quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

The Killers vão marcar presença no Super Bock Super Rock 2013


Dave Keuning (à esquerda) e Mark Stoermer dos The Killer (AP)A presença da banda norte-americana The Killers está confirmada para a edição deste ano do festival Super Bock Super Rock. Formada no ano de 2002 em Las Vegas, a formação é composta por Brandon Flowers, Dave Keuning, Ronnie Vannucci e Mark Stoermer. O primeiro álbum dos The Killers foi lançado em junho de 2004. “Hot Fuss” teve de imediato ótimas críticas e grande reconhecimento do público.



Efterklang, TOY e Manuel Fúria são outras das bandas confirmadas no cartaz do Super Bock Super Rock. Nomes que se juntam aos Arctic Monkeys e Queens Of The Stone Age, que foram desde logo anunciados para o cartaz deste ano.
O Super Bock Super Rock regressa à Herdade do Cabeço da Flauta, no Meco, entre os dias 18 e 20 de julho de 2013.
Os passes para o festival já estão à venda e custam 80 euros até 31 de janeiro. A partir dessa data, passam a custar 90 euros. O bilhete diário custa 48 euros.

Fonte: Sapo

Pará recebe festival 'Grito Rock' em fevereiro

Shows acontecem em Belém e em mais outros 11 municípios paraenses. Festival será nos dias 1º, 2 e 3, em diferentes espaços.no estado..

Os garotos da banda paraense Molho Negro estão entre as atrações do Grito Rock 2013. (Foto: Divulgação) 
Os garotos da banda paraense Molho Negro estão entre as atrações do Grito Rock 2013. (Foto: Divulgação)
No início de fevereiro, Belém receberá o "Grito Rock Mundo", festival realizado em rede e que este ano reúne 300 cidades espalhadas pelo mundo promovendo o evento. Na capital paraense acontece a sétima edição do festival, que irá realizar apresentações musicais em diferentes espaços e diversificando os estilos musicais.
Em Belém, a programação começa na sexta-feira (1º), no Palafita, que terá o coletivo Black Soul Samba apresentando o show de Nelsinho Rodrigues e Juca Culatra. No sábado (2), o Mormaço irá sediar shows de atrações locais como os garotos do All Still Burns, Avens, Navalha, A Valvula, Molho Negro, Idílio, Fora a Parte, Enquadro, The Baudelaires, Warpath, além de bandas convidadas como Anonymous Hate (de Macapá) e Monster Coyote (de Natal). No domingo (3), as ações serão na Casa Fora do Eixo Amazônia, numa parceria do Fora do Eixo com o Coletivo Casa Preta realizando um grande baile de rap, com show de Banca da Coroa (Clã Real ,VN , Aliados MCs), Cronistas da Rua e Bruno BO.

Juca Culatra apresenta o primeiro disco da trilogia que propõe a mistura do brega com o reggae. (Foto: Divulgação) (Foto: Divulgação) 
Juca Culatra faz parceria com o cantor Nelsinho
Rodrigues no show de abertura do festival, em
Belém. (Foto: Divulgação)
Além da capital paraense, o Grito Rock Mundo chega a onze municípios do Pará, entre eles cidades que pela primeira vez realizarão o evento como Canaã dos Carajás, no sudeste paraense, Castanhal e Abaetetuba, municípios da região nordeste do estado.

Outra novidade também são as rotas musicais, que são mini turnês que passam por algumas cidades do interior do estado. Esse ano as rotas serão Carajás, que passa por Marabá, Canaã dos Carajás, Tucurui e Parauapebas, e a Rota do Camarão que passa por Abaetetuba, Castanhal e Bragança.
Serviço: Festival Grito Rock, de 1º a 3 de fevereiro, em Belém e outros 10 municípios paraenses. Sexta (1º), à meia-noite, no Palafita, em Belém, shows de Nelsinho Rodrigues e Juca Culatra com ingressos a R$ 15. Sábado (2), à meia-noite, no Mormaço, com as atrações All Still Burns, Avens, Navalha, A Valvula, Molho Negro, Anonymous Hate (AP), Monster Coyote (RN), Idilio, Fora a Parte, Enquadro, The Baudelaires e Warpath, com ingressos a R$ 10. No domingo (3), na casa Fora do Eixo Amazônia (Rua Aristides Lobo, 292, Campina) a partir da meia-noite, com shows do Banca da Coroa (Clã Real ,VN , Aliados MCs), Cronistas da Rua e Bruno BO, entrada gratuita.

Fonte: G1

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Shows do The Cure são confirmados no Brasil

Depois de meses de especulações, o The Cure finalmente tem shows confirmados no Brasil. A banda se apresenta no País nos dias 04 e 06 de abril, respectivamente no Rio de Janeiro, na HSBC Arena, e em São Paulo, no projeto Live Music Rocks, no Estádio do Morumbi.

Os ingressos para o show no Rio começam a ser vendido dia 19 de fevereiro. Para a capital paulitsa, os ingressos estarão diponíveis um dia antes. A veda será feita pela www.livepass.com.br.

"Estamos delirantemente felizes de finalmente voltar à América do Sul – ficamos afastados por muito tempo! Nossos shows vão ter mais de três horas de duração e podem ter certeza que estamos firmemente decididos a fazer desta turnê a mais memorável de toda a nossa carreira!", disse o vocalista Robert Smith sobre a vinda ao País.

O The Cure tem mais de 35 anos de carreira, 13 álbuns de estúdio lançados e sua formação conta com Robert Smith (voz e guitarra), Jason Cooper (bateria), Roger 'O Donnell (teclado), Simon Gallup (baixo) e Reeves Gabrels (guitarra). 
Fonte: Territorio da Musica

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Megadeth: novo álbum tem partes "sombrias, pesadas e rápidas"

Imagem
O Full Metal Jackie conduziu uma entrevista com Dave Mustaine do MEGADETH, onde ele apresentou sua nova guitarra de dois braços na NAMM deste ano, convenção sobre música e produtos, que aconteceu entre os dias 24-27 de janeiro no Anaheim Convention Center, em Anaheim, Califórnia. Confira o bate-papo abaixo.
"Nós estamos no estúdio trabalhando em um novo álbum", disse Mustaine durante o chat. "Nós temos uma nova gravadora. Já que encerramos com a Roadrunner. Concluímos nosso contrato com eles, onde várias bandas de metal tiveram o luxo de ter um contrato. Algumas geralmente acabam, param ou desistem e coisas assim antes de concluírem um contrato. Mas fomos honrados e terminamos nosso contrato com eles para seguir em frente. Nós temos uma relação fantástica com a nova gravadora que anunciaremos em breve. Temos 11 músicas já gravadas. Queremos que sejam 13, porque você sabe, para versões japonesas e outras edições. Então, estamos quase terminando todo esse material. Estou animado com as músicas".
Ele continuou: "David Ellefson (baixista do Megadeth) é um desses caras que é um tipo de barômetro da banda. Se você me pergunta alguma coisa, você nunca sabe o que vai encontrar, mas quando você pergunta a David Ellefson, parece que ele gosta de ler os ingredientes na parte de trás de qualquer coisa, porque ele é como um atirador de precisão. Ele disse para algumas pessoas outro dia, que as músicas se parecem com o 'Killing Is My Business... and Business Is Good!'. Tem partes sombrias, pesadas e rápidas. Eu não acho que está mais rápido e pesado como 'Killing' é, na minha opinião, mas Junior é um grande barômetro - pode soar mal, mas ele sabe o que está acontecendo."
"A relação da banda agora, estamos todos muito bem, todo mundo está tendo um grande momento. Chris Broderick é um grande guitarrista. Shawn Drover está tocando pra caramba, e Dave e eu estamos nos entendendo muito bem... agora. Estamos animados."
"Nós vamos anunciar o nome do álbum em breve. Estamos disponibilizando pequenos videos de algumas das músicas em nosso site e no site do Dean."
"É um grande momento para a Megadeth".

