sexta-feira, 16 de junho de 2017

Sepultura Endurance celebra 30 anos de resiliência

O documentário é uma celebração da trajetória do Sepultura, que vai da luta para mostrar seu som ao mundo, passando pelas contradições internas, o sucesso e a reconstrução.

 


O Sepultura surgiu na década de 80, em Minas Gerais, e ganhou o mundo, tornando-se uma das mais expressivas bandas de Metal do planeta. Mas, para ocupar esse patamar, foram muitos anos de luta. Em um primeiro momento, para alcançar o sucesso, e, posteriormente, para não deixar com que o grupo fosse enterrado em seu próprio nome.

Contrariando todos os prognósticos, do desafio de fazer Metal no Brasil, o Sepultura foi ganhando espaço com um som visceral, criativo e inovador para o estilo, fundindo elementos e sonoridades brasileiras com os riffs de trash metal. Essa fusão fez do Sepultura uma banda com um som original.

Partiram do álbum Morbid Visions, bastante influenciado por Slayer; passaram por Chaos A.D., onde surgem os primeiros traços de brasilidade; até a consolidação final, em Roots, quando amalgamaram sonoridades de candomblé (muito bem colocados por Carlinhos Brown), cânticos indígenas, atabaques em meio a guitarras em tom mais baixo e uma bateria visceral de Igor.

Com isso, romperam dois paradigmas: um de que as bandas de metal brasileiras poderiam ser muito mais que cópias perfeitas das internacionais e, outro, inexplicável, conseguiu popularizar o gênero entre a juventude dos mais diversos estilos, a ponto de Renato Russo, da Legião Urbana, elogiar os headbangers.

Como bandas não são diferentes de histórias de família, no auge, em 1996, com Roots estourado mundo, eis que os integrantes se desentendem devido à relação de Max Cavalera com a então produtora, e atual esposa, que rompeu os laços entre os integrantes, para proporcionar maior destaque ao vocalista.

O efeito foi devastador: Max abandonou o grupo. Andreas, Igor e Paulo ficaram imersos em um grande vácuo. Sem gravadora, sem o vocalista, sem direção.

Esse é o ponto nevrálgico da história do Sepultura, que poderia ter sido enterrado em si mesmo. Eis o motivo do nome Endurance (resiliência, em tradução ampla), pois era preciso superar a separação e erguer-se da terra arrasada.

Andreas, Igor e Paulo conseguiram criar no vácuo. Selecionaram Derrick para ocupar os vocais, passaram a produzir, compor e a lutar contra a sina de muitas bandas que se esfacelaram por brigas internas. E eles conseguiram.

O documentário não conta com as participações de Max e Igor, não por restrição dos atuais integrantes, mas por negativa dos próprios Cavalera. Mesmo com as baixas, já são 33 anos nos caminhos do mundo, mas o diretor Otavio Juliano, depois de acompanhar a banda por sete anos e pesquisar materiais, fez um recorte dos 30 anos do Sepultura, da origem aos dias atuais.

O documentário é uma celebração da trajetória do Sepultura, que vai da luta para mostrar seu som ao mundo, passando pelas contradições internas, o sucesso e a reconstrução. Conta com depoimentos de Corey Taylor (Slipknot), David Ellefson (Megadeth), João Gordo, Phil Anselmo (Pantera), entre outras lendas do Metal.

Ponto para o diretor Otavio Juliano que não deixou o documentário descambar para o sensacionalismo, explorando as brigas entre os integrantes. Abordou a separação como parte da história, não transformando o documentário em uma oportunidade de lavagem de roupa suja.

Durante a coletiva de imprensa, Andreas Kisser, atual líder e mentor intelectual do Sepultura, deixou bem claro que sempre defendeu que os Cavalera participassem do documentário, no entanto, respeita a posição contrária.

Sepultura Endurance, que está em cartaz nos cinemas nacionais, muito além dos registros históricos, rompe alguns dilemas dos documentários, uma vez que as músicas são como fios condutores, sendo roteiro, transformando o doc em show.

