão!!

Como tem sido a aceitação do público dentro e fora de Teresina?
Nosso público é maravilhoso, cativo e seguidor. Tocamos no Festival de Inverno em Pedro II em 2012, a praça da Bonelle ficou esperando nosso show até as 3 da manha. Rolou som até amanhecer!!

Agradecemos este espaço do Playlist para divulgar nosso trabalho, muito obrigado Rayldo Pereira. Continue apoiando a cultura e a arte do nosso Estado. Enfim, nosso trabalho está vindo, foi feito com muito amor, muito carinho. Esperamos que curtam bastante!!!
E vamos buscar valorizar e perceber a cena local, ela está ao nosso lado, basta perceber, e sentirá o quanto podemos ser mais orgulhosos da nossa Arte!


O Playlist que agradece o bate-papo e promete sempre acompanhar  e dar destaque ao que é prata da casa! Para saber mais sobre o Maverick 75 e acompanhar as novidades da banda é só curtir a fan page do grupo https://www.facebook.com/Maverick75PI e para acompanhar as novidades da nossa página, dê seu like em nossa Fan Page https://www.facebook.com/playlistcidadeverde.

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Fonte: Cidade Verde

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