Fonte: Whiplash.Net

Helloween: Straight Out of Hell

 
Com 30 anos de estrada e muitas mudanças de formação, é admirável como o Helloween continua esbanjando energia e poder de fogo. Obviamente o estilo da banda mudou durante esse tempo, especialmente a partir do final dos anos 1990, com o lançamento de “Better Than Raw”. A melodia ainda continua sendo o fio condutor das músicas, mas pouco a pouco, o Helloween foi ficando mais pesado, sombrio e agressivo. “Straight Out of Hell” é mais um capítulo nessa história.
A diferença é que o repertório aqui é muito mais sólido e interessante do em toda a última leva de lançamentos dos alemães. A produção de Charlie Bauerfeind é bastante equilibrada, dando o mesmo destaque para os riffs cortantes, a cozinha precisa e os vocais de Andi Deris, que faz uma performance irretocável.

Já na abertura temos a longa “Nabatea”, umas das melhores músicas que os alemães fizeram nos últimos tempos. E o repertório, quase sempre em alta velocidade e cheio de bumbo duplo, segue intercalando passagens de power metal bastante distorcidas, com outras mais melódicas. A mistura, por muitas vezes, acaba nos remetendo ao ótimo “Master of the Rings” (1994).


“World of War”, por exemplo, é uma das composições mais pesadas da banda, mas tem uma linha de voz, e especialmente um refrão, que fará qualquer fã abrir um largo sorriso. “Far From the Stars”, “Make Fire Catch Fly” e a faixa-título são outros destaques. Já “Waiting for the Thunder” e “Hold Me in Your Arms” dão espaço para um respiro e, por isso mesmo, estão bem no meio do repertório.

“Straight Out of Hell” traz um Helloween que não parou no tempo, mas ao mesmo tempo não abandonou sua identidade. Quem nunca deixou de ouvir a banda vai se deliciar. Já que não se interessou pelos lançamentos mais recentes precisa dar uma chance a esse trabalho. Vale a pena ainda procurar a edição especial com a boa “Another Shot of Life” de bônus.
01. Nabataea
02. World of War
03. Live Now!
04. Far From the Stars
05. Burning Sun
06. Waiting for the Thunder
07. Hold Me in your Arms
08. Wanna be God
09. Straight out of Hell
10. Asshole
11. Years
12. Make Fire Catch the Fly
Fonte: Territorio da Musica

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Matuto Moderno: 5

 
Qualquer um que ouça dizer que uma banda mistura moda de viola e música caipira com rock pode torcer o nariz. Será que isso funciona? Para o Matuto Moderno funcionou tão bem que o grupo acabou de lançar o quinto álbum da carreira.
Totalmente autoral, o disco nasceu com uma história. Parte triste, parte interessante. Triste porque o grupo perdeu um integrante, o percussionista Mingo Jacob falecido de infarto um dia depois que a banda havia terminado os ensaios do repertório novo e ia começar a gravação. É claro que o luto acompanhou o processo todo.

O interessante do disco, que recebeu o simples título de "5", é que os matutos resolveram se isolar no meio do mato - em uma chácara entre Pedralva e Maria da Fé em Minas Gerais - para poder gravar o álbum ao vivo. Nada de estúdio, nem de cidade. Basta ouvir o disco para saber que o clima favoreceu o resultado.

O lado 'matuto' de "5" fica por conta da viola acústica de Zé Helder e dos vocais dobrados de Helder e Edson Fontes. Sem contar, é claro, as próprias melodias e o sotaque caipira que se ouve em faixas como "Manacá" e "Fulaninha". São as raízes da música caipira resgatadas, bem tratadas e assimiladas.
 Fonte: Territorio da Musica

Symphony X faz única apresentação em São Paulo























A Rádio & TV Corsário traz ao Brasil a banda Symphony X em show único em São Paulo dia 12/abril/2013. De volta ao Brasil após o enorme sucesso de sua passagem anterior eles prometem tocar seus maiores sucessos alem de algumas músicas de seus mais recentes álbuns.
SERVIÇO
Data: 12/abril/2013 (Sexta-feira)
Local: Carioca Club
Rua Cardeal Arcoverde, 2899 - Pinheiros - São Paulo / SP
Fone: (11) 3813-8598 / (11) 3813-4524
Horário: 20 hs
Abertura da Casa: 19 hs


INFORMAÇÕES E VENDA :
Galeria do Rock: Loja Die Hard - Tel: (11) 3331-3978

Venda pela internet e postos fixos:www.ticketbrasil.com.br (a vista ou parcelado)

Bilheteria do Carioca Club
Rua Cardeal Arcoverde, 2899 - Pinheiros
Fone: (11) 3813-8598 / (11) 3813-4524

PREÇOS

Pista Meia Entrada – R$ 90,00
Pista Promocional – R$ 150,00 (antecipado)
Pista Inteira – R$ 180,00

Mezanino Meia Entrada – R$ 180
Mezanino Promocional - R$ 230 (ingressos limitados)

Mais Informações: www.radiocorsario.com.br/symphonyx.html

Capacidade da casa: 1.800 lugares
Duração do show: até 120 min.
Classificação Etária: 14 anos (menores de14 anos acompanhados dos pais ou responsável legal)

Acesso a Deficientes
 Fonte: Universo do Rock

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Guns N’ Roses irá lançar registro de show de Las Vegas em 3D

Guns N' Roses  
Produtora publica vídeo de “Paradise City”, gravado no fim de 2012, parte da apresentação que será levada aos cinemas
O Guns N’ Roses já havia anunciado no Twitter o lançamento de um registro ao vivo de uma das apresentações em Las Vegas, no fim de 2012. E, na manhã desta terça, 22, a produtora Rock Fuel Media publicou que a apresentação será em 3D, com um vídeo de quase oito minutos com Axl e companhia em "Paradise City" (veja o vídeo abaixo).
O grupo, que se apresentou no Rock in Rio 2011, no Rio de Janeiro (leia mais aqui), fez residência no Hard Rock Hotel, com 12 apresentações. Dentre elas, o show do dia 21 de novembro foi o escolhido para se tornar filme em três dimensões.
De acordo com a revista Spin, ainda não há data prevista para o lançamento do trabalho, mas ele passará pelos cinemas e depois pela TV, para então chegar às prateleiras.
Assista abaixo o vídeo de "Paradise City": 
Fonte: Rolling Stones Brasil
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FONE - (86) 3222 8073
 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O adeus a Janis Joplin (DOCUMENTO HISTÓRICO)

Janis Joplin 
Conheça a vida e as circunstâncias da trágica morte da cantora, que completaria 70 anos no ultimo sábado, 19 de janeiro.
 Parte 1
Já eram 18h e Janis Joplin ainda não havia aparecido no Sunset Sound Studios. Paul Rothschild, o produtor da cantora, teve uma sensação estranha e mandou John Cooke, um dos roadies da Full Tilt Boogie Band, até o Landmark Motor Hotel para ver por que ela não estava atendendo ao telefone. "Eu nunca tinha me preocupado com ela antes, apesar de seus atrasos. Normalmente era porque parava para comprar uma calça ou fazer alguma outra coisa de mulher", disse Rothschild. Mas o dia 4 de outubro era um domingo e havia poucos lugares abertos, mesmo em Hollywood. O Landmark é uma construção grande de estuque na Franklin Avenue. Fica perto dos estúdios de gravação no Sunset Boulevard e é próximo aos escritórios das gravadoras e das editoras de música. Um ambiente bem tolerante a algazarras. Era o tipo de lugar de que Janis gostava.