Ótima oportunidade para quem ainda não conhece o vigoroso e criativo som do Sepultura.

SEPULTURA ENDURANCE
Título: Sepultura Endurance (Original)
Ano produção: 2017
Dirigido por: Otavio Juliano
Duração: 100 minutos
Gênero: Documentário
Países de Origem: Brasil
                                                Assista o trailer:



Por: Ricardo Flaitt é jornalista

sábado, 10 de junho de 2017

Roger Waters: “Não se ganha nada construindo muros. Só os idiotas fazem isso”



Guerras pavorosas. Guerras que expulsam pessoas de suas terras, que matam, que destroem famílias. Não é de se estranhar que as guerras continuem tão presentes nas músicas do britânico Roger Waters. Seu pai morreu na Segunda Guerra Mundial. Seu avô, na Primeira.
Aquele garoto que cresceu sem um pai continua muito vivo dentro desse homem de 73 anos.
 
O gênio criativo do Pink Floyd, o homem sofredor que se esgoela levado por suas obsessões, o esquerdista crítico com a ordem estabelecida, o de letras pungentes, está de volta. E se passaram 25 anos. Sim, é verdade, há 12, em 2005, escreveu uma ópera, Ça Ira, uma raridade em sua longa trajetória. Mas desde 1992, data de seu último disco de rock solo, não trazia uma nova coleção de músicas.
 
Voltas e voltas, round and round. A vida dá voltas, já escrevia em ‘Us and Them’, pérola do mítico álbum The Dark Side of the Moon (1972), que catapultou os Floyd à fama, ao reconhecimento mundial. Isso de dar voltas, no seu caso, se confirma. Quando na segunda metade dos anos oitenta, após deixar o grupo, Waters brigava com seus colegas para que não pudessem usar o nome Pink Floyd sem que ele estivesse no projeto, David Gilmour e Nick Mason pareciam os donos do legado da banda: eram eles que andavam por todas as partes cantando Money. Mas o tempo o devolveu a Waters.
 
Após percorrer o mundo com a turnê mais bem-sucedida da história de um artista solo – 220 apresentações entre 2010 e 2013, mais de 458 milhões de dólares (1,5 bilhão de reais) arrecadados –, a que realizou retomando The Wall, obra do Pink Floyd fundamentalmente composta por ele, retorna agora com Is This the Life We Really Want?, editado pela Columbia (Sony Music), um disco de aroma maduro, lembrando bastante os do Pink Floyd dos setenta, desses que transmitem a sensação de que o apocalipse espreita, mas que ainda existe um raio de luz que passa por uma fresta da persiana. Um disco que viaja do ruído da sociedade da informação, desse barulho em vivemos instalados, à intimidade oferecida por um momento de paz embalado pelo som cálido de um violão. Que fala da guerra, dos refugiados, de uma sociedade guiada pelo medo, do silêncio e da indiferença de tantos diante do que está acontecendo.
 
Em uma manhã ensolarada e limpa em Nova York, Waters entra com passadas firmes em uma sala de estúdios de gravação próximos ao parque Madison Square Garden e se acomoda em uma poltrona diante da mesa de mixagem. Às vezes, os anos favorecem as pessoas. Aquele garoto feioso das capas dos anos setenta é hoje um homem atraente que quase lembra, guardadas as devidas proporções, Richard Gere. Camiseta negra, calça jeans azul justa, botas negras, olhar azul, George Roger Waters (Great Bookham, Surrey, Reino Unido, 6 de setembro de 1943), o Lennon do Pink Floyd, dispara com língua afiada quando fala de política e menciona sem reservas sua dura infância quando fala de si mesmo. Conversa pausadamente, pronunciando todas e cada uma das sílabas com um inglês muito british que não foi contaminado com o sotaque americano, mesmo morando já há vários anos na cidade dos arranha-céus.
 
