terça-feira, 25 de novembro de 2014

Metal Allstars foi marcado por deslizes; mas brasileiros viabilizaram o espetáculo

 
Nesse último sábado, 22, São Paulo foi palco de um mega evento que tem circulado pelas principais capitais estrangeiras: O Metal Allstars, grupo composto por alguns dos principais representantes da cena de rock pesado do mundo.

Os deslizes começaram na última semana: durante a divulgação do evento mais de quinze nomes foram anunciados, porém dias antes do evento a produtora confirmou apenas dez deles. Os nomes cancelados incluíram Chuck Billy (Testament), Joey Belladonna (Anthrax), Cronos (Venom) e Gus G (Ozzy Osbourne). Porém durante o evento houve mais uma baixa e o baterista Carmine Appice também não apareceu, sem nenhum pronunciamento a respeito.

Com isso, tivemos a participação efetiva de apenas nove nomes: Zakk Wylde (Black Label Society, ex-Ozzy Osbourne), Max Cavalera (Cavalera Conspiracy, Soulfly, ex-Sepultura), David Ellefson (Megadeth), Geoff Tate (ex-Queensrÿche), Blasko (Ozzy Osbourne), Kobra Paige (Kobra and the Lotus), Vinny Appice (ex-Black Sabbath e Dio), James LaBrie (Dream Theater) e Ross the Boss (ex-Manowar).

Bem sabemos como a logística e burocracia para a viabilização de tantos nomes deve ser bem complicada de se realizar, porém a frustração de muitos fãs foi enorme! Além dos cancelamentos, outro fator importante também desestimulou a ida de muita gente: o horário. A produtora divulgou os horários de todas apresentações somente alguns dias antes do evento. A banda principal entraria no palco a 1h da manhã e o show teve seu final previsto para às 3h da manhã, horário que impossibilita a volta por meio de transporte público.

A pontualidade no início dos espetáculos foi um dos poucos pontos positivos na organização. Exatamente às 21h30, o Capadocia, banda do ABC, entrou no palco e fez uma excelente apresentação. Talvez por não ser tão conhecida ainda na cena, o público só veio a se empolgar mesmo com as covers de Metallica e Slayer, mas a competência da banda mostrou que foi uma ótima indicação para o início da noite.

A segunda banda a subir no palco foi o Project 46. Já bem conhecidos dentre os novos grupos da cena de metal, os paulistanos esbanjaram carisma e potência, tendo muitos fãs presentes que cantaram todas as músicas e agitaram ao som contagiante do grupo.

A terceira e última banda brasileira a se apresentar foi o veterano Korzus. O show de quase uma hora marcou o lançamento do novo álbum, "Legion". O Korzus fez um excelente show, mostrando que os seus vários anos de experiência somam muita bagagem à banda. De última hora, o repertório do grupo teve que ser alterado, pois o baixista Dick sofrera um acidente dois dias antes do evento e teve que ser substituído às pressas pelo igualmente competente Soldado. Porém, Dick esteve presente acompanhando a banda nos backing vocals.

Quase meia hora depois, o palco foi tomado por David Ellefson, Ross the Boss, Rodrigo Oliveira (Korzus) e a vocalista Kobra Paige. Essa primeira formação confirmou o que já era previsto: com o imenso desfalque de participantes de lineup, a produção convidou músicos de última hora para viabilizar o evento, quase todos brasileiros, dentre os quais estiveram presentes Baffo Neto (Capadocia), Rodrigo Oliveira (Korzus), Rodrigo Simão (Dr. Sin), Kiko Loureiro (Angra) e Felipe Andreoli (Angra), além do não anunciado previamente Bill Hudson (Jon Oliva's Pain).

Kobra Paige iniciou sua apresentação com "Kings of Metal", do Manowar, seguida por "Fear of The Dark", do Iron Maiden, e "Hail and Kill", outra do Manowar. Para o público brasileiro, a vocalista não é muito conhecida, mas em compensação a presença carismática de David Ellefson e as músicas para lá de conhecidas, fizeram o público se empolgar logo nos primeiros minutos do festival. Essa primeira composição terminou com a inserção de última hora de "Symphony of Destruction", do Megadeth, cantada por todos.

A segunda formação contou com Vinny Apice, Geoff Tate e Kiko Loureiro (Angra). Tate entrou com extrema elegância e passou alguns momentos cumprimentando a plateia. Nessa rodada ficaram evidentes alguns erros dos músicos e também do próprio vocalista. Tate cantou "Neon Knights" e "Jet City Woman" e logo anunciou a próxima rodada, saindo rapidamente de cena.

A terceira etapa contou com James LaBrie, Baffo Neto, Felipe Andreoli (Angra), Vinny Appice e Rodrigo Simão (tecladista do Dr. Sin). LaBrie iniciou seu também curto repertório com uma composição de seu trabalho solo, "I Got You" e em seguida a formação contou também com Rodrigo Oliveira do Korzus e Bill Hudson para a faixa "Pull Me Under", do Dream Theater.

A noite começou a ficar mais pesada com o próximo time: Rodrigo Oliveira, Baffo Neto, David Ellefson, Ross the Boss voltaram às suas posições para recepcionar o eterno mestre Max Cavalera, músico mais ovacionado da noite. Com seu habitual carisma, Max fez todos agitarem com "Roots", do Sepultura, seguido por "Eye for an Eye", do Soulfly, e "Ace of Spades", do Motörhead. De longe, essa foi a melhor apresentação da noite.

Em seguida, uma pausa longa de quase meia hora deu uma esfriada no que o time de Max anteriormente havia esquentado. O próximo time a compor o palco foi enxuto: Zakk Wylde, Blasko e Vinny Appice que apresentaram clássicos do Black Sabbath como "Into the Void", "Fairies Wear Boots", "N.I.B.", "Snowblind" e "War Pigs". O repertório foi perfeito, porém o horário já avançado e os longos solos de guitarra de Wylde, já era evidente o cansaço da plateia.

Terminando quase às 4h00 da manhã, o Metal Allstars tinha tudo pra ser um dos melhores shows do ano e um evento histórico para os fãs. Porém, os deslizes deixaram muitos fãs frustrados, que esperavam o que foi anunciado e tiveram diversas surpresas desagradáveis.



Fonte: Território da Musica

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