Quando John Cooke chegou lá, eram quase 19h. Ele viu que o carro de Janis estava no estacionamento e que as cortinas do quarto dela, no andar térreo, estavam fechadas. Ela não atendeu a porta quando ele bateu, nem quando ele esmurrou a madeira e berrou. Cooke falou com o gerente, Jack Hagy, que concordou em entrar no quarto. Janis estava estirada entre a cama e a mesa de cabeceira, usando uma camisola curta. Os lábios dela estavam ensanguentados quando eles a viraram, e seu nariz estava quebrado. Ela segurava US$ 4,50 em uma mão.
Cooke chamou um médico e então ligou para o advogado de Janis, Robert Gordon. Ele afirma ter examinado o quarto com muito cuidado, mas sem encontrar qualquer narcótico ou equipamento para o uso de drogas. A polícia foi chamada. Quando os oficiais chegaram, por volta das 21h, também não encontraram drogas nem "apetrechos". Mas disseram aos repórteres que Janis tinha "marcas novas de seringa no braço, entre dez e 14, no braço esquerdo".

Quando o apresentador do telejornal das 23h tinha terminado seu breve relato, telefonemas espalhavam boatos malucos: Janis tinha sido morta por algum sujeito ciumento, por um traficante, até mesmo pela CIA; ela teria acabado com a própria vida por causa de algum homem, porque achava que estava caindo no ostracismo ou porque sempre tinha sido uma pessoa autodestrutiva. Cada nova teoria tinha alguma pessoa "informada" por trás, e cada uma delas era igualmente sem embasamento.
Thomas Noguchi, legista do condado de Los Angeles, não contribuiu em nada para esclarecer a confusão, muito pelo contrário: seu relatório preliminar, emitido na manhã seguinte, dizia que ela "morreu de overdose de drogas", mas não especificava quais drogas - álcool, soníferos ou algo mais pesado.
Gordon tentou rebater muitos dos boatos bizarros e amenizar as manchetes mais loucas, dizendo acreditar que as alusões a drogas não tinham embasamento e que Janis teria morrido de overdose de soníferos, seguida de uma queda da cama. Na terça-feira, no entanto, Noguchi relatou que Janis, que estava com 27 anos, tinha de fato injetado heroína no braço esquerdo várias horas antes de morrer, e que uma overdose a tinha matado. Disse que um inquérito seria instaurado.
Ao serem questionados a respeito dos ferimentos no rosto, policiais afirmaram que tinham eliminado a possibilidade de violência. "Ela podia ter quebrado o nariz ao cair", falou um detetive. A quantia estranha de dinheiro que ela segurava continua sendo um mistério e vai alimentar a imaginação das pessoas que precisam explicar de algum modo a morte dela. No momento, as explicações vão desde "era o troco de um saquinho" - um saquinho de heroína hoje custa uns US$ 15 em Los Angeles - até teorias grotescas sobre "troco para fazer uma ligação de emergência" - apesar do telefone do quarto dela, como acontece na maior parte dos hotéis, não precisar de moedas para funcionar.
 parte 2
 O advogado Gordon disse que Janis o tinha visitado alguns dias antes "para falar de negócios". Ela parecia feliz. Disse que estava pensando em se casar. "Ela também estava muito contente com o álbum", prosseguiu. "Estava na cidade fazia mais ou menos um mês, gravando, entusiasmada com a banda. Ela disse que 'se sentia como uma mulher de verdade'". Quando indagado a respeito dos "negócios" que Janis foi tratar com ele, Gordon respondeu: "É melhor eu falar logo. Ela foi assinar o testamento". Ele enfatizou, no entanto, que não achava que o fato de ela o ter assinado significasse alguma coisa.
Paul Rothschild, produtor da Elektra, mas que também estava produzindo as sessões da Columbia, relatou que Janis estava "emocionada e em êxtase". Disse que conhecia a estrela há muito tempo e que ela parecia "mais feliz e mais ligada do que qualquer pessoa pudesse se lembrar". Ele disse que o álbum estava "80%" pronto. Uma fonte da Columbia, no entanto, informou que as gravações "não estavam andando bem", que estavam "devagar" e que, depois de um mês passando entre oito e dez horas no estúdio, 11 faixas tinham sido editadas e apenas quatro tinham sido consideradas "boas o suficiente". Quando confrontado com essa informação, Rothschild ficou furioso. Ele observou que tinha precisado "brigar com todo mundo na Columbia" ao longo de todas as sessões. Disse que o álbum era o primeiro feito por um produtor "de fora" que a Columbia tinha permitido, e que "o disco podia não estar indo assim tão bem para a Columbia, mas estava para Janis Joplin". Uma fonte da Columbia divulgou o nome de algumas faixas, incluindo "Me and Bobby McGhee", "A Woman Left Lonely", "Ain't Nobody's Business", "Trust in Me", "Cry Baby", "Get It While You Can", "Half Moon" e "Got My Baby". [Nota: O disco acabou sendo lançado em fevereiro de 1971 com o nome Pearl].
A última pessoa que viu Janis viva foi Hagy, o gerente do Landmark. Ele disse à polícia que falou com ela brevemente à 1h da madrugada de domingo, e que ela "parecia animada". Janis tinha terminado uma sessão de gravação por volta das 23h da noite de sábado e foi com vários integrantes da banda ao Barnie's Beanery. John Cooke disse que Janis tomou alguns drinques e então levou o organista de carro para o hotel, deu boa-noite e foi para a cama. Os pais de Janis, logo que chegaram a Los Angeles, preferiram não declarar nada à imprensa. Albert Grossman, o empresário dela, chegou de Nova York e também se recusou a fazer comentários. Mas um porta-voz de seu escritório disse que ele "sentia que ela era uma filha para ele".
Myra Friedman, uma das assessoras de imprensa de Grossman e amiga próxima de Janis, disse que a imagem que ela cultivava, de ser do tipo de pessoa que aproveita tudo enquanto pode, não era exata: "Acho que Janis sabia que ela não era assim. Talvez uma parte dela acreditasse nisso, mas acho que a parte mais honesta não acreditava. Ela não era conservadora - isso é ridículo -, mas tinha muitas necessidades que simplesmente eram iguais às de qualquer outra pessoa. Ela aceitava diferentes tipos de pessoas".
O promotor de shows Bill Graham, falando de São Francisco, negou as "conexões" que inevitavelmente estavam sendo feitas entre a morte de Hendrix e Joplin: "Nenhuma. Hendrix foi um acidente - e Janis, ninguém sabe ainda. Tenho certeza de que alguém deve estar jogando I Ching ou olhando para um mapa ou para as estrelas e dizendo: 'Eu sabia, eu sabia'. Só falo isso porque sei que muita gente vai ficar procurando razão e lógica - não significa que aquele homem tinha que partir, que aquela coisa tinha que acontecer, não estava escrito em lugar nenhum. Se, hipoteticamente a morte de Jimi e Janis for o resultado de heroína, a ironia é que isso pode surtir um efeito positivo. Muitos jovens poderão largar a droga. Eu gostaria de pensar que algumas das pessoas que fizeram sucesso vão começar a avaliar se elas controlam o sucesso ou se são controladas por ele. Quanto a Janis, acho que ela nunca soube lidar com isso".
Em Nova York, Clive Davis, presidente da gravadora Columbia, disse que, para ele, Janis "personificava de maneira única o rock em espírito, talento e personalidade. Janis e a música contemporânea dispararam juntas de Monterey em 1967 e eu tive a sorte de estar lá. Vou sempre ser pessoalmente agradecido a ela porque Janis, mais do que qualquer outra pessoa em Monterey, fez com que eu tomasse plena consciência da direção nova e futura da música, e me animasse com ela".
No dia seguinte à morte de Janis, os escritórios da Columbia em Nova York estavam com a mesma aparência de sempre, com a exceção de que uma fornada do último álbum dela, I Got Dem Ol Kozmic Blues Again, Mama! tinha chegado do escritório de Grossman. A Columbia tinha ficado sem discos.
 Parte 3
 No escritório de Grossman, todo mundo parecia tristonho. "Janis entrava correndo, dando risada, e perturbava tudo toda vez que vinha a Nova York", um funcionário lembrou. Alguém começava a contar uma coisa engraçada ou iniciar uma história, mas a coisa não ia para a frente.
Na quarta-feira, dia 7 de outubro, o corpo de Janis Joplin foi cremado, de acordo com a vontade dela. Um serviço religioso privado foi organizado para os parentes mais próximos - os pais, o irmão e a irmã, as tias, os tios e os primos. O local não foi revelado.