El Pais - O senhor escreve sobre a guerra desde 1968. Em seu novo disco, fala de pessoas que morrem em guerras distantes. Isso se deve ao fato de o seu pai ter morrido na Segunda Guerra Mundial?
Roger Waters -  A guerra está presente porque está sempre aí. Mas, sim, pode ser que isso ocorra pelo fato de eu ter uma empatia especial com as vítimas. E isso talvez tenha a ver com o fato de que mataram meu avô e meu pai nas duas guerras mundiais. Meu avô morreu em 24 de setembro de 1916 e seu filho, em 18 de fevereiro de 1944. Por isso, talvez tenha a ver com essa agonia gerada pela perda e que milhões de pessoas estão sofrendo com isso no mundo todo.
 
Em 17 de fevereiro de 2014, você visitou o local onde o pai morreu, a 30 quilômetros de Roma, conduzido por um veterano de guerra, Henry Schindler. O que descobriu nessa viagem?
Toda a viagem, a visita ao jardim do memorial, ver o nome de meu pai inscrito na pedra, tudo isso me fez entender a dimensão da necessidade de eu conquistar a aprovação dessa pessoa que mal conheci, pois eu era muito pequeno quando ele morreu. Mas eu o admirava e o respeitava por causa das histórias e lendas que minha mãe contava sobre ele. Comprovei como ele era e é importante para mim. Certa vez, depois de um show, um veterano se aproximou de mim, olhou-me bem nos olhos, pegou minha mão e disse: “Seu pai estaria orgulhoso de você”. Fiquei sem palavras. Emocionou-me muito ouvir aquele homem dizer aquilo.
 
Quem ele era?
Era um veterano do Vietnã. Costumo convidá-los para os shows. Fiz isso na turnê de The Wall. Convido-os e fico com eles no intervalo do concerto para cumprimentá-los. Aparecem ali homens feridos, homens com queimaduras.
 
O que representou para o senhor crescer sem um pai?
Você passa toda a vida fazendo trejeitos toda vez que está com outro homem, tenta impressioná-lo. Fiz isso desde que era pequeno, faço desde então.
 
Essa ausência influiu no fato de se tornar músico, na necessidade de escrever canções?
Provavelmente. A verdade é que não sei de onde vem a escrita, é algo completamente misterioso. Mas a necessidade infinita do tapinha no ombro, a busca de um pai “bem certo” tem sido uma constante na minha vida.
 
As canções o ajudaram a se impor às guerras interiores, às suas batalhas consigo mesmo?
Sim, estou certo de que é assim. Às vezes, explico as coisas a mim mesmo e para os outros por meio da música ou da poesia...
 
Ou seja, escrever canções alivia...
Sim, escrever alivia, é gratificante. Compartilhar um sentimento ou mostrar-se diante dos demais pode ser catártico. Você se expõe à aprovação, ao ridículo. E com muita frequência as pessoas respondem com amor, empatizam se você expressa um sentimento que reconhecem. Nunca contei isto a ninguém, mas muitas vezes na minha vida disse a mim mesmo: “por que não lhe falei?” É frequente a gente falar com alguém e guardar algo porque está preocupado com qual será a resposta. Minha experiência é que não compartilhar, tentar ocultar aspectos negativos sobre si, não se arriscar a contar, não admitir algo que você fez porque acha que te retirarão o amor é quase sempre uma má decisão.
 
O senhor foi contestador desde muito pequeno. De onde procede essa veia contra a autoridade?
Vivi um incidente na creche quando tinha dois ou três anos. Havia um brinquedo, um caminhão vermelho doado pelos americanos, um triciclo. Um dia me sentei em cima e minhas calças rasgaram. Uma moça que trabalhava na creche decidiu que tinha de costurá-las, assim, tirou-as de mim à força. Eu me senti como se estivessem me violando. Resisti e briguei com ela com toda a força que tinha meu pequeno corpo, mas ela era forte demais para mim.
 
Você tinha dois ou três anos e se lembra do incidente?
Perfeitamente, é uma lembrança muito forte. Eu me senti vítima dessa bovina errante que não entendia meus sentimentos, os de uma criança. Vivenciei vergonha, humilhação. Posso ter uma ideia do que deve ser alguém estuprar a gente, de tão intenso que foi. Eu gritava como um possesso. Tinha enorme sensação de desamparo.
 
