terça-feira, 21 de outubro de 2014

Scar Symmetry: The Singularity (Phase I - Neohumanity)

Mistura perfeita entre death e o prog sem soar cansativo ou repetitivo.
  
Uma das coisas que sempre me atraiu no rock (e aí inclua todos os subgêneros possíveis) é o fato de ser provavelmente o único estilo musical no qual você ouve artistas e bandas cantando sobre qualquer assunto, desde bebedeiras e brigas de bar até filosofia. Vida, política, religião, mitologias, guerras, história, amor, morte. Tem de tudo.
Tecnologia até é um tema explorado, mas poucos se aprofundam em uma área especifica como é o caso desse novo trabalho do Scar Symmetry, “The Singularity (Phase I)”. Este é o primeiro volume de uma trilogia que trata do trans-humanismo.

Mas afinal, o que é trans-humanismo? Confesso que busquei a definição na nossa amiga Wikipédia: “filosofia que analisa e incentiva o uso da ciência e da tecnologia, especialmente da biotecnologia, da neurotecnologia e da nanotecnologia, para superar as limitações humanas (intelectuais, físicas e psicológicas) e, assim, poder melhorar a própria condição humana”. 

Tudo isso é só para dizer que além de um disco com instrumental muito bom, a banda também se preocupa com o que é cantado nas letras e isso é algo muito louvável. Mas vamos ao que interessa: o som. Neste novo trabalho o Scar Symmetry consegue unir com maestria diferentes estilos. A banda trafega com facilidade entre o power, prog e o death metal, aquele técnico e bem característico da Suécia.
Após a intro “The Shape of Things to Come” o ouvinte já tem uma das melhores faixas do disco, “Neohuman”. O teclado dá o clima futurista que o tema pede, apesar de ser algo bem contemporâneo e não de um futuro distante. Alternância entre os vocais limpos de Lars Palmqvist e os guturais de Roberth Karlsson são constantes nessa faixa e nas seguintes e não posso negar que as partes mais limpas e progressivas são as que mais me agradam. O solo de guitarra também é digno de nota. 

 

Pelas próprias características do som feito pelo Scar Symmetry é difícil pincelar um ou outro trecho das músicas. Elas apresentam muitas variações, além da óbvia mudança entre o prog e o death. O que se destaca em toda a audição é o trabalho de teclado de Per Nilsson, que também é o responsável pelas ótimas guitarras nas músicas. Aliás, o músico dominou o disco executando todo o processo de produção, mixagem e masterização do novo material.
Em faixas como “Limits to Infinity” essa mistura feita pelo Scar Symmetry quase encontra o ponto da perfeição. O mesmo trecho instrumental funciona com os vocais guturais ou com a voz limpa. Mas em outras partes uma pequena mudança, como a adição do teclado, transforma a música completamente.

Ainda merecem atenção no disco pelo menos outras duas faixas, “Cryonic Harvest” e “Neuromancers”. Mas realmente é até injusto citar essa ou aquela faixa. Com este primeiro volume da trilogia o Scar Symmetry conseguiu produzir um álbum muito bom. Resta agora esperar para saber como serão os outros dois volumes. 

Playlist: 

01. The Shape of Things to Come
02. Neohuman
03. Limits to Infinity
04. Cryonic Harvest
05. The Spiral Timeshift
06. Children of the Integrated Circuit
07. Neuromancers
08. Technocalyptic Cybergeddon 


Com informações do Território da Musica

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