De acordo com o advogado Robert Gordon, os pais primeiro quiseram levar o corpo de volta a Port Arthur para o enterro, mas depois concordaram com o desejo da filha. Gordon disse que as cinzas de Janis seriam lançadas ao mar em Marin County, em uma data ainda a ser determinada.
Janis Joplin nasceu no dia 19 de janeiro de 1943, a mais velha de três filhos, em Port Arthur, Texas, uma cidade de média para pequena com 60 mil habitantes, localizada a aproximadamente 25 quilômetros da fronteira com Louisana. O pai dela, Seth, tinha sido funcionário da Texas Canning Company e depois foi trabalhar na Texaco. A mãe, Dorothy, trabalhava na secretaria da Port Arthur College, uma faculdade de administração. Ela tem uma irmã mais nova, que estuda na faculdade Lamar Tech, em Austin, e um irmão, Michael. Muita gente em Port Arthur trabalha no setor de refinaria de petróleo em algum nível, e a cidade é de renda média e de classe média. Geralmente tem o ar enfumaçado e quente. Janis detestava o lugar.
Os primeiros interesses dela foram pintura e poesia. Ela fez um pouco dos dois, mas, aos 17 anos, envolveu-se com o country blues de Leadbelly e depois com a música de Bessie Smith. Janis conseguiu LPs dos dois artistas e os tocava um atrás do outro, tentando cantar junto. Daí fugiu.
Passou temporadas em Austin, Houston, Venice Beach e São Francisco, cantando e trabalhando em várias coisas diferentes. Às vezes, recolhia cheques do seguro-desemprego. Seu primeiro registro de ter estado em São Francisco é de 1962, mas Ken Threadgill, um músico folk das antigas do Texas, lembra-se de a ter visto em Austin em 1961. Ele alega que ela tinha acabado de ser liberada de um hospital em São Francisco, onde fez tratamento contra drogas. Isso a colocaria na Califórnia algum tempo antes do aniversário de 19 anos. Threadgill tinha convertido um posto de gasolina em um bar que apresentava música country das antigas, interpretada por artistas jovens e velhos. Outra cantora nova, Juie Joyce, que tinha trabalhado no Threadgill's, viu Janis com uma banda de bluegrass com quem ela tocava ocasionalmente, sentada na rua em Austin. Janis estava com uma auto-harpa.
Threadgill recordou: "Para falar a verdade, ela não se deu muito bem por aqui. Ela cantava o bluegrass de uma forma estridente e aguda. No final, apareceu alguém que a colocou no circuito dos cafés e pronto".
De volta a Port Arthur, ela tentou imitar Odetta em uma festa e o novo som que emitiu assustou até a ela própria. Mas continuou a segurar o vocal, interpretando canções ao estilo de Bessie Smith em bares e clubes de folk, até a primeira vez em que trabalhou com o pessoal da Big Brother and the Holding Company. Janis disse às pessoas que entrou e saiu de faculdades ao longo dos anos seguintes, mas com toda a certeza estava em São Francisco em 1966. Chet Helms, que na época gerenciava uma casa de músicos em Haight-Ashbury, escutou a voz dela e gostou. Sam Andrew, Peter Albin, James Gurley e Dave Getz, membros da Big Brother and the Holding Company, estavam sempre ao redor da casa de Helms em Haight-Ashbury desde 1965.
Andrews falou: "Quando conheci Peter Albin, ele tinha na cabeça a ideia estranha de montar um grupo de rock que falasse a língua dos filhos da nação. Antes de Janis, a coisa era mais experimental. Peter cantava a maior parte das músicas, e, quando Janis chegou, ele ensinou as canções a ela. Nós queríamos mais de um vocalista na banda, como acontecia no Jefferson Airplane. Mas a maior parte de nós só pensava em ter alguém que fosse realmente bom. Chet era o nosso empresário e disse: 'Conheço uma mulher ótima'. Janis já tinha estado em São Francisco e tinha entrado em pânico: ela achou que não chegaria a lugar nenhum e voltou para o Texas. Então Chet foi lá e falou para ela sobre a cena, e ela e Travis Rivers vieram. Então nós nos mudamos para Lagunitas e adotamos a vida no campo, e foi um processo de crescimento coletivo. Janis foi um catalisador, ela juntava as pessoas".
Janis falou em 1968: "Chet me disse que a Big Brother estava atrás de uma vocalista, então achei que podia tentar. Não sei o que aconteceu. Eu simplesmente explodi. Mas não dá para cantar assim na frente de uma banda de rock, com todo aquele ritmo e aquele volume rolando. Você tem que cantar alto e se mexer feito uma louca com tudo aquilo que está acontecendo atrás de você. Aconteceu na primeira vez, mas daí eu me liguei em Otis Redding, e simplesmente entrei naquilo mais do que nunca. Agora, não sei mais cantar de nenhum outro jeito. Tentei me acalmar e não gritar, e saí me sentindo um nada".
 Parte 4
Janis e o big brother - sam e jim nas guitarras, Peter no baixo e Dave na bateria - tocavam no Avalon com regularidade e em outras casas pequenas na Bay Area. Estavam construindo uma reputação junto aos frequentadores do Fillmore. Janis tinha voltado a morar na cidade, em um apartamento de segundo piso perto do Buena Vista Park, no mesmo quarteirão que Peter Albin. Country Joe McDonald saiu com ela um tempo. Daí a Big Brother recebeu uma oferta para gravar. O selo era o Mainstream, uma pequena empresa de Chicago, e Sam Andrews até hoje se lembra do episódio como "um desastre": "Um tal de Bob Shad estava nos pressionando - era um louco sem noção de Nova York. Marcaram uma audição na antiga mansão Spreckels. Quiseram nos contratar na ocasião, e Chet disse 'não'. Alguns meses depois, nós nos livramos de Chet. Então fomos para Chicago e assinamos, porque parecia encantador. Éramos garotos ingênuos. Estávamos em Chicago e a coisa foi pesada para o nosso lado; o clube estava nos queimando e lá estava aquele sujeito falando para a gente ir para o estúdio amanhã, assinar e dispensar o advogado e estava tudo bem - e era o advogado dele. Acho que nós todos queríamos fazer aquilo. Pedimos US$ 1 mil para ele e ele disse não. Dissemos então, US$ 500? Ele disse não. Bom, será que dá para pagar o avião para a gente voltar para casa? Ele disse que não ia dar nada, e até hoje não ganhamos nem um centavo daquele álbum [Big Brother and the Holding Company]. Voltamos e estava tudo bem em São Francisco, pelo menos tínhamos alguns shows pequenos..."
Em junho de 1967, aconteceu o Monterey International Pop Festival. O álbum de estreia da banda ainda não tinha sido lançado. Janis e Jimi Hendrix receberam elogios rasgados e a reação do público foi incrível. De repente, o álbum do Big Brother estava nas ruas. Clive Davis, presidente da Columbia Records, estava na plateia e gostou do que viu e ouviu. O empresário Albert Grossman, que pretendia aglutinar vários grupos de rock dos Estados Unidos, ficou interessado. Monterey foi a grande chance para a Big Brother, o início dos tempos de fartura. A banda assinou com Albert Grossman em janeiro de 1968.
Bill Graham, lembrando-se de Janis com sua banda original, disse: "Assim como todo mundo, eu fiquei muito impressionado com aquele som louco e rouco que saía de Janis. Ela idolatrava Otis Redding. Mas não acho que Janis tentasse ser negra. Ela era uma jovem vinda do Texas que tinha rodado por São Francisco. Ela cantava blues de um jeito próprio. Um grande talento, criativo e original. Eu me lembro de uma vez no Fillmore de São Francisco, ela estava com um resfriado de matar, e levou bebida alcoólica e chá para o palco. Ela me pegou e disse: 'Bill, estou muito preocupada. Espero que eles gostem de mim, estou na minha cidade, você acha que vai ficar tudo bem?' A verdade é que Janis era uma daquelas pessoas que não tinham como errar aqui".
Em abril de 1968, Janis e banda estavam em Nova York para gravar Cheap Thrills para a Columbia. A banda tinha tocado no Anderson Theater na 2nd Avenue no mês de fevereiro, na frente do lugar que na época era conhecido como Village Theatre - mas, com a chegada do som de São Francisco a Nova York, o nome mudaria para Fillmore East. Kip Cohen, que trabalhava para Bill Graham, disse: "Não há dúvida de que ela já era uma grande estrela naquela época. A Big Brother era uma banda confusa, não muito boa, mas todo mundo adorava porque era Janis e pura São Francisco".
A banda Big Brother teve alguns problemas no estúdio. Janis informou que Nova York tinha deixado todo mundo agressivo. "Em São Francisco é diferente", ela declarou para o jornalista Nat Hentoff do The New York Times. "Não estou dizendo que é perfeito, mas as bandas de rock lá não começaram porque queriam fazer sucesso. Elas gostavam de se chapar e tocar para as pessoas dançarem. Nós precisamos aprender a controlar o sucesso."