E essa sensação de desamparo o acompanhou na escola?
Basta que te aconteça uma vez para que você se preocupe com que volte a suceder. E assim foi, já adolescente, durante um fim de semana com a Cadet Force, uma espécie de versão júnior do Exército, ou da Marinha. Estávamos em um barco, em uma estação naval no norte da Inglaterra. Uma noite me ocorreu algo similar. Um grupo de rapazes me atacou. É algo que costumavam fazer. Te assaltavam no meio da noite, baixavam as suas calças e colocavam betume nas bolas. A há há.
 
Daí o “We don’t need no education” [não necessitamos de educação’, verso da arquifamosa ­Another Brick in the Wall, de Pink Floyd]…
Alguém me mostrou um desenho que fiz, que agora está na exposição do Pink Floyd do Victoria and Albert Museum, de Londres, onde aparece um professor apontando um menino pequeno e lhe dizendo: “Você é patético. Nunca chegará a ser nada”.
 
Sério?
Assim nos tratavam na escola. Lembro-me de pessoas que supostamente era professores que escreviam na lousa: “Isto é lixo”. Atacavam ad hominem as crianças, eram uns sacanas. Não todos, havia gente muito decente, mas alguns eram uns porcos.
 
Ou seja, você não passou muito bem nos anos da escola...
Oh, não, odiei cada minuto do colégio.
 
Depois estudou arquitetura. Em que momento decidiu que queria ser músico?
Quando tinha 14 ou 15 anos. Parecia a única possibilidade de ganhar dinheiro ou de conseguir dormir com alguém [risos].
 
Era tão difícil assim naqueles tempos?
Sim. A outra opção era ganhar nas apostas esportivas. Lembro-me que eu trabalhava como arquiteto em 1967, mas logo nos tornamos músicos profissionais e tive de deixar o estúdio em que trabalhava. Durante anos vivemos com nada, quase não ganhávamos dinheiro. Pouco a pouco fomos tendo mais sucesso, fazendo shows por todo o país, aprendemos a fazer discos. E finalmente conseguimos fazer um que era realmente bom, The Dark Side of the Moon, que foi um grande êxito. O resto é história.
 
O que representou para você, no auge do Pink Floyd, a saída de Syd Barrett [o primeiro líder da banda, vítima do consumo de LSD] do grupo?
Foi muito sofrido. Eu o conhecia desde pequeno. Ficou louco. De repente, a pessoa que era meu amigo, um garoto encantador e com muito talento, parecia um zumbi... A banda tinha tido sucesso graças a ele, compunha todas as canções. Foi devastador. E também muito desgastante. Quando você se apoia em alguém que é seu amigo e ele de repente desaparece, fica a sensação de que isso pode ser o final de tudo. Foi muito dolorido e estranho, mas conseguimos superar. E representou uma grande mudança. Todos nós nos vimos obrigados a compor. Eu já tinha escrito um par de canções quando ele ainda estava na banda, por isso já estava claro que tinha algumas ideias para expressar. Quando ele se foi tive de ser quem passou a criar tudo.
 
O que aprendeu de sua fase no Pink Floyd e, em particular, daqueles anos em que se separaram, em meados dos anos oitenta?
Não acho que tenha aprendido muito nesses anos [ri]. A gente aprende com os erros que comete com as mulheres. Muito. Ou pelo menos eu aprendi. Muito.
 
Sério?
Sim. Cometi erros muuuuito graves. Mas no final você aprende a ser mais honesto consigo mesmo. Como dizíamos antes, o pior é esconder. E o amor é transcendental. Se você se entrega, vão te ferir, mas também você crescerá e experimentará alegria. Se você não se abre ao amor, você murcha e morre. Também aprendi que não devemos estar abertos só ao amor carnal, a estar com uma mulher para o sexo ou para formar uma família. Você tem que ser capaz de estar com as pessoas que precisam de você, com outros seres humanos. Assim, quando alguém se apresenta às portas da sua fronteira, cheio de pó, porque teve de viver onde lhe coube viver, você tem que lhe dar abrigo. Marine Le Pen, o maldito Nigel Farage e Donald Maldito Trump se enganam. Temos que acolher os refugiados, compreender as sociedades de onde vêm, suas convicções religiosas; temos que abrir espaço em nosso coração para os outros. Nada se ganha construindo muros, apontando para os outros e dizendo: “Nós somos os bons e esses são os maus”. Isso só fazem os idiotas. E fazem isso diariamente, a todo o momento, inventam histórias para apoiar sua visão, nisso consiste a propaganda. Isso é o que têm em comum com Joseph Goebbels. Ele se deu conta de que isso funcionava, e funciona, infelizmente. Por isso é preciso resistir.
 
Assista "The Last Refugee" do novo álbum 'Is This The Life We Really Want' , de Roger Waters



Fonte: El País

terça-feira, 6 de junho de 2017

Drogas não contribuíram para morte de Chris Cornell, diz relatório de autópsia

Soundgarden

“Baseado nas circunstâncias e no que foi encontrado na autópsia, a causa da morte foi suicídio”, afirmou o médico legista 
 
O Wayne County Medical Examiner, no estado norte-americano do Michigan, divulgou os resultados finais da autópsia e do exame toxicológico relacionados à morte de Chris Cornell na última sexta, 2, confirmando a causa como suicídio e que “as drogas não contribuíram para a causa da morte.”

“É minha opinião que a morte tenha sido causada por enforcamento”, escreveu Theodore Brown, médico legista do Condado de Wayne, no documento obtido pela Rolling Stone EUA. “Baseado nas circunstâncias acerca da morte e do que foi encontrado na autópsia, a causa da morte foi suicídio.”

O medico legista então reiterou as circunstâncias da morte de Cornell que foram registradas no relatório policial, lembrando que Cornell foi “encontrado parcialmente suspenso por uma faixa de fazer exercícios no quarto dele do hotel”. As feridas “foram todas coerentes com enforcamento.”

Além disso, sete tipos diferentes de drogas foram encontradas no relatório pós-morte de Cornell, incluindo uma dose significativa do remédio para ansiedade Ativan. Entretanto, na opinião do médico legista, “estas drogas não contribuíram para a causa da morte.”

As drogas encontradas no sistema de Cornell foram “butalbital, lorazepam, pseudoefedrina e suas norpseudoefedrina metabólicas, cafeína e naloxona”. A cafeína veio do compromido de No-Doz que o cantor ingeriu antes da morte, enquanto a pseudoefedrina veio de um descongestionante.

Outra droga prescrita incluiu o sedativo Butalbital, o opiáceo Naxolona e quatro doses de Lorazepam, presentes no Ativan.

A família de Cornell anteriormente culpou o os raros efeitos colaterais do Ativan – que inclui pensamentos suicidas – por provocar a morte do cantor. Contudo, o médico legista notou que, ainda que o nível de 200 ng/mL de Ativan no sangue de Cornell seja maior do que a dosagem média, de 30-50 ng/mL, era ainda menor do que os 300 ng/mL, nível de pessoas cujas mortes são relacionadas à droga.

Após a divulgação da autópsia e do relatório toxicológico, a viúva de Cornell, Vicky, enviou um comunicado à Rolling Stone.

“Muitos de nós que conheceram bem o Chris percebemos que ele não estava sendo ele mesmo nas últimas horas e que algo estava ausente. Nós aprendemos com o relatório que diversas substâncias foram encontradas no sistema dele. Depois de muitos anos de sobriedade, este momento de julgamento terrível parece ter completamente prejudicando o estado de espírito dele”, escreveu ela.

“Algo claramente deu terrivelmente errado e minhas crianças e eu estamos despedaçados e estamos devastados que este momento nunca vai voltar. Nós apreciamos muito o amor que temos recebido durante este período extremamente difícil e estamos dedicados a ajudar outras pessoas a prever este tipo de tragédia.”


 Temple Of The Dog - Hunger Strike



Informações: Rolling Stone Brasil

 A LOJA DO ROCK DE TERESINA!