Cheap Thrills, contendo várias marcas registradas de Janis - "Ball and Chain", "Piece of My Heart" etc. - saiu em setembro de 1968 e faturou milhões. Mas, em novembro, os boatos da dissolução do Big Brother já não podiam mais ser ignorados. Janis fez seu último show com o grupo no dia 1º de dezembro no Family Dog. Ela já tinha começado a ensaiar com uma banda nova, que era chamada por vários nomes: Kozmic Blues Band, The Janis Revue e Main Squeeze, e as histórias ruins de sempre começaram a circular. Dois dias depois da morte de Janis, Peter Albin se lembrou de como eram as coisas: "Foi em Nova York que ela tomou a decisão de se separar. Havia muitos shows em que todos nós nos sentíamos mal. Ela fazia a parte dela com uma certa dose de autoconfiança. Mas o novo tipo de performance de Janis já não tinha mais a ver com o resto da banda. Eu diria que era uma viagem de estrela, em que ela se relacionava com o público como se fosse a única em cima do palco e que não tinha absolutamente nada a ver com a gente".
Sam Andrew, que acompanhou Janis em sua segunda banda, disse que ela lutou contra a separação durante muito tempo: "Desde o começo as pessoas falavam que ela era melhor do que a Big Brother. Daí, a coisa ficou bem intensa durante uns seis meses. Grossman estava pegando pesado para cima dela. Uma noite, no Winterland - não sei, uns dois caras da banda estavam passando mal ou algo assim, mas depois ela disse: 'Cara, eu vou lá e dou duro, e esses sujeitos não estão se esforçando'. Foi naquela noite; foi quando eu reparei na mudança. E também era o ano do soul - o ano em que todo mundo estava curtindo música com metais e coisas assim. Era bem natural. Já fazia um bom tempo que nós estávamos esperando a separação acontecer".
Parte 5 
 Desde o início a Kozmic Blues Band teve dificuldades. Isso ficou evidente em um show no Memphis Mid-South Coliseum. A ocasião era a festa anual Memphis Sound, coordenada pelo presidente da Stax Records, Jimi Stewart. Entre os artistas estavam os Bar-Keys (a antiga banda de Otis Redding), Albert King, os Mad Lads, Judy Clay, Carla e Rufus Thomas, Eddie Floyd e Janis. Eram todos músicos da cena de soul de Memphis acostumados aos flashes e ao show-biz. A banda de Janis parecia deslocada, afinando os instrumentos e fazendo ajustes intermináveis. Metade da plateia não fazia a menor ideia de quem ela era e o restante, composto de adolescentes brancos, nunca a tinha ouvido cantar nada além de "Ball and Chain" e "Piece of My Heart".
Janis abriu com "Raise Your Hand" e seguiu com "To Love Somebody", dos Bee Gees. Quase ninguém aplaudiu. Não houve bis. Nos bastidores, a banda estava em estado de choque. Disseram a ela repetidas vezes que ela tinha cantado bem e que o resto estava fora de seu controle, mas ela não queria consolo.
A performance de Janis no Fillmore East nos dias 11 e 12 de fevereiro de 1969 foi o maior acontecimento do rock da Costa Leste naquela época do ano, e a imprensa estava a postos, ao lado de legiões de fãs. A primeira música foi recebida apenas de maneira adequada. Mas as coisas melhoraram quando Janis cantou o antigo sucesso dos Chantells, "Maybe", e "Summertime", do álbum Cheap Thrills. O cabelo da cantora esvoaçava e seus dedos longos estavam brancos de agarrar o microfone com tanta força. "To Love Somebody" ficou exagerada, assim como a nova canção "Jazz for the Jack-Off s". A distância entre cantora e banda nunca tinha sido mais aparente. Mas ela fechou com bastante força, com uma música de Gravenites que na época era nova, "Work Me Lord".
Posteriormente, em uma entrevista, Janis ficava interrompendo as perguntas do repórter com suas próprias interjeições: "Ei, eu nunca cantei tão bem! Você não acha que eu estou cantando melhor? Bom, Jesus, caralho, eu estou melhor mesmo, pode acreditar".
Em março de 1969, as coisas não tinham melhorado. Dizia-se que Grossman estava pedindo quantias astronômicas de dinheiro por uma apresentação de Joplin. Em sua coluna de 24 de março no San Francisco Chronicle, Ralph J. Gleason escreveu: "Era quase impossível acreditar, mas o fato é que, na primeira apresentação dela com seu próprio grupo, depois de toda a divulgação nacional e de todas as vendas tremendas de seu álbum com a Big Brother and the Holding Company, o público da noite de estreia dela no Winterland não fez com que ela voltasse para o bis. A banda nova dela é uma porcaria. Eles até tocam direitinho, mas são uma versão pálida das bandas de rhythm & blues de Memphis/Detroit. Janis, apesar de estar com boa voz, mais parece empenhada em se transformar em Aretha Franklin. O melhor foram as músicas que ficaram mais parecidas com as da Big Brother. Seria melhor se Janis acabasse com essa banda e voltasse para ser integrante da Big Brother - isso se eles a aceitarem".
Em agosto, Janis fez uma ótima apresentação no Atlantic City Pop Festival em New Jersey. Em novembro, o álbum I Got Dem Ol' Kozmic Blues Again Mama! foi lançado e recebeu críticas favoráveis. Os excessos vocais pareciam estar sob controle, e o material - "Maybe", "Try (Just a Little Bit Harder)", "Little Girl Blue", "Kozmic Blues" - foi considerado "melhor".
A derradeira apresentação de Janis com a Kozmic Blues Band aconteceu no Madison Square Garden, em Nova York, no dia 29 de dezembro de 1969. Clive Davis deu uma festa elegante para ela em seu apartamento em Central Park West e Bob Dylan, um de seus antigos ídolos, apareceu por lá.
No dia 20 de março de 1970 ela estava no Brasil e anunciou, de um hotel no Rio de Janeiro, que "vou para a floresta com um beatnik que parece um urso chamado David Niehaus. Finalmente me lembrei de que não preciso passar 12 meses por ano em cima do palco. Resolvi ir curtir algumas outras 'selvas' por umas duas semanas". Janis conheceu Niehaus no Rio, para onde tinha viajado como parte de suas férias de três meses. Quando voltou, fez duas tatuagens, uma no pulso e uma em cima do coração. "Uma coisinha para os garotos", disse.
Em meados de abril, Janis se apresentou com uma versão reformada da Big Brother and the Holding Company no Fillmore West. Nick Gravenites tinha se juntado aos antigos integrantes; Sam Andrew também estava de volta. Ela cantou todas as suas velhas canções, até mesmo "Easy Rider", do álbum da Mainstream, e "Cuckoo", de Cheap Thrills. "Realmente, estamos dragando o passado para vocês, pessoal", Janis brincou. Tecnicamente a banda estava muito melhor, mas, como acontecia no passado, era Janis que o público queria.
Parte 6 (FINAL)
No dia 12 de junho, ela e seu novo grupo, a Full Tilt Boogie Band, estrearam no Freedom Hall em Louisville, Kentucky. Só havia 4 mil presentes no monstruoso estádio fechado, mas o show foi um arraso. Assim que Janis deu início a "Try", a plateia começou a dançar e a berrar. "Eu permito que eles dancem", ela disse a um segurança brutamontes que tentava reprimir o público.
Todo mundo que os assistiu concordou que Janis finalmente tinha reunido uma banda com capacidade de sustentá-la, capaz de fornecer o empurrão de que ela acreditava precisar. O último show dela com seus novos músicos foi no Harvard Stadium no dia 12 de agosto, em frente a 40 mil pessoas. Depois disso, tanto Janis como a banda se reuniram em um estúdio de gravação em Los Angeles.
A última aparição pública de Janis Joplin foi em setembro. Ela apareceu em Port Arthur, no Texas, para a reunião de comemoração do 10º ano de formatura da turma de 1960 da Jefferson High School. A cantora usava penas azuis e cor-de-rosa esvoaçantes no cabelo, um vestido de cetim e veludo roxo e branco com bordados dourados, calçava sandálias e tinha as unhas dos pés pintadas, além de usar anéis e pulseiras suficientes para enfeitar uma prostituta da Babilônia.
Janis e seus acompanhantes foram para o Petroleum Room esfarrapado do Goodhue Hotel e tomaram conta do bar. Quando ela pediu uma vodca (ela passou a tomar gim e vodca em vez de Southern Comfort há cerca de um ano), o atendente do bar disse que só tinha bourbon e scotch. "Meu Deus", ela disse. "Alguém saia para comprar uma garrafa de vodca." Port Arthur nunca tinha visto uma pessoa como ela.
Confira o som da Janis Joplin:
Fonte: Rolling Stones Brasil
Edição: Gabriel Hammer