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Foo Fighters lança 'Run', música que ganhou clipe dirigido por Dave Grohl


Banda divulgou novo trabalho nas redes sociais e aproveitou para anunciar as datas da nova turnê mundial

Dave Grohl
  Dave Grohl

"Surpresa!”. Foi assim que a banda Foo Fighters anunciou o lançamento de mais uma faixa do grupo na manhã da quinta-feira (01). A música ainda ganhou um clipe dirigido por Dave Grohl, vocalista do grupo.

 
No vídeo, tanto Dave quantos os outros integrantes da banda usam maquiagens de caracterização e aparecem como idosos, mas sem deixar o rock'n'roll de lado.


O espaço do clipe no Youtube também foi usado para divulgar as datas da nova turnê internacional do grupo, a partir do dia 16 de junho. A estreia acontece em Reykjavík, na islandia. O Brasil ainda não aparece na lista de apresentações, que tem agenda aberta até 18 de novembro.




Fonte: G1 

 A LOJA DO ROCK DE TERESINA

terça-feira, 30 de maio de 2017

Golpe de Estado gravará CD ao vivo de comemoração de 30 anos em junho com participação de Catalau

 Golpe de Estado em SP - Cartaz de Divulgação

A veterana banda brasileira Golpe de Estado está em turnê comemorativa de 30 anos de carreira e, para comemorar este longo período de existência, vai gravar um CD ao vivo. Será no dia 10 de junho no Clash Club, localizado no bairro paulistano da Barra Funda.

O show terá, além da formação atual do Golpe, participação de gente que já passou pela banda, como o lendário vocalista Catalau e o comandante recente dos vocais Rogério Fernandes, que saiu há pouco tempo do grupo para se dedicar à sua banda Carro Bomba.

Será uma boa oportunidade também para o público conhecer o novo vocalista da banda, João Luiz, vindo do grupo Casa das Máquinas.

Os ingressos já estão à venda. O local oficial de compra pela internet é o site do Clube do Ingresso, onde também é possível localizar informações, por exemplo, de outros pontos físicos de venda.

O preço para a entrada inteira de Pista sai por R$ 80,00. São valores para o primeiro lote.

Para o Camarote, o valor do ingresso inteiro é de R$ 120,00. Vale destacar que, para ambos os locais, há uma opção de entrada promocional, pela metade do valor inteiro, que consiste na doação de 1 quilo de alimento não perecível (menos sal e açúcar) no dia do show.

Desde janeiro de 2016, menos de um ano depois de ter anunciado o fim que deixou triste um grande número de fãs, o Golpe de Estado voltou com uma nova formação e com a intenção da turnê comemorativa de 30 anos.

Da formação clássica, sobrou apenas o baixista Nelson Brito, justamente quem divulgou, no dia 11 de junho de 2015, uma carta anunciando o fim das atividades do Golpe. Agora, além de Brito, o grupo conta com o baterista Roby Pontes, que fez parte da formação mais recente, com o vocalista João Luiz e o guitarrista Marcello Schevano, que é também do Carro Bomba.

Em 2014, o grupo e o rock nacional tiveram um grande baque, já que perderam o talentoso guitarrista Hélcio Aguirra, que morreu aos 54 anos de idade. Ao lado de Aguirra, Nelson formou, com o vocalista Catalau e o baterista Paulo Zinner a formação clássica do Golpe que tanto satisfez os fãs de boa música nas décadas de 80 e 90.

Nelson Brito resistiu às inúmeras mudanças que aconteceram no Golpe de Estado durante os 30 anos de carreira. A primeira delas e uma das mais marcantes foi justamente a saída de Catalau, que era um dos símbolos da banda, mas saiu em 1995 para se afastar da vida louca que tinha no rock e se dedicar à religião. Depois disso, já em 2010, foi a vez do competente vocalista Kiko Muller e de Paulo Zinner deixarem o grupo. Por fim, a morte de Aguirra foi um duro golpe para Brito e não foi surpresa para muitos a carta com o anúncio do fim da banda em 2015.