domingo, 20 de janeiro de 2013

Ozzy Osbourne se queima em incêndio doméstico

 
O vocalista Ozzy Osbourne se queimou num pequeno incêndio doméstico iniciado por sua esposa, Sharon Osbourne, na mansão do casal em Beverly Hills (EUA) na madrugada da quinta-feira, 17 de janeiro.

Sharon deixou uma vela acesa durante a noite e o calor da vela explodiu um vaso de vidro. O fogo se espalhou por toda a sala. A mulher de Ozzy contou a um canal de TV norte-americano que ouviu um barulho às cinco da madrugada e pensou se tratar da empregada que poderia ter derrubado algo. Poucos minutos depois ela sentia o cheiro da fumaça. A sala de estar estava em chamas. Na casa estavam só o casal e os cães.

O casal tentou conter o fogo e Ozzy acabou se queimando - os cabelos e uma das sombrancelhas se queimaram. Sharon contou na entrevista que eles foram 'uns idiotas" e pareciam "os três patetas". Os bombeiros controlaram o fogo e ainda deram uma bronca no casal.
Fonte: Territorio da Musica

sábado, 19 de janeiro de 2013

SABADO É DIA DE IR AS COMPRAS NA ANTRO

TODOAS AS NOVIDADES COM A TRADIÇÃO QUE VOCÊ JÁ CONHECE



TUDO ISSO E MUITO MAIS SÓ NA ANTRO DO ROCK

The Strokes lançará álbum novo em 2013

 
A banda The Strokes lançará um novo álbum neste ano, dois anos depois do disco “Angles”. O novo trabalho de estúdio, quinto da carreira, ainda não tem nome, mas seu primeiro ‘single’ se chama "All The Time".
De acordo com o site The Hollywood Reporter, o título da faixa foi antecipado pela rádio The End, de Seattle que, na noite de quarta-feira (16), revelou que teve acesso ao ovo ‘single’ da banda graças à gravadora dos Strokes, a RCA Records.

Especulações em 2012 já adiantavam que a banda estaria trabalhando novamente com o produtor Gus Oberg neste seu quinto álbum. Oberg produziu algumas faixas de “Angles”, o quarto disco do Strokes, de 2011, e também o álbum do guitarrista Albert Hammond Jr., “Como Te Llama?”, de 2008.

"Nós teremos que 'vazar' a música logo. Você não ficará desapontado...", dizia uma postagem no Facebook da rádio americana. Ainda não há previsão para o lançamento do 'single.  
Fonte: Territorio da Musica

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Os piores shows do Nirvana. E também os melhores

Nirvana 
Em 16 de janeiro de 1993, o Nirvana fez o primeiro de dois shows em solo brasileiro – foi em São Paulo, no festival Hollywood Rock, ao lado do L7 (que tocou no mesmo dia), Red Hot Chili Peppers e Alice in Chains (que se apresentaram no dia anterior).

O show paulistano, no Estádio do Morumbi, e o que ocorreu na semana seguinte, na Praça da Apoteose (no Rio de Janeiro, em 23 de janeiro) bastaram para confirmar ao planeta os problemas que esfacelariam o Nirvana e culminariam na morte de Kurt Cobain, 15 meses depois. A apresentação de São Paulo, em especial, se revelou a mais absurda da curta história do trio – momentos tensos, imprevisíveis e em marcha lenta de hits irreconhecíveis, equipamentos destruídos, instrumentos trocados e covers desleixadas. Metade do público debandou antes do desfecho. Assista a trechos abaixo:
 
Na época, o então baterista Dave Grohl comentou que teria sido o pior show da história do Nirvana. Quase vinte anos depois, a impressão que ficou é ligeiramente diferente. Na entrevista que concedeu à Rolling Stone Brasil no ano passado, antes da vinda do Foo Fighters ao festival Lollapalooza, Grohl relembrou o contexto daquelas apresentações e explicou as motivações do trio por trás daqueles shows caóticos, descompromissados e inesquecíveis. Leia e escute um trecho da entrevista logo abaixo, na seção Multimídia.
Falando sobre memórias: a primeira vez em que você esteve no Brasil foi para aqueles dois shows em 1993. Eu estive no primeiro, em São Paulo, e só lembro que foi uma insanidade do começo ao fim. Não sei se você se recorda de algo específico dessa noite ou do próprio país.
Lembranças especiais... [pensa] Bem, aqueles shows foram malucos. Era um tempo bem estranho para a banda. Eu acho que houve três fases para o Nirvana. Houve a primeira, antes de eu entrar na banda, quando eles eram apenas um simples grupo de três caras lutando para chegar de uma cidade a outra, vivendo o sonho da banda na estrada, mas lutando para se firmar. Daí, houve a fase seguinte, que é a época do Nevermind. A primeira metade da fase do Nevermind foi a experiência ideal para qualquer banda nova. Nós fomos do ponto em que viajávamos em uma van e ficávamos empolgados pra valer ao ver o público crescendo até a hora em que vimos o disco explodindo e percebemos: “Uau, eu posso comprar meu próprio apartamento! Eu consigo pagar três refeições por dia em vez de só uma!” Entende? Pequenas mudanças na vida como essas. Então, a fase seguinte foi a reação à explosão e a ressaca que veio com isso. Foi quando as coisas ficaram difíceis. A gente queria fazer parte de uma banda popular, mas acho que não esperávamos que se tornaria tão popular. Quando fomos ao Brasil, acho que foi o maior público para o qual tocamos até aquele momento. Em todos os tempos. Não sei, não me lembro quantas pessoas haviam lá.

Dizem que havia mais de 100 mil pessoas no show de São Paulo.
Sabe uma criança usando os sapatos dos pais? É bonitinho quando uma menina de 3 anos coloca um par de sapatos de salto. “Olha, que gracinha, ela com o sapato da mamãe.” Mas eles não servem. Ela tropeça, fica esquisito. E, de certa forma, era mais ou menos desse jeito quando fomos ao Brasil. Ao mesmo tempo, era como se alguém tivesse nos dado as chaves do castelo e dissesse: “Ok, podem fazer o que quiserem!” E nós: “Sério? Podemos mesmo fazer o que a gente quiser no estádio esta noite?” E daí, se tornou o show mais maluco que você já viu em toda a sua vida. Porque nós nunca pensamos que chegaríamos lá.
Fonte: Rolling Stones Brasil

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A BANDA BURNING BRAINS THE BAND FOI CONSAGRADA PELOS FANS DO SITE REVERBNATION.COM, COMO A BANDA NUMERO 1 DE ROCK DE BELÉM.

  
BANDA BURNING BRAINS THE BAND

Em 2005, surgiu uma ideia de por em prática, um sonho que começou aos 18 anos de idade, e que só depois de 35 anos, este sonho se tornaria realidade. Nascia assim a Banda BURNING BRAINS THE BAND, com músicas autorais e arranjos que trazem de volta o bom hard rock. Com o trabalho da banda, shows e entrevistas em rádios e tvs, conseguiram atingir variados públicos no nosso país e fora do país, e a meta da banda, portanto é atingir o restante do mundo. A banda original formada em 2005, e como a maioria das novas bandas, tiveram vários músicos que representaram a banda, mas que, com o passar do tempo, foram substituidos para dar lugar aos músicos oficiais da banda. A banda Burning Brains The Band, mistura rock and roll clássico com o heavy metal e, ocasionalmente, baladas românticas com influências de bandas como Def Leppard, Dokken, Keel, Wasp, AC / DC, Ozzy Osbourne e Judas Priest, Kiss. Tiveram a oportunidade de fazerem abertura de shows no Brasil, de bandas como Angra e Dr. Sin. Foram destaque na TV Cultura, Rádio Cultura, a Heavy Weight programa de rádio e de vários outros Festivais realizados em diversos lugares . Haviam sempre opiniões favoráveis em vários jornais sobre o trabalho da banda, e como consequência a base de fãs estavam continuamente se expandido e se tornavam cada vez mais exigentes, foi então, que os membros fundadores, Antonio Augusto Cesar Junior (vocalista Jr. Thunder ) e o guitarrista / produtor Nelson Torres, resolveram reescrever e regravar todos as canções da Burning Brains The Band, tendo ao seu lado, Alcyete Caracciolo (esposa de Antonio) que empresta seu talento como letrista e co-roteirista para o projeto. Os trabalhos anteriores foram re-gravados, projetados e produzido por Nelson Torres. O cd Amazon´s on Fire esta pronto e poder ser checado no site http://www.myspace.com/535416394. Burning Brains The Band line-up, é formado de Jr. Thunder- Vocal, Jhonny- Guitar, Alexandre- Bass, Jeans- Drums, Acyr Regys- Guitar. Confiram o novo trabalho da banda Burning Brains The Band www.myspace.com/535416394, www.reverbnation.com/burningbrainstheband.


A banda juntou-se a Kenneth Long e Geri da Long Longshot Productions no Canadá, para criarem uma série de videos, conceituais para ajudar a promover as novas gravações da banda, com grande sucesso. Todos os videos produzidos pela Longshot Productions para a banda, podem ser vistos na seção MySpace Videos Burning Brains The Band. http://blogs.myspace.com/index.cfm?fuseaction=blog.view&friendId=513092855&blogId=524786919

 
Atualmente a banda procura novos músicos profissionais para fazer parte do Line up da Burning Brains The Band, com disponibilidade de tempo para ensaios e possíveis viagens.
Esta foi a declaração . Thunder .



CONFIRA ABAIXO OS LINKS DOS VÍDEOS PRODUZIDOS PELA LONGSHOTPLRODUCTIONS CANADÁ.




Fonte: Oficial da banda
Edição: Gabriel Hammer

Adele recebe Globo de Ouro de Melhor Canção por "Skyfall"

 
Adele ganhou o Globo de Ouro de Melhor Canção Original por “Skyfall”, tema do filme “007: Operação Skyfall”, neste domingo (13). A canção, que marca o 23º filme do agente 007, era uma das favoritas na categoria.

A cantora britânica agradeceu o prêmio e se declarou surpresa com a escolha, apesar do favoritismo. "Sinceramente, eu saí para curtir uma noite com a minha amiga - somos novas mães. Eu não estava esperando por isso. Muito obrigada!", agradeceu Adele, que deu à luz seu primeiro filho em outubro passado.

Gravada nos estúdios Abbey Road, a faixa “Skyfall” foi composta e produzida em parceria com Paul Epworth (que trabalhou com a cantora no álbum “21”) e conta com uma orquestra de 77 membros.