O Golpe de Estado completou três décadas de carreira em 2015 e lançou oito discos. O mais recente foi “Direto do Fronte”, de 2012, que trouxe o Golpe de Estado numa nova formação, com o vocalista Dino Linardi e o baterista Roby Pontes, além de Nelson Brito e Hélcio Aguirra.

Em outubro de 2016, no mesmo Clash Club, o Golpe fez um show comemorativo de 30 anos de estrada que já teve a participação histórica de Catalau. Quem esteve presente no show do ano passado fez questão de dizer que o show, especialmente pela presença do vocalista, foi emocionante.




Fonte: Rock Reverso
 
 A LOJA DO ROCK DE TERESINA

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Noel Gallagher confirma data de lançamento de seu terceiro álbum solo

No dia de seu aniversário de 50 anos, Noel Gallagher confirmou a data de lançamento do seu terceiro álbum solo, que servirá de sucessor para “Chasing Yesterday” (2015). 


Em nova entrevista a rádio X’s John Kennedy, ele anunciou que seu novo álbum está pronto e sairá no segundo semestre de 2017, em novembro:


“Eu já finalizei meu álbum. Está feito, masterizado… Tudo pronto. Soube que sairá no dia 9 de novembro,” disse Gallagher.

Ele ainda falou sobre os últimos ajustes que foram feitos no álbum “até o último minuto”:

“Acho que não farei mais álbuns de outra maneira de agora em diante, porque é muito animador. Mesmo na fase de masterização na última sexta, as coisas ainda estavam mudando. Coisas que eu pensei que não entrariam no álbum, agora estão lá, sabe? No último dia de mixagem eu ainda ouvia e pensava, ‘O que essa música se tornou mesmo?’. O disco será muito bom justamente por isso.”


Caso a data de lançamento seja realmente confirmada, o novo álbum de Noel Gallagher será lançado cerca de um mês após o lançamento do primeiro álbum solo de seu irmão, Liam Gallagher, que provavelmente acontecerá em outubro.


Fonte: Rock Line

 

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Viúva de Chris Cornell, Vicky escreve carta ao cantor: “Sinto muito por você estar sozinho” antes de morrer


Chris e Vicky Cornell

“Já foi dito que caminhos que se cruzaram se cruzarão novamente, e eu sei que você virá me encontrar, e eu estarei aqui esperando”, ela escreveu 
 
 A viúva de Chris Cornell, Vicky, publicou uma emocionante carta aberta ao cantor. “Sinto muito por você estar sozinho, e eu sei que aquele não era você, meu doce Christopher”, ela escreveu no texto publicado pela Billboard. “Seus filhos sabem disso também, então você pode descansar em paz.”
Em outro momento da carta, ela escreveu que pensa no frontman do Soundgarden, Audioslave e Temple of the Dog “todos os minutos de todos os dias”, acrescentando que “eu lutarei por você” e que ela ainda se sente conectada a ele. “Já foi dito que caminhos que se cruzaram se cruzarão novamente, e eu sei que você virá me encontrar, e eu estarei aqui esperando”, ela escreveu.


Cornell morreu ao se suicidar por enforcamento na última quarta, 17, aos 52 anos. Pouco depois da morte dele, Vicky publicou um comunicado especulando se a morte do marido ocorreu devido a um efeito colateral adverso de Ativan, um remédio para ansiedade que ele tomava. “Quando nos falamos após o show, eu percebi que ele estava com dificuldade na fala; ele estava diferente”, ela havia escrito. “Quando ele me disse que tomou um ou dois Ativan a mais, eu contatei a segurança e pedi para ficarem de olho nele. O que aconteceu é inexplicável e eu espero que futuros relatórios médicos nos providam com detalhes adicionais. Eu sei que ele amava nossos filhos e que ele não os machucaria ao intencionalmente acabar com a vida dele.”