Adele levou o Globo de Ouro, batendo nomes da música, como Jon Bon Jovi, que concorria com a canção "Not Running Anymore", de "Amigos Inseparáveis", e Taylor Swift, com "Safe & Sound", do filme "Jogos Vorazes".
Fonte: Território da Musica

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O líder do Led Zeppelin avalia a trajetória épica da banda com o final repentino e trágico – e a sombra que isso ainda projeta sobre a vida dele

Jimmy Page 
Você lê abaixo um trecho da materia de capa da edição de janeiro/2013 da Rolling Stone Brasil, nas bancas a partir do dia 8.
Ele está parado, calmo e sorridente na calçada, na frente de seu escritório em Londres. Jimmy Page, o guitarrista do Led Zeppelin, está tomando um ar em um intervalo na entrevista mais longa que já deu para a Rolling Stone – mais de oito horas ao longo de dois dias. Page também reflete sobre uma questão que veio à tona várias vezes: o que ele pensa hoje de todo o caos e dos excessos – as drogas, bebidas, os quartos de hotel destruídos e até coisas piores pelas quais o Zeppelin era notório na década de 70. “Alguém estaria interessado em toda a lama se a música não existisse?”, Page diz, sem parar de sorrir, quando menciono a famosa história nunca totalmente comprovada envolvendo uma moça, um peixe e um hotel de beira de estrada em Seattle, em 1969. “Todo o resto era atração paralela. Faz parte da história. Mas não haveria história sem o trabalho que dedicamos às músicas, sem os shows. Sem isso, ninguém iria se incomodar com as outras coisas.”
O guitarrista, hoje com 69 anos, fala algumas semanas antes do lançamento de Celebration Day, filme e álbum sobre o show de reencontro do Led Zeppelin em 2007 em Londres, na Arena O2. A apresentação foi a primeira da banda com duração completa desde 1980, quando o grupo se separou, depois da morte do baterista John Bonham. Na O2, os integrantes sobreviventes – Page, o vocalista Robert Plant e o baixista John Paul Jones – foram acompanhados, com brilhantismo, por Jason, filho de Bonham, na bateria.
Para Page, em diversos aspectos o Zeppelin nunca acabou. Ele deu início ao grupo, no fim do verão de 1968, com uma visão sem precedentes: um novo rock pesado construído a partir de raízes dos anos 50, folk e psicodelia, carregado por riffs de guitarra esmagadores e hipnóticos – e produziu oito clássicos álbuns de estúdio. Desde que terminou, o Zeppelin permanece como uma das maiores bandas de rock de todos os tempos – já venderam 300 milhões de álbuns. Page continua sendo o baluarte reinante da obra da banda, responsável pela supervisão de relançamentos do catálogo e novos lançamentos de arquivo, como o DVD Led Zeppelin (2003). Agora prepara, para 2013, edições de luxo dos álbuns originais. Nelas, Page promete “um monte de emoções sonoras e visuais”.
Na comparação com Plant, dono de uma carreira solo longa e produtiva, Page produziu música nova em arroubos incertos: a trilha sonora de Desejo de Matar 2 (1982); o álbum solo Outrider(1988); além de colaborações ocasionais com Plant, Paul Rodgers (The Firm) e David Coverdale, e com a banda norte-americana Black Crowes. Quando pergunto se ele sente falta do clímax criativo que teve com o Zeppelin na década de 70, Page responde: “Não no nível que as pessoas devem achar”. Ele sente que seu trabalho principal hoje é atuar como guardião do legado do Zeppelin. “Era importante fazer isso”, ele insiste. “E acabou se comprovando como a decisão certa.”
James Patrick Page nasceu no dia 9 de Janeiro de 1944. Filho único, foi criado em Epsom, uma cidadezinha a sudoeste de Londres, e logo se revelou um prodígio da guitarra. Na adolescência, excursionava com o grupo Neil Christian and the Crusaders. Logo, passou a ser o mais novo e mais ocupado músico de estúdio de Londres, tocando em discos de bandas como The Who, The Kinks, Them e Donovan, antes de largar tudo em 1966 para se juntar ao amigo Jeff Beck no Yardbirds, lendária banda que deu origem ao Led Zeppelin. Dois anos depois, no dia seguinte ao Natal de 1968, o Led Zeppelin fez seu primeiro show nos Estados Unidos, em Denver.
Vestido em tons de cinza e preto, com o cabelo branco como a neve, preso para trás em um rabo de cavalo curto, Page fica animado e envolvido quando fala sobre a juventude, o trabalho em estúdio, o Yardbirds e a ascensão veloz do Zeppelin. Ele cita seu livro fotográfico, Jimmy Page by Jimmy Page – fala de seu site, em que compartilha clipes raros de áudio e vídeo de toda a carreira, e no qual agora é possível comprar a trilha sonora lendária do curta Lucifer Rising, que nunca tinha sido lançada. Page tem envolvimento total com a música atual; fala entusiasmado a respeito de shows recentes a que assistiu em Londres e de uma banda norte-americana de blues-rock, a Rival Sons. Ele não faz promessas a respeito de futuras iniciativas solo, mas insiste em dizer que é um músico ativo, que faz projetos: “Ainda toco guitarra. É só que ninguém me vê tocando. Essa é a essência da coisa.”
Page, que tem três filhos com a segunda mulher, Jimena, e mais dois de relacionamentos anteriores, não desvia de perguntas a respeito da vida pessoal ou de assuntos mais obscuros, tais como uso de drogas ou seu interesse bem conhecido pelo filósofo do ocultismo Aleister Crowley. Às vezes, a resposta de Page é simples e decisiva: “Não vou responder”. Com mais frequência, ele desafia o questionamento e desmente fofocas e biografias sensacionalistas do Zeppelin – e então responde, depois de uma longa pausa, durante a qual parece estar resolvendo exatamente o que e o quanto deseja divulgar.
Mesmo nesta entrevista, uma das mais reveladoras que já deu, Page resguarda sua vida, sonhos e intenções da mesma maneira que cuida dos discos e da reputação do Led Zeppelin: com cuidado, sem pedir desculpas e com uma crença de ferro que a resposta para tudo, em última instância, é a música.
Depois do show na Arena O2, os fãs ficaram esperando uma turnê da volta da banda. Mas não aconteceu. Por quê? 
Alguns de nós achamos que iríamos continuar, que haveria mais shows em um futuro não muito distante. Foi muito trabalho colocado em um único show. Eu sei que Jason, que estava tocando com o Foreigner, já não estava mais com eles. Mas Robert estava ocupado, trabalhando com Alison Krauss. Então, o que se faz em uma situação assim? Eu trabalhei muito com Jones e Bonham nos ensaios para a O2. Nós estávamos nos conectando bem. O problema é que nenhum de nós cantava. Então, concentramos em nossas forças. Apresentamos um material bom de verdade. Talvez devêssemos ter levado esse material direto para o estúdio.
Quanto tempo vocês três ensaiaram juntos? 
Semanas – ao longo de certo tempo. Não fizemos nenhuma gravação profissional. Só usamos um pequeno gravador digital. Achei que ficou bom. Eu não ia abandonar aquilo. Mas daí a fraqueza se fez presente mais uma vez. Foi dito: “Precisamos de um cantor”. Agora, nenhum de nós disse isso. Foi sugerido. É, nós iríamos precisar de um cantor – não necessariamente naquele ponto. A primeira coisa é ter material. Se todos estão se dando bem e tocando bem, por que adicionar um destruidor de política com um cantor? [Pausa] Não vou falar sobre quem realmente apareceu para cantar.
O nome mais mencionado na época foi o de Myles Kennedy. Como isso soou para você? 
Soou prematuro. Dava para ver o rumo que estava tomando. Várias pessoas acharam que nós devíamos sair em turnê. Eu achava que nós precisávamos de um bom álbum com credibilidade, não algo que soasse como se estivéssemos tentando tirar vantagem do show da O2.
Fonte: Rolling Stones Brasil

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