Um comunicado do advogado de Vicky, Kirk Pasich, acompanhou o texto dela na época, dizendo que: “Chris, um viciado em recuperação, tinha receita para Ativan e pode ter tomado mais do que a dose recomendada”. Além disso, ele disse que se Cornell cometeu suicídio, ele o fez sem saber.
A família de Cornell fará um funeral para o cantor nesta sexta, 26, no cemitério Hollywood Forever em Los Angeles, Estados Unidos. Também está sendo planejado um memorial para o público, mas os detalhes ainda não foram revelados.


Abaixo, leia a carta completa de Vicky Cornell ao falecido marido.
Para meu doce Christopher,
Você foi o melhor pai, marido e genro. Sua paciência, empatia e amor sempre transpareceram.

Você sempre disse que eu te salvei, que você não estaria vivo se não fosse por mim. Meu coração brilhava ao te ver feliz, vivendo e motivado. Animado com a vida. Fazendo tudo que você podia para retribuir. Nós tivemos a melhor época de nossas vidas na última década e eu sinto muito, meu doce amor, por não ter visto o que aconteceu com você naquela noite. Sinto muito por você estar sozinho, e eu sei que aquele não era você, meu doce Christopher. Seus filhos sabem disso também, então você pode descansar em paz.

Estou despedaçada, mas eu vou me erguer por você e vou cuidar dos nossos lindos bebês. Eu vou pensar em você todos os minutos de todos os dias e eu vou lutar por você. Você estava certo quando disse que nós somos almas gêmeas. Já foi dito que caminhos que se cruzaram se cruzarão novamente, e eu sei que você virá me encontrar, e eu estarei aqui esperando.
Eu te amo mais do que qualquer pessoa já amou alguém na história do amar e mais do que qualquer
pessoa um dia irá.
Sempre e para sempre,
Sua Vicky 




Fonte: Rolling Stone Brasil
 
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terça-feira, 23 de maio de 2017

Cellar Darling lança novo single e clipe chamado "Black Moon"

 

O Cellar Darling, nova banda formada pelos ex-membros do Eluveitie Anna Murphy, Merlin Sutter e Ivo Henzi, lançou um novo single intitulado Black Moon, juntamente com um novo vídeo clipe. O single promove o álbum de estreia This Is The Sound, que será lançado dia 30 de junho. Black Moon leva os fãs do Cellar Darling através de uma visão abstrata e apocalíptica do fim do mundo visto por diferentes culturas e religiões relacionadas ao eclipse lunar. O vídeo da música foi filmado na bela Tenerife.


 

Assista o novo vídeo aqui:


A banda contou um pouco da história por trás da letra da música:

Black Moon é uma das primeiras músicas que escrevemos depois do nosso single de estreia no ano passado, e provavelmente o ponto em que definitivamente "encontramos" nosso som. Ivo chamou aleatoriamente sua demo original Moon e isso desencadeou a ideia de uma história baseada no medo de uma lua negra... Então, como um tema lírico, acabamos explorando a tendência da humanidade de adicionar uma interpretação apocalíptica ao eclipse lunar”

Além disso, a banda lança a pré-encomenda do álbum This Is The Sound e agora você pode obter seu novo álbum na forma de um CD ou vinil duplo. Para um pouco mais, um digibook limitado também está disponível e possui 3 faixas bônus. Cada membro da banda escolheu uma canção para fazer cover trazendo uma nova roupagem no estilo Cellar Darling. Anna escolheu The Cold Song da ópera King Arthur de Henry Purcell, Mad World do Tears For Fears, foi a escolhida por Ivo e para acabar com tudo, o épico do Queen Prophet's Song foi escolhido por Merlin. Também incluído no digibook vai estar uma obra de capa alternativa e limitada, além de um livreto de 32 páginas, preenchido com as notas da banda sobre as histórias por trás de suas canções. 

Track list

01. Avalanche
02. Black Moon
03. Challenge
04. Hullaballoo
05. Six Days
06. The Hermit
07. Water
08. Fire, Wind & Earth
09. Rebels
10. Under The Oak Tree ...
11. High Above These Crowns
12. Starcrusher
13. Hedonia
14. Redemption

Faixas bônus do digibook:

15. The Cold Song
16. Mad World
17. The Prophet's Song



Fonte: Nuclear Blast

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